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zona de desconforto.

zona de desconforto.

25
Jan16

Coisas que me encanitam

Tenho conta no Instagram e gosto. Gosto que seja uma aplicação que se foca apenas na imagem e que tenha uma data de filtros à disposição para a melhorar ou torná-la mais apelativa. Gosto especialmente do Valencia, o único filtro que deixa a nossa pele com cor de pele e um óptimo exterminador de manchas e vermelhidões. Até aqui acho que estamos todos de acordo. O Instagram é fixe. Agora, estão a ver aquelas aplicações que se focam apenas nas selfies e em alterar tooooooda a nossa cara, tipo photoshop? Não estou a falar de coisas básicas, tipo corrector de olheiras virtual, estou a falar de alterações drásticas do género tornarmos a nossa cara mais magra ou tirarmos uma selfie com zero maquilhagem e usarmos a aplicação para parecermos imaculadamente maquilhadas, tipo gueixa. Sim, isto existe. E é parvo. É parvo porque se vê PERFEITAMENTE que aquilo é falso - não, ninguém tem uma pele sem poros nem umas pestanas tão finas e longas que quase tocam nas sobrancelhas -, que é só tinta colocada por cima da imagem, e é parvo porque faz ZERO, zerinho pela auto-estima de quem as usa. Quem é que se sente bem ao partilhar uma fotografia aperfeiçoada com estas aplicações, que recebe 648 likes e comentários a dizer "és tão liiiiindaaaa", "adoro as tuas pestanas, que inveja!", "és perfeita" e depois olha-se ao espelho e, como é lógico, não vê o que está na fotografia que acabou de partilhar? Isto faz bem a alguém? Há alguém que se sinta bem com isto? Aposto que quem respondeu afirmativamente são as mesmas pessoas que dizem que ouvir piropos na rua faz maravilhas pelo ego de uma mulher. Não, não fazem. Nem os piropos nem estas aplicações. Parto do princípio que quem publica estas fotografias assumindo que aquela é a sua imagem real já tem uma auto-estima muito lá em baixo, portanto o uso destas coisas não vai fazer nada para ajudar a mudar isso. Antes pelo contrário.
Acho que o que quero dizer com isto é: parem. Por favor. Assumam as vossas imperfeições e saibam viver com isso. Aposto que se vão sentir muito mais felizes e confortáveis na vossa pele do que estarem constantemente a competir com a vossa própria imagem aperfeiçoada por uma aplicação chinesa.

 

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18
Jan16

#girlcrush - Joana Barrios

Já mencionei aqui que gosto imenso da Lena Dunham. Adoro a Girls - estou em contagem decrescente para a nova temporada que estreia já em Fevereiro -, sou uma leitora assídua da newsletter, estou sempre atenta a novas entrevistas e gosto, especialmente, que ela se esteja nas tintas para “as regras” – ler “as regras” com a mesma entoação que o Ricky Gervais lhes dá aqui. “Ficam chocados sempre que sou fotografada com calções curtos porque se vêem as minhas coxas com celulite? Então vou continuar a vestir-me assim até isso deixar de ser um problema e assunto de conversa.” Não acham isto extraordinário? Eu acho. Numa altura em que cada vez mais nos entram pelos olhos adentro imagens de girls next door, instagramers e models off dutty, todas sempre muito cool e careless e perfeitas quando, na verdade, aquilo é tudo pensado e a antítese de careless, é uma lufada de ar fresco haver alguém como a Lena que faz aquilo que lhe apetece, veste-se como gosta, diz aquilo que pensa, mesmo que se afaste d’”as regras”, que ninguém sabe muito bem de onde vieram ou quem as criou, e que se está a borrifar para os haters.

Há uns meses este meu girl crush recaía apenas nela – vá e na Taylor Swift - até ter começado a ler o Trashédia da Joana Barrios, que agora é uma assumida fashion blogger – finalmente!!!!! - , mas nos seus próprios termos, o que torna tudo muitíssimo mais interessante.

