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zona de desconforto.

zona de desconforto.

26
Out15

Lesão* report

Mensalidade de Novembro cancelada. Que comece a fisioterapia.

 

Depois de semana e meia de braço ao peito – aconchegante durante os primeiros 3 dias, desesperante nos outros todos – fui a nova consulta de ortopedia já com muito mais mobilidade no braço que aquela que tinha de início – zero, praticamente – e sem dores, mas ainda sem o conseguir esticar completamente. Depois de me apalpar o músculo e de me esticar o braço até ao limite possível - brincadeira que me deixou para lá de agoniada. Era ele a esticar o braço e o músculo a contrair, contrair, contrair – achou por bem dar início a umas sessões de fisioterapia e deixar o ginásio em espera durante o próximo mês. Uma pessoa inscreve-se no ginásio para ser saudável e nem duas semanas depois já anda a caminho do médico.

A fisioterapia começa hoje e eu já estou a sentir um friozinho na barriga. Pensar que me vão fazer “massagens” onde me lesionei e obrigar a esticar o braço e a pegar em pesos soa-me só a tortura. Durante o fim-de-semana segui o conselho do médico e evitei ao máximo andar com o braço encolhido. Volta e meia lembrava-me e lá começava a tentar esticar o braço, mas sentir o músculo a contrair e a ficar todo rijo revolve-me as entranhas. Faz-me muita impressão. É por isso que só de pensar em fisioterapia começo a ter suores frios. O ideal era que me anestesiassem durante cada sessão para eu não sentir nada. Dá para fazer isso? Não dá? Pronto. Triste sorte a minha. De qualquer forma consegui fazer progressos durante o fim-de-semana. O braço já estica mais e já consigo secar o cabelo com a mão direita. Yei! Espero que isto signifique que só precise de 3 ou 4 sessões de fisioterapia até ficar fina. We'll see.

 

Nunca pensei dizer uma barbaridade destas mas sinto falta de ir ao ginásio, apesar de a minha passagem por lá ter sido muito breve, e fiquei triste ao saber que durante o próximo mês não convinha lá pôr os pés. Até para fazer exercícios de pernas preciso usar os braços, para segurar naquelas pegas de cada lado da máquina para manter a postura direita, e sem conseguir esticar o braço direito fica difícil. Estava super motivada e a contar com isso para, finalmente, iniciar um estilo de vida activo e agora o meu medo é que esta paragem me roube a motivação toda e depois seja o cabo dos trabalhos para a reaver novamente. Ainda por cima, se tudo correr bem, volto ao ginásio em Dezembro quando escurece pouco depois das 18h e já está bem mais frio. Como é que se arranja motivação no meio de tanta adversidade? Como?! Tenho esperança que a fisioterapia me mantenha focada no exercício porque, afinal de contas, vou ter de o fazer para voltar a ter o braço direito operacional, e que isso seja o empurrão necessário para um regresso ao ginásio natural em vez de penoso.

 

Por agora o Workout fica para segundas núpcias.

20
Out15

Balmain x H&M

Normalmente as colaborações da H&M com os mais variados designers e casas de moda passam-me completamente ao lado. Primeiro porque não acho as peças assim uma belezura que valha a pena o histerismo nem acho que sejam “usáveis”, depois porque os acabamentos são uma miséria – a colaboração com a Lanvin encaixa perfeitamente nestes dois exemplos -, depois porque não tenho pachorra para estar à porta de uma loja rodeada de gente histérica para ser a primeira a deitar a mão às peças e, por último, é tudo estupidamente caro. Posto isto, estou apaixonadíssima pelas peças que resultaram da colaboração entre a Balmain e a H&M e que chegam às lojas a 5 de Novembro. As peças, para não fugir à regra, são todas caríssimas, penso que o mais barato é um anel que custa cerca de 15€ e o resto está entre os 90€ e os 480€, tendo por base os valores em dólares. Tudo para lá de proibitivo para a minha carteira. Mas as roupas… ai, até se me dá aqui um aperto no coração. São todas LINDAS! Aqueles vestidos cheios de pedraria deixam-me à beira das lágrimas, de tão bonitos. Tivesse eu dinheiro e já tinha marcado um lugar à porta da H&M do Chiado para ser a primeira a deitar-lhes a mão. Mesmo com o braço ao peito, queria lá saber. Aqueles vestidos iam ser meus! Como não pode ser, esta será mais uma colaboração que me vai passar ao lado mas, pela primeira vez, com grande sacrifício emocional. Resta-me desejar que os acabamentos sejam horríveis, para não me sentir tão mal. Ficam as minhas favoritas:

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 Suspiro...

