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zona de desconforto.

zona de desconforto.

25
Nov15

Carta aberta às funcionárias da Intimissimi

aqui falei do meu ódio de estimação pelas vendas agressivas nas lojas. Uma pessoa não pode pegar em nada que aparece logo uma funcionária muito solicita a querer impingir mais 28 coisas. “Leve estes brincos para fazerem conjunto!”, “Já viu este lenço tão giro! Ficava mesmo bem com essa camisola!”, “Vai levar só o soutien? Leve também as cuecas para fazer conjunto!” “Se levar mais duas peças tem outra gratuita! Não quer aproveitar? Não?!” Não há paciência. Mas hoje quero falar de uma coisa ligeiramente diferente mas igualmente irritante: as funcionárias que não se coordenam e atacam o desgraçado do cliente por todos os lados. E é aqui que, também, entra a Intimissimi. Adoro a Intimissimi, é lá que compro toda a minha lingerie, gosto como assenta no corpo, gosto dos materiais, gosto da durabilidade das peças mas do que não gosto NADA é de entrar numa loja e ser abordada por três pessoas diferentes.

Sábado fui à loja do Chiado para ver se havia novidades e graças às funcionárias irritantes que eles lá têm saí em menos de 1 minuto. Nem cheguei a meio da loja. Entrei, não havia clientes e as três funcionárias estavam a dobrar roupa. Todas elas – TODAS!!!!!!! – vieram falar comigo num espaço de segundos. Segundos! Primeiro foi o clássico “Precisa de ajuda?”, não, não preciso, obrigada. Depois foi outra que achou por bem informar que havia mais números e modelos “lá atrás” e ainda fui abordada pela terceira que me perguntou, novamente, se precisava de ajuda não fosse eu ter ficado confusa desde a última vez que me tinham feito a mesma pergunta 10 segundos antes. Revirei os olhos, suspirei, disse, mais uma vez, que não e saí com cara de poucos amigos. Mas o que é isto senhoras?! Que formação é que esta gente recebe? Não seria mais produtivo uma só funcionária abordar o cliente e deixar a pessoa em paz para ver as coisas à vontade? Depois se o cliente precisar de ajuda dirige-se à menina que se mostrou solicita logo de início. Simples! Ser abordada por três funcionárias diferentes é só ridículo e a única coisa que conseguem é afugentar toda a gente. “Yei um cliente!!!! Vamos TODAS falar com ele e sufocá-lo com a nossa presença!”

Eu compreendo que a vida de um comercial - porque é isso que elas são - não seja fácil. Ter um ordenado que depende das comissões das vendas é uma merda, especialmente se as vendas correrem mal nesse mês mas, bolas, é preciso ter algum bom senso. Irem as três falar com a mesma pessoa é o mesmo que estarem a tentar roubar as vendas umas às outras e isso só tem um nome: falta de ética. E pior: falam quase sempre com os clientes como se fossem a) bebés com dois, três anos ou b) atrasados mentais. Que estratégia é esta? Onde é que está escrito que é assim que se deve abordar um potencial cliente? Será que não têm sensibilidade para perceber que estão a ser inconvenientes? Será que têm zero competências sociais?

Detesto não me sentir à vontade nas lojas. Gosto de ver as coisas com calma, experimentar sem ter uma pessoa estranha do outro lado da cortina a perguntar se assenta bem, se pode ver, se é preciso outro número, gosto de reflectir se é mesmo aquilo que quero ou se é melhor ir para casa pensar ou dar mais uma voltinha pelas outras lojas, não vá encontrar algo melhor e mais em conta e ter uma pessoa a respirar-me no pescoço o tempo todo dá-me cabo dos nervos. Chega a roçar a má educação. Juro que quando saí da loja do Chiado a correr muito, não fosse mais alguma atirar-se a mim com unhas e dentes para conversar mais um bocadinho, ponderei se não deveria começar a comprar lingerie noutra marca.

Posto isto a minha sugestão é só uma: pessoa que manda nas lojas da Intimissimi de Lisboa – sim porque o problema não é só no Chiado. No Colombo e nas Amoreiras é igual – mude a estratégia de venda das funcionárias POR FAVOR! ou sensibilize-as para formas menos inoportunas de abordarem os clientes. Só saem a ganhar. Garanto.

17
Nov15

Eles podem ter armas, mas nós temos flores

De tudo o que li e vi sobre os atentados em Paris este vídeo foi o que mais me tocou. Pela simplicidade e beleza no meio de uma coisa tão complexa e triste. Que todos os pais tenham a mesma presença de espírito para poderem acalmar os filhos com palavras de amor e esperança. Porque cultivar o ódio não leva a lado nenhum. "Eles podem ter armas, mas nós temos flores."

 

 

09
Nov15

Gostar de uma criança não é dar-lhe doces

É o oposto.