 

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Já conhecia o blog mas como os conteúdos não eram constantes passavam-se meses sem lá ir. Até ler um artigo que escreveu no jornal SOL, sobre a fantástica vida dos freelancers, e que foi imensamente mal interpretado por toda a gente, provavelmente gente que não sabe o que é ironia, e voltei a ser leitora assídua do Trashédia, mesmo que se passassem semanas sem conteúdos novos. Foram muitas as vezes que me punha a procurar textos antigos e ficava ali perdida a carregar em older posts.

A minha opinião vale o que vale, mas a Joana era a fashion/lifestyle blogger que faltava em Portugal. Porque é de uma originalidade desmedida, nas palavras e no estilo, porque também se está a marimbar para “as regras”, porque tem imensa pinta e aquele je ne sais quai que a diferencia dos demais, porque explica às pessoas tacanhas porque é que gostar de “trapos”, vulgo moda, não é nada fútil, que a moda sempre teve um papel importantíssimo na História, que é possível estudar História através da moda, que aquilo que vestimos todas as manhãs é uma forma de comunicação não verbal tão importante como a verbal e porque, como se vê, é um poço de cultura. Quando vou ao blog dela aprendo sempre qualquer coisa, sempre!, e isso é, sem dúvida, surpreendente tendo em conta a actual conjuntura dos blogs portugueses que falam todos do mesmo, estão todos nos mesmos eventos e gostam todos das mesmas coisas. Aliás, nem é preciso ir ao blog, leiam esta entrevista que deu à Vogue há umas semanas e percebem o que quero dizer.

O Trashédia, para mim, está ao nível do americano Man Repeller, outra grande, enorme, referência nos blogs de moda e lifestyle que vai muito para além de fotografias de #OOTD e de instagrams de sushi ou qualquer outra iguaria da moda.

Portanto o meu conselho é: se gostam de ler blogs de moda mas estão saturados dos suspeitos do costume, dêem uma oportunidade ao Trashédia. Acho que não se vão arrepender. Quanto a mim, estou expectante para ver o rumo que a fantástica Joana vai dar a este Trashédia agora com nova roupagem* e novos conteúdos! 

 

 

*estou a tentar, mas ainda não amo aquele cursor.

14
Jan16

Ódios de estimação na moda revivalista

Sabem aquelas peças assim mega tendência que aparecem a cada estação que ou se ama ou se odeia? Lembram-se de algumas? Bem, eu lembro-me de várias! Assim de repente lembro-me daqueles tops peplum que se usaram até mais não no Verão passado.

 

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Detestooooo. Ou melhor, detestava que eles entretanto desapareceram e, parece-me, não vão ficar para a história. De repente TODA a gente andava com tops peplum, fosse qual fosse o estilo da pessoa, e eu achava sempre aquilo pavoroso. Agora, essas peças sumiram-se e eu quero ver quem é que as vai usar. É por isto que evito ao máximo comprar peças tendência. Ou é uma coisa que eu gosto mesmo muito, seja tendência ou não, ou então abstenho-me. Já sei que quando passar a febre me vou fartar e depois tenho ali uma peça cara – porque as peças tendência são sempre mais caras que as clássicas que estão sempre na moda – que não tem utilidade nenhuma. Foi por isso que não me deixei levar pelas franjas, que de repente estavam em todo o lado,

 

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pelos kimonos às flores

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e, mais recentemente, pelas cullottes que, vá, até são uma peça engraçada e bem conjugada faz um look muito giro, mas não consigo olhar para elas sem ver uns corsários mais largos e isso é o maior turn off.

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E, principalmente, pelos crop tops e peças em camurça.

A vida já me ensinou a não dizer "desta água não beberei" mas no que há roupa diz respeito, a tentação de gritar “c’orror nunca na vida vou usar aquilo, ou voltar a” é grande. É enorme! E tem-me acontecido muito nos últimos meses. Digam-me lá uma coisa para ver se eu percebo: que raio de moda é esta dos crop tops que parece ter vindo para ficar? Pensei que era uma coisa que ia durar um Verão mas estava enganada. A palavra crop invadiu tudo o que é camisola. Antes eram só os tops mas agora já são sweaters, malhas, casacos... é tudo minúsculo!!