 

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 Isto são facadas no meu coração. Facadas!!

15
Out15

Go get it! | Elnett spray protector de calor + volume

Como tenho o cabelo fino e sem volume ando sempre à procura da next best thing no que a produtos para dar volume diz respeito. Por este cabelinho já passou tudo: desde champôs caros de cabeleireiro a uns mais baratos de supermercado, espumas, sprays e champôs secos. Uns são bons mas a maioria é mázinha. É por isso que sempre que encontro uma coisa que resulta apetece-me gritar aos sete ventos para a divulgar, que eu sei que há mais pessoas com problemas capilares semelhantes.

Sempre associei a Elnett às lacas da avó e nunca dei muita atenção aos produtos da marca, mas há uns dias estava à deriva na zona de produtos de styling do Continente, à procura de cera para o cabelo do meu homem, quando me deparei com toda uma linha de produtos de Elnett que nem sabia que existia. Sim, estavam lá as lacas da avó, mas também sprays protectores de calor anti-frizz e para dar volume. Agarrei-me logo à do volume, como é bom de ver. No frasquinho dizia que o volume durava três dias e que protegia o cabelo do calor do secador, o que é sempre bom especialmente para quem tem cabelo pintado ou com madeixas. Fiquei convencida e trouxe-o logo comigo. Sou uma fácil. A primeira vez que o usei foi numa noite depois de ir ao ginásio e assim que vi o efeito no cabelo depois de seco arrependi-me logo de o ter usado naquela altura. O cabelo estava com tanto volume e as raízes estavam tão levantadas que pensei que ir-me deitar passadas 4h era um desperdício e que no dia seguinte o cabelo já não ia ter graça nenhuma. De facto o volume nas raízes caiu um bocadinho, também não se podem esperar milagres, mas o cabelo continuava com muito volume – em comparação com os dias em que não uso nenhum produto do género - e estava muito macio e brilhante, cheio de vida. Apesar de ser no primeiro dia que os resultados impressionam mais, o volume e brilho mantêm-se visíveis durante os 2 dias seguintes.

Estou fã deste produtinho e tão depressa não volto às espumas, que tendem a deixar o cabelo um bocado pesado, rígido, seco e sem brilho graças às carradas de álcool. Se estiverem à procura de um produto de styling para dar volume aos vossos cabelos sem graça experimentem este spray. Pode ser que resulte com vocês também!

 

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14
Out15

Workout report - A lesão

Neste momento escrevo devagar, devagarinho com a mão esquerda enquanto a direita e todo o respectivo braço está 'ssogadito enfiado num daqueles slings azuis horrorosos que se compram nas farmácias. Lembram-se da espectacular aula de TRX da passada quinta-feira? Aquela que eu tinha adorado e que ia repetir já esta semana? Pois, não vai acontecer. Depois de uma simpática semana de exercício bastou uma aula de 30 minutos de TRX para ganhar um espectacular estiramento muscular no braço direito. Bom, o facto de ter andado a carregar caixas durante todo o dia a seguinte também não ajudou nada. Sábado acordei com os braços doridos mas, ainda assim, fui treinar - cardio e pernas - durante a tarde fiz a minha vida normal com algumas dores mais fortes no braço direito e à noite foi o descalabro. As dores começaram a aumentar, comecei a deixar de conseguir mexer o braço e domingo acordei com ele praticamente imóvel, inchado e com muitas dores. Na segunda-feira fui fazer uma ecografia e o médico depois de repetir três vezes um carinhoso e reconfortante "que lindo 31 que você práqui arranjou!" exigiu que imobilizasse o braço o mais rapidamente possível. "Use um lenço, qualquer coisa que a impeça de mexer o braço!" Daí o sling que me acompanha todo o santo dia e que o meu homem tão simpaticamente me foi comprar à hora do almoço quando lhe liguei quase em lágrimas a dar a boa-nova. "Ele disse que era urgente que eu imobilizasse o braço! URGENTE! E agora? Só tenho aqui lenços da Zara às flores para pôr ao pescoço!" Enfim, dramas da mulher moderna.