A reportagem “Somos o que comemos” que passou na SIC em abril deste ano funcionou como uma wake up call para mim. Foi a partir daí que deixei de beber refrigerantes praticamente todos os dias – já não me lembro da última vez que bebi um – e que comecei a ler os rótulos dos alimentos que compro lá para casa. Estas foram as primeiras mudanças que fiz e que deram origem a outras tantas: comer sopa todos os dias, beber um copo de água logo de manhã em jejum e, também, a acompanhar todas as refeições, comer fruta ao pequeno-almoço e evitar petiscar porcarias. Esta última é a mais difícil mas o esforço é real e não são raras as vezes em que troco bolachas e chocolates pelos queijinhos Babybel light, fruta, frutos secos ou cenoura crua. Não é uma questão de dieta, é sim uma necessidade de comer melhor e evitar ingerir coisas que me vão fazer mal e das quais o meu organismo não necessita. Saber que estou a tratar bem o meu corpo é meio caminho andado para me sentir melhor.

Uma das coisas que mais me chocou naquela reportagem foi a negligência aliada à falta de informação dos pais que não percebem que dar uma tigela de chocapic ou qualquer outro cereal infantil aos miúdos não é um pequeno-almoço saudável, que comprarem Ice Tea para acompanhar as refeições é um veneno e que prepararem lancheiras com iogurtes líquidos, bolachas, bolicaos e outras porcarias embaladas que se vendem nos supermercados não podem, nunca, fazer parte de um lanche saudável. São várias as situações com que me deparo no meu dia-a-dia que me fazem recordar esta reportagem e hoje de manhã ao ler este post no blog da Ana Galvão ela voltou a ressurgir na minha memória.

O que a Ana propõe a quem a lê é passar um mês sem ingerir açúcar, que é só assim a coisa mais difícil do mundo. Praticamente todas as coisas que compramos têm açúcar adicionado. Até o pão, que para além do açúcar tem uma data de E’s – descoberta recente que me alarmou imenso. Não sei se a maioria de nós consegue cumprir este desafio mas uma coisa podemos fazer: reduzir os açúcares que consumimos. Como? Lendo os rótulos dos produtos alimentares que compramos e mantendo-nos longe daquelas coisas óbvias: gelados, bolos, bolachas, doces para barrar no pão, chocolate em pó para pôr no leite e por aí fora.

Foi também ao ler este post que tropecei numa frase que, à semelhança de reportagem da SIC, me ficou cravada na memória e me vai acompanhar daqui para a frente: “Houve uma ocasião em que disse ao pai de um amigo do meu filho Pedro, que na minha casa não havia nem chocolates, nem doces nem refrigerantes e que ele (o Pedro) só comia em ocasiões especiais, e o pai olhou, condescendente, para mim e disse-me: “Coitado!”. E dei-me conta de como está instituído que gostar de uma criança é dar-lhe doces quando na verdade deveria ser o oposto.” Está instituído que gostar de uma criança é dar-lhe doces quando na verdade deveria ser o oposto. Isto é tão, mas tão verdade. Eu não tenho filhos mas já por diversas vezes afirmei que quando os tiver vou tentar que a introdução de doces – bolachas, bolos, gelados, gomas, etc - na dieta deles seja o mais tarde possível. E o mesmo se aplica a batatas fritas e fast food. Praticamente todas as pessoas a quem disse isto tiveram a mesma reacção que aquele pai amigo da Ana: “Coitados!” Isto para mim é assustador. Mas coitados porquê? Ao não lhes dar açúcares estamos a privá-los de alguma coisa que lhes seja essencial? Não estamos. E o que ela escreveu faz todo, todo o sentido: gostar das nossas crianças não é dar-lhes guloseimas. É precisamente o contrário.

“Se ama o seu filho/sobrinho/afilhado não lhe dê bolachas/gelados/gomas.” Isto devia estar escrito em outdoors gigantes espalhados pelas ruas do nosso país. Talvez, assim, os educadores pensassem duas vezes sobre o mal que estão a fazer às nossas crianças sempre que lhes dão produtos do género. Um gelado ou uma fatia de bolo no fim de uma refeição é muitas vezes usado como recompensa e não entendo porquê. “Olha que se não comeres o peixe todo não comes um gelado depois!”, “Muito bem, comeste os brócolos. Agora podes ir buscar uma fatia de bolo”. O que é isto? Sei que os miúdos conseguem ser muito chatos às refeições mas, bolas, nós somos os adultos, sabemos melhor que isso! Porque é que usamos os doces como moeda de troca de uma alimentação saudável? Será que comer o que nos faz bem é assim tão horrível, penoso e difícil? É que, parecendo que não, é essa mensagem que estamos a passar às nossas crianças. “Eu sei que comer uma tigela de sopa é horrível. Mas olha… se comeres tudo podes comer kinder surpresa no final!” Não! Estamos a fazer tudo ao contrário.