 

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Uma pessoa quer comprar uma camisola de malha simples, clássica, que termine ali pelas ancas e é o cabo dos trabalhos para conseguir encontrar qualquer coisa! Não é absurdo? Aqui há dias num site de uma loja de roupa vi uma modelo com uma camisola de malha cinzenta clara, simples e lisa como eu queria. Comecei a rejubilar! "Finalmenteeeeee!!" Cliquei para ver a imagem completa e... desilusão. Não é que o raio da camisola acabava ali algures por cima do umbigo? Sou só eu que estou farta desta moda? Isto é quase tão confuso como aquelas camisolas de malha de gola alta e de manga à cava, tipo top, que é só assim a peça de roupa mais inútil de sempre. Lembram-se? Usava-se muito no início dos anos 00’s. Uma pessoa ficava quentinha no pescoço, que ficava, mas e então e os braços? Pois, tinha de se enfiar uma camisola por baixo e passar o dia todo enchouriçada e horrível, que aquilo não ficava nada bem. Eu sei que a ideia é usar estes crop tops com camisas ou t-shirts por baixo, ou com calças de cintura subida mas what the hell?! eu não quero ser obrigada a andar tipo cebola. Era agradável ainda conseguir ter opções.

Pronto este é um ódio de estimação que não há meio de desaparecer, mas há outro: a camurça. Meu Deus, a camurça.

 

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Já aqui falei da antipatia que tenho pelas calças à boca de sino e de toda a moda dos anos 90 e início dos anos 00’s – digam o que disserem… era tudo muito mauzinho – mas, infelizmente, as peças dessas alturas continuam a ressurgir em versões melhoradas e aumentadas. Ele é camurça nos sapatos, nas malas, nos casacos, nas saias, calças e calções, bolas há uns tempos até vi, penso que na Mango, uma trench coat de camurça! Quem é que foi a mente iluminada que pensou numa gabardine de camurça? Uma gabardine quer-se levezinha e impermeável. Ora se usam a camurça a peça não só passa a ser pesada e permeável como é provável que se estrague num piscar de olhos. A camurça não foi feita para apanhar com água, toda a gente sabe isso. Portanto uma trench de camurça que custa 70€ ou mais é uma ideia que ninguém sabe muito bem porque é que viu a luz do dia. Vá, confesso que há uns meses comprei uns botins rasos de camurça castanha e são bem giros e confortáveis. É verdade, são. Mas também são de uma inutilidade abominável em dias de chuva. Não são impermeáveis e é provável que fiquem todos manchados e de aspecto gasto e velho ao mínimo contacto com água. E graças a este resuscitar parvo da camurça o difícil é encontrar botins como deve ser em pele ou imitação. Valham-me as minhas Hunter que nunca me deixam ficar mal.

E desse lado, quais são as tendências que menos vos convencem?

 

 

Imagens via Pinterest

13
Jan16

Workout report - Body Combat

Como cometi o erro de substimar as aulas de Localizada, quando decidi experimentar Body Combat preparei-me um bocadinho melhor. Vi alguns vídeos e li alguns artigos sobre a modalidade e uma coisa ficou clara: aprender a coreografia ia ser um desafio dos grandes tendo em conta a minha descoordenação motora crónica. 

As aulas consistem em dar murros, pontapés, joelhadas e cotoveladas a uma pessoa imaginária e têm 12 faixas musicais, cada faixa corresponde a um exercício diferente. O desafio à coordenação começou logo na primeira música, ou seja, no aquecimento que, por mim, bem podia ser o exercício propriamente dito. Socos, pontapés, agachamentos com socos. "Ai meu Deus, que estou tão confusa!!!" Mas depois começou o festim a sério: socos de baixo para cima, socos da esquerda para a direita, saltinhos para a frente e para trás, pontapés, primeiro um, depois dois, e depois isto tudo misturado. Primeiro devagar e depois em ácidos e pelo meio ainda ouvíamos uns "Não se esqueçam de apertar o abdominal!!" Foi mais ou menos aqui que comecei a pôr em causa todas as minhas life choices. Que con-fu-são!!!! A professora avisou que nas primeiras 10 aulas ia ser assim mas que depois ia ser mais fácil, o que seria fantástico se as coreografias não mudassem a cada 3 semanas. Que infernooooo.