Estou há 3 dias fechada em casa a deprimir, farta do cheiro a Voltaren e do sling que me acompanha para todo o lado e desconfio que o meu gato está zangado por me ter aqui ao pé dele tantos dias seguidos. Passa o tempo todo a dormir no cadeirão da sala de costas voltadas para mim e no primeiro dia deixou-me sozinha na sala e esteve o tempo todo deitado na cama dele na outra ponta da casa. E ele NUNCA se deita naquela cama. Devo estar mesmo a emanar energias negativas por todos os poros. Não é para menos. Ter o braço direito imóvel transforma qualquer tarefa num pesadelo. Ontem quis tirar a panela da sopa do frigorífico e como só tinha o fraquinho e desajeitado braço esquerdo disponível tive de arrastar a panela até à beirinha da prateleira, apoiá-la no ombro, pedir a todos os santinhos para aquilo não se entornar por mim abaixo, ir nesta linda figura até à bancada da cozinha, baixar-me até ficar com o ombro ao nível da bancada e deixá-la escorregar. Para a voltar a pôr no frigorífico foi um filme ainda maior que envolveu uma cadeira porque não tinha forças no braço esquerdo para a elevar até à última prateleira, que é o único sítio onde ela cabe. Com isto tudo espero não ter arranjado nova lesão, que eu já não tenho confiança em nenhuma fibra muscular deste corpinho.

Posto isto, o ginásio passou para segundo plano pelo menos nas próximas semanas, logo agora que me estava a sentir tão motivada... Já tinha os treinos todos apontados na agenda do telemóvel - se não está na agenda não é real - mas já os apaguei para não me pôr com ideias. 

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De certeza que isto foi escrito por alguém que nunca se lesionou durante um treino. 

 

09
Out15

Workout report - TRX

Há uns meses quando comecei a sentir esta vontade de ser mais activa... desculpem, tenho de corrigir: quando comecei a sentir esta vontade de ser activa - o "mais" estava, definitivamente, a mais - uma das coisas que tinha vontade de experimentar era TRX. Já tinha visto algumas pessoas a fazerem exercícios naquelas cordas e pareceu-me a coisa mais fixe de sempre. Na altura fui investigar e descobri que era um sistema de treino suspenso inventado pelos SEAL's, as forças especiais da marinha americana, para poderem exercitar o corpo em qualquer lugar. Portanto, fácil de certeza que não era mas, ainda assim, a vontade continuou cá. Entretanto inscrevi-me no ginásio e depois de uma semana, onde houve espaço para uma aula de Body Balance, cardio e treinos de musculação para pernas e braços, decidi que estava na hora de experimentar o TRX. Ontem foi o dia.

Como já sabia que a aula tinha entradas muito limitadas - 11 pessoas no máximo - cheguei cedo para não correr o risco de já não apanhar senhas. A aula era só de 30 minutos mas o PT que me elaborou o plano de treino já me tinha avisado que era muito intensa. Não estava a exagerar. Quando entrámos na sala fiquei muito atenta às movimentações para perceber o que tinha de fazer. Quando vou fazer uma aula de grupo nova sinto-me sempre como se estivesse no primeiro dia de escola. Não conhecemos ninguém, não sabemos bem para onde nos virar e a expectativa é enorme. "Ok, estão todos a ir buscar as fitas, vou buscar uma também. E agora onde é que isto se prende? Ah, é aqui por cima." Acabei por ficar entre dois homens com ar de quem já fazia aquilo há anos. O que estava à minha esquerda estava todo quitado com umas luvas especiais e quando vi aquilo armei-me logo em esperta e disse para os meus botões: "Pfffff que nerd. Vem para aqui de luvas, como se fosse preciso. Isto é só meia-hora, filho." Mas pouco tempo depois estava a engolir cada palavrinha destes pensamentos maldosos. 