O que me deixa mais optimista no meio disto tudo é que todas estas reportagens, estudos e toda esta conscienlização é um passo enorme para que esta seja a última geração viciada em açúcar. É graças a este boom de informação sobre o que faz bem e o que faz mal, que os nossos filhos vão ter uma alimentação diferente da que nós tivemos e os filhos deles também e por aí fora. Espero mesmo que este seja o primeiro passo para uma urgente mudança de mentalidades em relação ao que comemos.

03
Nov15

O melhor do Halloween?

Acho a comemoração do Halloween em Portugal uma coisa assim um bocado parva e sem sentido. É só mais uma tradição que importámos sem saber muito bem porquê. Pior que isto só mesmo o Carnaval, altura em que fica tudo estúpido e a achar que tudo é permitido porque “é carnaval e ninguém leva a mal”. Eu levo. Ok? E por mais anos que viva nunca me vou esquecer daquele balão de água com farinha atirado do 12º andar e que só não aterrou em cima da minha cabeça por mera sorte.

Agora que pusemos os pontos nos is tenho de sublinhar que na verdade há uma coisa que eu a-do-ro no Halloween e pela qual espero ansiosamente todos os anos: o desafio de Halloween do Jimmy Kimmel, um comediante e apresentador de um famoso talk show americano. O desafio consiste em os pais dizerem aos filhos que comeram todos os doces que receberam na noite de Halloween - é tudo a fingir, acalmem esses corações nervosos -, filmar a reacção e publicar no YouTube. Esta já é a quarta edição deste desafio que nunca desilude. O resultado é sempre hilariante e de ir às lágrimas. Há de tudo, desde miúdos que desatam a chorar aos berros, aos que ficam furiosos e batem nos pais e ainda os fofinhos que dizem que não faz mal, que está tudo bem, para o ano há mais, não se fala mais nisso. Se há tradição que devia ser importada aqui para o nosso rectângulo devia ser esta. Eu não tenho filhos mas voluntario-me já para testar o formato com as minhas sobrinhas! (inserir riso maléfico) Fica o resultado da edição deste ano. Enjoy:

 

 

A primeira edição, que ainda hoje me faz rebolar a rir, é esta:

 

 

03
Nov15

Ter um gato também é isto #11

Não querendo parecer uma crazy cat lady, a verdade é que ter um gato consegue, muitas vezes, aproximar-se da realidade de ter um bebé em casa. A maioria das noites são calmas mas, e tinha de haver um mas, de vez em quando lá temos umas menos fáceis. A noite passada encaixa na segunda categoria.

Esteve tudo na paz do senhor até às 5h da manhã, altura em que o sr. gato achou que já tínhamos descansado o suficiente e resolveu ir fazer o que me pareceu ser uma espécie de sapateado para a caixa de areia. Raspou, raspou, raspou, raspou, raspou, saltou cá para fora só para depois voltar lá para dentro e raspar mais meia dúzia de vezes. Depois de estar tudo devidamente tapado na caixa de areia pensei que finalmente ia acabar o barulho e que ia conseguir voltar a adormecer. Estava enganada, claro. Poucos minutos depois o raio do gato foi brincar com o brinquedo mais barulhento que tem: um labirinto de plástico em forma de S, com 1.50m e uma bola lá dentro, que é a última coisa que uma pessoa quer ouvir perto das 6h da manhã de uma terça-feira. Dei-lhe 10 minutos e depois levantei-me furiosa, tirei-lhe o brinquedo, guardei-o na casa de banho, fechei a porta, encostei a porta do quarto dele e depois a nossa que eu não consigo dormir com claridade. O silêncio durou uns vinte minutos. Quando estava a cair no sono novamente comecei a ouvir um restolhar lá muito ao fundo que se começou a aproximar perigosamente da zona dos quartos. PUM. Veio a correr desenfreado da outra ponta da casa, a brincar com um ratinho, e foi de encontro à porta do quarto dele que se abriu toda para trás. No nosso quarto conseguia ouvi-lo a atirar o rato ao ar e depois a cavalgar para o ir buscar. Uma alegria. Pouco depois das 7h cansou-se, abriu a porta toda do nosso quarto, que ficou inundado da luz que vinha da janela do quarto ao lado, e foi-se deitar estrategicamente no meio da cama que é para ninguém se conseguir mexer. Ainda tentei esticar a perna, só para o testar, mas não acusou o toque. Ignorou-me completamente. Uns minutos depois senti o meu homem, que no meio disto tudo esteve quase sempre a dormir profundamente, a mexer-se e o lençol a fugir-me.
“O que é que estás a fazer?”
“Estou a fazer festinhas ao Kubrick. Ele está aqui deitado ao pé de nós todo fofinho! Tens de ver!”
Um segundo depois tocou o despertador.

 

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A verdade é que, faça ele o que fizer, adoro-o.

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