O mais ridículo nisto tudo, descobri uns minutos mais tarde, nem é minha descoordenação! São mesmo aqueles momentos em que desvio o olhar da professora e olho para o meu reflexo no espelho. Toda eu sou suor, a minha cara parece um tomate e os meus murros e joelhadas são de alguém que desistiu da vida há muito. Quando estou de olhos postos na professora sinto-me super bad ass, porque acho que, num universo paralelo em que sou imensamente coordenada e rija, estou a fazer as coisas exactamente como ela mas depois olho para mim e vejo que não. A professora é a única bad ass na sala e eu só a definição de punch like a girl. Credo. E quando uma pessoa pensa que já não pode descer mais baixo entra a coreografia de Ju-Jitsu e as espadas imaginárias de samurai que nós temos de fingir estar a usar para rasgar as costelas do nosso inimigo. Nice. Como se não bastassem as cotoveladas e os pontapés ainda temos de tirar uma espada detrás das costas, rodar o tronco tipo Neo no Matrix a desviar-se das balas, puxar as mãos atrás e pimbas esventrar o filho da mãe. Fizemos estes movimentos umas dez vezes - já sabem: primeiro devagar e depois em fast forward - e devo ter acertado... uma. Na melhor das hipóteses. Espectáculo.

Depois do esforço que foi manejar uma espada imaginária sentia-me tudo menos a Uma Thurman no Kill Bill. Sentia-me mais uma desgraçada que perdeu a vontade de viver algures entre o aquecimento e a faixa número dois. Comecei a sentir uma dor de burro aqui do lado direito e a boca seca e achei melhor fazer uma pausa e ir buscar a minha garrafinha de água. "NÃO BEBE ÁGUA!!!!!!" isto foi a professora aos berros comigo de olhos arregalados. Aparentemente beber água quando sentimos que estamos no limite das nossas forças pode fazer-nos entrar em apneia e morrer o que, para ser sincera, não me pareceu assim uma ideia tão descabida, dadas as circunstâncias.

A 10 minutos do fim entrámos na fase maníaca dos murros e joelhadas: 31 joelhadas rápidas com cada perna. Portanto, na verdade eram 62. Em 1 minuto. E depois o mesmo com socos. Já não sabia se havia de rir com o desespero ou atirar-me para o chão a chorar. Ou, melhor ainda, ir beber água! Muahahahaha. Mas eis que chega a vez dos alongamentos. "Agora é que é. Vamos lá acalmar um bocadinho, deitar-mo-nos nos colchões, respirar fundo e ficar aqui uns 5 minutinhos em silêncio como no fim das aulas de Pilates" aposto que é isto que estão a pensar não é? Pelo menos era isto que eu estava convencida que ia acontecer. Só que não. "Alongamentos ao som de Rammstein pode ser? É a minha banda favorita" Whaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaat? Mas que raio de alongamentos são feitos ao som de Rammstein? Estes são. E incluem, wait for it... exacto: socos e saltinhos para a esquerda e para a direita. É esta a ideia de cool down desta gente.
Conclusão: a aula é muito dura mas muito gira, especialmente quando acertamos com a coreografia, mas não consigo apagar a sensação de ter andado por ali perdida a maior parte do tempo. Sou capaz de ir a mais meia dúzia de aulas porque sou teimosa, porque as expectativas para mim e para o Body Combat eram grandes e também  para ver se a minha descoordenação entra nos eixos, que é uma coisa que dá jeito nas aulas como na vida, mas se continuar assim não prevejo uma relação duradoura entre a minha pessoa e o Body Combat. Veremos. Até agora da que gostei mais foi de Localizada, apesar de ter andado 4 dias sem me conseguir sentar como deve ser, tal eram as dores nas coxas. Já fiz duas aulas e a segunda mais pareceu Body Pump, com agachamentos de barras às costas e outras coisas igualmente fofinhas mas a verdade é que me sinto mesmo bem quando saio do estúdio, com a sensação de dever cumprido e, agora sim, super bad ass

 

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12
Jan16

Workout report - Aulas de grupo

2015 foi um óptimo ano: mudei de casa, saí dos subúrbios para morar na cidade e ganhei toda uma nova qualidade de vida; li muito, coisa que já não conseguia há anos - shame on me -; fiz a minha viagem de sonho da qual me lembro com saudade praticamente todos os dias mas com uma certeza: quero MUITO voltar; e, decidida a deixar de ser tão preguiçosa inscrevi-me no ginásio... again, mas desta vez não foi só porque sim, houve fortes motivos por detrás desta vontade súbita de mexer o rabo por isso estou confiante que desta vez vá ser diferente! E é aqui que entra o meu objectivo para 2016 no que ao exercício diz respeito: não desistir - nuncaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - e evoluir. E a meu ver não há nada melhor para evoluir que frequentar as aulas de grupo do ginásio.