Havia duas pessoas novas na aula, eu e mais uma, por isso a professora lá explicou como é que se mexia nas fitas. Afinal aquilo estica e encolhe, não sabia. O nível mais curto é para trabalhar os braços, o mais comprido para as pernas e o intermédio para exercícios de costas. As dificuldades começaram logo aqui: não estava a conseguir ajustar a fita às diferentes medidas, faltava-me a força e o jeito para puxar aquilo. "Isto não me parece muito bom sinal... não tenho força nem para ajustar as fitas!" A professora riu-se e disse-me para ir com calma.

Cinco ou seis minutos depois da aula começar já estava perto do falecimento. Bolas, que aquilo é mesmo difícil. Os exercícios de braços até se fazem bem, não me interpretem mal, são muito difíceis, mas gostei do desafio. Os de pernas já são um bocadinho mais penosos e os que mexem com o abdominal são um verdadeiro inferno. Mas aquilo que achei realmente difícil, ao ponto de quase me virem lágrimas aos olhos, foi a simples tarefa de agarrar no TRX. Quinze minutos depois tinha a mão esquerda completamente feita num oito, toda negra e dorida. A professora explicou que para quem não está habituado a trabalhar com TRX ou a levantar pesos é normal que sinta as mãos um bocadinho massacradas nas primeiras vezes. No kidding. Agora já percebo o porquê das luvas do outro senhor. Não sei se aquilo só impede que as mãos escorreguem ou se também ajuda a evitar estas dores mas sim, admito que sejam muito úteis.

Graças às dores agudas que tinha na mão não consegui aproveitar quase nada dos últimos 10 minutos da aula e isso deixou-me super frustrada. Queria tanto fazer aquilo e por ter a mão tão magoada não estava a conseguir completar os últimos exercícios. Dobrar os dedos para segurar nas fitas provocava-me dores insuportáveis. A dor era tanta que a sensação que eu tinha era de que tinha os ossos dos dedos todos partidinhos, só para fazerem uma ideia do desconforto. Curiosamente NUNCA ninguém me falou nisto! Não é espectacular? Antes de fazer a aula falei com, pelo menos, quatro pessoas - 4!! - que já tinham feito TRX e todas me disseram que era muito difícil, que tínhamos de fazer muita força nos músculos e que era um desafio ao nosso equilíbrio e rebéubéu pardais ao ninho mas nem uma, uma alminha que fosse, me falou nesta dor nas mãos. Aposto que foi de propósito! É a única razão porque uma dor destas não se esquece. Fui para o balneário com os dedos todos tortos e uma coisa tão simples como desapertar os atacadores dos ténis transformou-se num verdadeiro desafio. Não há vez em que saia do ginásio sem parecer uma pessoa com graves problemas motores. Descer as escadas passou a ser praticamente impossível, tenho de ir toda encostada à direita e agarrada ao corrimão que as minhas pernas parecem gelatina e a cada degrau que desço parece que fico cada vez mais perto de me esbardalhar toda por ali abaixo. E ontem, para juntar a isto, foram os dedos. Só 1h depois é que consegui voltar a dobrá-los mas ao fim da noite ainda sentia dores a fazer alguns movimentos.

Apesar deste contratempo fiquei com imensa vontade de voltar a fazer a aula. É curta mas tão intensa que suamos imenso e saímos dali com a sensação de termos treinado durante uma hora. Quando terminei e me olhei ao espelho tinha a minha máscara de pestanas, que nunca me tinha deixado ficar mal, derretida à volta dos olhos. Não podia estar com mais ar de morta, portanto. Apesar de tudo o que correu mal adorei o desafio e mal posso esperar por voltar. Mas se calhar antes é melhor passar na Sportzone para comprar umas luvinhas.