Inscrevi-me em Outubro, lesionei-me uma semana depois e só voltei em Dezembro, decidida a cumprir o meu plano de treino 3 vezes por semana, no matter what, para ganhar força e resistência para depois sim começar a fazer aulas de grupo já com alguma preparação física. Cumpri o primeiro objectivo: ginásio 3 vezes por semana, mas a meio do mês comecei a achar que as coisas estavam a ficar um bocado aborrecidas por isso aumentei 2.5kg em alguns exercícios e o número de repetições em todos. Ao fim de um mês, já em Janeiro, achei que estava com força e resistência qb para começar a ir às aulas de grupo. A primeira foi uma aula de Localizada, "uma coisa assim mais soft para não entrar a abrir como aconteceu com o TRX". Pronto, podem-se rir. Não foi nada soft.

Como fiquei traumatizada com a lesão ia determinada a fazer a aula com poucos pesos - 1 ou 2 kg's - e ao meu ritmo. O problema é que nas aulas de grupo uma pessoa sente-se competitiva e não quer ser a lesma lá atrás que está sempre atrasada e a queixar-se por isso, mesmo com poucos pesos, aquilo esteve longe de ser um passeio no parque.

As dificuldades começaram logo no aquecimento com saltinhos, primeiro devagar, depois mais depressa, ora leva o joelho esquerdo ao peito, ora leva o direito, agora a mesma coisa mais rápido, agora a mesma coisa mais rápido 8 vezes. Só me apetecia matar a professora que tinha uns pernões de fazer inveja, 'raisparta. Aliás, era precisamente para os pernões que eu olhava sempre que me apetecia pegar nas minhas coisas e abandonar a aula de fininho. Muito agachamento fiz eu em 45 minutos! Achava que o meu calcanhar de Aquiles eram os abdominais mas afinal são, também, a porra dos agachamentos. "5, 4, 3, 2, 1 e aguenta lá em baixo 15 segundos!" Senti-me muitas vezes uma das meninas do vídeo Call On Me mas em mau: nada sexy e com muita, muita dor e desconforto. E pensava eu que me estava a esforçar imenso a cumprir o plano de treino. Suei em bica na aula de Localizada e quando terminou fiquei na dúvida se as minhas pernas tinham vindo comigo para o balneário ou se tinham ficado no estúdio.

Realmente treinar com pressões externas é completamente diferente que fazer as coisas ao nosso ritmo. Por isso, e apesar de não ser dada a resoluções de ano novo, estou determinada a participar em mais aulas de grupo em 2016, porque é ali, nas aulas, que vou ao meu limite, não é a puxar pesos nas máquinas.

Já sei como são as aulas de Localizada, e vou continuar a ir, mas também quero experimentar Body Combat e Body Attack, ambos com o selo de qualidade Les Mills. Por enquanto o Body Pump vai ficar fora dos meus planos porque me assusta um bocadinho. É com pesos e as imagens que vejo na net é de pessoal a fazer agachamentos com barras pesadíssimas às costas que me lembram logo do meu rico braço que ficou esfrangalhado ao fim do que parecia uma inofensiva aula de TRX, onde só se usa o peso do corpo. Mas pronto, quero sair da minha chata zona de conforto e experimentar coisas novas, senão o ginásio torna-se aborrecido e é precisamente isso que eu não quero.