 

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06
Out15

Workout report - Preparar a mala

Há dias comentava com uma amiga o pesadelo que é preparar a mala do ginásio. Nunca pensei que fosse coisa para dar tanto trabalho e um nó no cérebro, mas é! Se vamos fazer exercício vamos, em princípio e se fizermos tudo bem, suar portanto logo isso implica toda uma quantidade de coisas que nunca mais acaba: toalha para o cabelo, toalha para o corpo, desmaquilhante – para quem, como eu, vai treinar ao fim do dia e não quer sair do duche tipo panda. Quem for de manhã cedinho e ainda tiver de se maquilhar... meu Deus - champô, condicionador, gel de banho, gel para lavar o rosto, creme do corpo, creme do rosto, óleo para o cabelo… ah, espera lá que não é preciso levar estas embalagens tão grandes, posso usar aqueles frasquinhos que comprei na Primark para levar de viagem! Vai de alinhar 385 frasquinhos e despejar lá para dentro tudo o que foi mencionado lá atrás... aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaargh! E para além de tudo isto convém não esquecer o equipamento: ténis, meias, calças, sutien e t-shirt que, no meio deste carnaval, é o que pesa menos e o que ocupa menos espaço e, destrambelhada como sou, é o que mais facilmente fica esquecido em casa. Pode parecer idiota mas nunca me tinha ocorrido que ia precisar de tanta coisa. Chega, não estou para isto! A partir de agora tomo banho em casa. Bastou um dia de banho no ginásio para jurar para nunca mais. Ter o ginásio do outro lado da rua não pode ser bom apenas para fintar a desmotivação. Se puder não andar carregada com uma mala pesadíssima como se fosse lá passar uma semaninha, então é de aproveitar. É que, parecendo que não, é um peso que me sai de cima. Literalmente. A partir de agora levo só o equipamento e uma toalhinha para andar comigo durante o treino. E uma garrafa de água. E o iPod. E o cadeado para o cacifo. E elásticos e ganchinhos para o cabelo. E um saquinho com frutos secos, que eu já andei a ler umas coisas e parece que comer frutos secos na primeira meia hora após o treino faz bem ao organismo porque têm antioxidantes que bloqueiam os radicais livres. Estão a ver? Mesmo deixando de lado toda a tralha do banho ficamos com uma data de bolas no ar na mesma! E todas estas coisas miudinhas fazem falta acreditem!, não são frescuras minhas. Se me esquecer do elástico e dos ganchos para o cabelo é todo um pesadelo e lá ficam os treinos comprometidos, que fazer exercício com o cabelo empapado em suor e colado à cara e ao pescoço é capaz de não ser muito agradável. O mesmo acontece com a garrafa de água, que todos sabemos a importância de manter os níveis de hidratação. E com o cadeado para o cacifo, que era só o que faltava deixar as minhas coisas assim à mão de semear de qualquer uma. E sim, com o iPod, que eu sem a minha música não consigo treinar com a mesma genica! Quem diria que andar no ginásio era uma canseira tão grande horas antes de lá pôr os pés!

 

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05
Out15

Isto está mesmo a acontecer?

Se calhar estava a ser ingénua, mas acreditava mesmo que ao fim de 4 anos de greves, manifestações brutais, críticas constantes ao Governo que cortava na saúde, na educação, na cultura, que obrigava os jovens a emigrar, depois de 4 anos de revolta generalizada acreditava mesmo que era impossível o Passos Coelho ser novamente eleito para nos governar mais 4 anos. Mais. Quatro. Anos!!! Fiquei em choque e só perguntava, enquanto olhava incrédula para a televisão, “Isto está mesmo a acontecer?!” Mas as más notícias sucediam-se. "PaF ganha as eleições", primeiro murro no estômago. "Abstenção atinge os 43%", segundo murro no estômago. Será mesmo possível? Como é que um país está 4 anos a criticar quem o governa e depois quando tem, finalmente, poder para mudar alguma coisa não levanta o rabo do sofá para ir votar? Como? Como é que estas pessoas vivem com elas próprias? Ontem já ao final da noite a actriz Maria Vieira dizia que no Brasil as pessoas eram obrigadas a votar e que não entendia porque é que em Portugal não se passava o mesmo e eu, que nem costumo simpatizar com as opiniões radicais da Maria Vieira, tive de concordar. Claro que ninguém gosta de ser obrigado a fazer nada, que isso é meio caminho andado para ficarmos todos nervosinhos, que uma Democracia não é isso, que temos de ter liberdade para fazer o que bem entender, que foi para isso que lutámos. Tudo bem, mas entre ser obrigada a ir às urnas e deixar que metade do país decida a realidade dos próximos 4 anos pela outra metade prefiro, sem dúvida alguma, a primeira opção. Até porque não percebo o argumento de que não ir votar também é marcar uma posição. Não, não é. Se não querem ir votar porque está frio, ou a chover, ou está sol e o que é bom é estar na praia, ou porque joga o Benfica e não vos apetece pensar noutra coisa, assumam-no. Mas não digam que estão a marcar uma posição porque isso não é verdade. A inércia de um povo diz mais sobre ele do que sobre quem o governa, acreditem. Afinal de contas, eles estão lá outra vez, felizes e contentes, e nós continuamos amargurados com a triste sorte que nos calhou na rifa. E agora? Continuam a achar que a inércia, que não ir votar, faz toda uma diferença na mensagem que é passada aos nossos governantes? Não faz.

Já hoje, quando acordei, a primeira notícia que vi foi a de que um terço dos lugares na Assembleia vai ser ocupado por mulheres. Finalmente uma boa notícia! E isto sim, pode fazer a diferença.

02
Out15

Workout report - O plano de treino

Afinal ontem não foi assim tão mau. Ou melhor, não foi nada mau. E não foi nada mau porque simplesmente não fiz um treino completo. O Personal Trainer elaborou-me dois planos de treino diferentes para ir intercalando consoante os dias - treino A = cardio e pernas; treino B = cardio e braços - e o que fiz ontem foi uma série de cada um dos exercícios para saber como mexer nos equipamentos, qual a postura correcta, essas coisas. Apesar de não ter feito um treino completo consegui perceber algumas coisas espectaculares. A saber:

 

- Praticamente todos os exercícios que vou fazer me vão custar com'ó diabo. Acho que só o exercício de costas é que não me custou. Isso e os alongamentos. Tudo o resto pareceu-me tortura chinesa.

 

- Já não me lembrava o quão demoníaca a elíptica consegue ser. Caminhar depois de estar ali em cima 7 miseráveis minutos não foi tarefa fácil.

 

- Trabalhar os músculos interiores das coxas dói MUITO! Começa-me tudo a arder ao fim de 8 repetições e o objectivo é fazer 4 séries de 15...

 

- Tenho 0 força nos braços. Ze-ro. Zero! Sei que é normal termos menos força no braço esquerdo que no direito mas, ainda assim, senti-me ridícula a puxar 5kg de baixo para cima e ao fim de 10 repetições já não conseguir levantar o braço esquerdo. O direito ia até meio caminho e o esquerdo ficava lá em baixo a tremer sem força para conseguir levantar 50 gramas. O objectivo é fazer 3 ou 4 séries de 15 repetições. Na sala hardcore. Com homens enormes, suados e com ar de poucos amigos ao meu lado a puxarem 40kg. Ahahahahahahah.

 

- Odeio fazer abdominais. Odeio com todas as forças do meu ser. É a pior coisa do mundo. Tenho de fazer 3 séries de 20 e ontem ao fim de uma mísera série só me apetecia rebolar para o lado agarrada à barriga e chorar.

 

- Fui duas vezes à sala hardcore e da segunda vez já não me pareceu tão assustadora. O que mudou? Estavam lá duas meninas a fazer exercícios. Isso faz toda a diferença! O espaço fica logo com um aspecto muito mais friendly.

 

- resumo: estou muita forte. NOT.

 

No fim disto tudo deu-se o dilema: "Vou para o balneário de elevador ou de escadas? Nah, agora sou uma atleta! Vou de escadas!" E quem é que diz que eu conseguia descer as escadas? Quando disse ali em cima que trabalhar a zona interior das coxas me custou horrores não estava a exagerar. Foi o primeiro exercício que fiz e 1h15m depois ainda sentia os danos colaterais. De repente descer um degrau pareceu-me o equivalente a descer o Everest. As pernas tremiam-me por todo o lado e tive de descer os dois pisos muito devagarinho agarrada ao corrimão, que estava a ver que ainda caía e chegava lá a baixo a rebolar. Qualquer semelhança entre mim e uma senhora de 85 anos é pura coincidência.

Dificuldades à parte, gostei muito do ambiente do ginásio. Não estava demasiado cheio e os PT's e o rapazinho que anda na sala de um lado para o outro pareceram-me muito prestáveis e simpáticos. Se viam alguém fazer alguma coisa mal iam logo corrigir-lhes a postura e dar-lhes dicas de como fazer melhor e tirar maior partido dos exercícios. Claro que essas atitudes vindas dos PT's não são inocentes. De certeza que têm sempre uma esperança que depois de ajudarem alguém esse alguém lhes compre umas aulas, mas enfim, podiam-se estar a marimbar e o facto de serem pró-activos pareceu-me muito positivo.

Amanhã de manhã estou de volta para uma aula de Body Balance com uma amiga. Vai ser o meu primeiro treino completo desde Fevereiro! Aaaaiiiiiiii.

 

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01
Out15

Workout report - A avaliação

Depois de três dias a ligar para o Solinca para tentar saber porque raio de carga de água ainda ninguém me tinha contactado para marcar a avaliação física - "Que estranho! Vou ver o que se passa e já lhe ligo" e nada!... - , lá a consegui agendar e ontem foi o dia! Pensei que ia sair dali com um super plano de treino, mas não. O que aconteceu foi tooooooooda uma conversa interminável com um Personal Trainer sobre a minha condição física e os meus objectivos, com umas tentativas de me vender aulas de PT lá pelo meio, que durou cerca de 1h30. O treino per se só o vou conhecer e começar hoje. Me-do! O primeiro treino vai ser acompanhado por ele, certamente como última tentativa de me fazer comprar 2 meses de treinos acompanhados, que isto é gente que não dá ponto sem nó, e daí para a frente estarei a fazer as coisas por minha conta. 

 

Depois de tiradas todas as medidas e de me pesar chegámos à conclusão que, entre outras coisas, tenho 32% de massa gorda que, não sendo dramático, devia descer para 27, numa primeira fase. O peso está nos 54 "mas devia aumentar uns 4kg", disse ele delirante. Ahahahahahahah. 58kg. Eu! Disse-lhe logo que devia estar doido, que era só o que faltava, que eu com 58kg ia ficar uma bola. Portanto vamos trabalhar para manter os 54kg. Bem, se descer para 53 também ninguém se importa. 

Também me disse que era bom controlar a alimentação e as doses e contar as calorias que ingiro - segundo ele devem ser 1322 por dia - e ir a um dietista/nutricionista para me ajudar nessas coisas, mas pus essas dicas automaticamente de lado. Não sou NADA o tipo de pessoa de andar a contar calorias nem vou ser uma nerd do fitness que a partir de agora só come arroz, ovos e peito de frango grelhado. Não! Não, não, não, não, não. A única coisa que quis saber e me vou esforçar para cumprir é o que devo comer antes do treino para não cair para o lado a meio. Já me aconteceu há uns anos e foi um bocado assustador. 

 

Como tenho escoliose e hiperlordose vou estar limitada nos exercícios de musculação porque não vou poder usar muitas das máquinas mas, disse ele, vou passar muito tempo na zona hardcore do ginásio. Tremi mas quis logo ver do que é que ele estava a falar para saber ao que vou. Então a zona hardcore é onde vivem todos os pesos livres e onde treinam os aspirantes a Vin Diesel lá do sítio. Fiquei estupefacta.

- Você vai-me pôr a treinar aqui?

- Qual é o problema?

- Qual é... isto é horrível!! É só pesos por todo o lado e homens enormes com veias a rebentar! Já olhou bem para mim?

Juro que a conversa foi textualmente isto. Aquilo, aquela sala hardcore, é para lá de intimidante para mim que nem 5kg consigo levantar. Ele riu-se e pediu-me para não partir com ideias preconcebidas. É difícil, mas vou tentar. Pelo que percebi as máquinas de musculação não me permitem adaptar os exercícios à minha condição física e com os pesos livres será mais fácil fazê-lo. Estou para ver no que isto vai dar.

 

O objectivo daqui para a frente é ir ao ginásio 3 vezes por semana, de forma consistente!, e alternar entre o plano de treino que ele me vai passar, aulas de TRX, CXWorX e Body Balance. A ideia é ir variando para não me fartar e não habituar o corpo sempre aos mesmos exercícios.

Vamos lá começar isto!

 

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