 

 

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08
Jan16

Sugestão de fim-de-semana | Arco da Rua Augusta

Aproveitei as férias que tinha para os primeiros dias de Janeiro para descansar, claro!, e vestir a pele de turista na minha cidade. Queria descobrir sítios por onde passo com muita frequência mas que nunca tinha explorado convenientemente. O Arco da Rua Augusta é exemplo disso. Quantas vezes passaram lá por baixo, em direcção à Praça do Comércio, sem sequer se lembrarem que podiam subir e ver Lisboa em todo o seu esplendor lá de cima? Foi precisamente isso que fiz. Aproveitei as tréguas dadas pela chuva, que parece ter vindo para ficar, para espreitar a cidade do topo do Arco e valeu muito a pena! Localizado numa das mais movimentadas ruas de Lisboa, oferece uma vista de 360º sobre a cidade: Terreiro do Paço, Baixa, Sé, rio Tejo e Castelo de São Jorge - também ele um incrível miradouro de visita o-bri-ga-tó-ri-a!

Para chegar ao topo precisam subir dois lances de escadas em caracol, que conseguem ser algo claustrofóbicos - mas para quem já subiu os apertados 287 degraus da Catedral de St. Vitus, em Praga, são peanuts - e a meio do percurso podem visitar a Sala do Relógio e conhecer a história do Arco, desde o início da construção, após o terramoto de 1755, até à sua conclusão em 1875. Infelizmente o Arco da Rua Augusta não está adaptado a pessoas de mobilidade reduzida, o que não só é uma pena como uma vergonha. Espero que seja uma aresta que esteja a ser limada e que em breve este fantástico miradouro possa estar acessível a toda a gente.

 

 

Ficam algumas fotografias da maravilhosa vista:

 

 

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A entrada custa 2.50€ mas se comprarem um bilhete combinado, que inclui a subida ao Arco e a visita ao Lisbon Story Center - um museu muito, muito interessante sobre a história da cidade e que constitui um óptimo programa para estes dias de chuva - têm um desconto de 15% sob o valor total.

07
Jan16

#onrepeat | Jack Garratt

De vez em quando há cantores que nos conseguem surpreender verdadeiramente com a música que fazem e com a forma como a fazem. Costumo falar de alguns deles aqui no blog e hoje quero revelar a minha mais recente obsessão. Chama-se Jack Garratt, é britânico e uma espécie de one man show. Ele canta, escreve, produz e nos espectáculos ao vivo toca piano, bateria, guitarra, tudo ao mesmo tempo. Não é nada revolucionário, já outros fizeram o mesmo, mas o Garratt fá-lo em bom. Sempre. Quer em estúdio quer ao vivo. Há umas noites pus os headphones enquanto o homem jogava Playstation, essa coisa do demónio, e estive ali uma hora a ouvir as músicas dele. Fiquei viciada e incrédula com as poucas visualizações que os vídeos têm no Youtube! É completamente subvalorizado e é uma pena. Nos tempos que correm é cada vez mais difícil ouvir-se música realmente bem feita porque é completamente engolida pela pop pastilha elástica que passa vezes infinitas nas rádios até já não se poder mais. Se não partir de nós o esforço de esgravatar o que se anda a fazer no mundo da música mais alternativa, e fazem-se coisas TÃO boas, passa-nos tudo completamente ao lado. E nisto o iTunes é um excelente aliado. 

Em 2015 o Jack Garratt ganhou o Brit Award, um prémio atribuído pelos críticos de música britânicos, e diz quem sabe, e neste momento vou citar o The Guardian, que este galardão, basicamente, garante o sucesso de quem o recebe. A Adele é um exemplo disso.

Deixo-vos duas das minhas músicas favoritas. Se gostarem, e eu espero muito que gostem, sigam-lhe o rasto porque este menino ainda vai dar que falar. Tenho a certeza.

 

 Em estúdio:

 

E as arrepiantes versões ao vivo:

 

 

 

 

 

06
Jan16

Ter um gato também é isto #12

Ter um gato é desejar ter um buraco para me esconder a cada ida ao veterinário. Felizmente é coisa que só acontece uma vez por ano, por altura da renovação das vacinas.

 

O Kubrick nunca foi um gato bem comportado nas idas ao senhor doutor, mas piorou bastante quando uma mente iluminada de bata branca achou que a solução era por-lhe umas molas da roupa no cachaço para simular a pega da mãe e, assim, permitir uma melhor manipulação pelo médico. "É uma técnica muito utilizada em Londres" disse ele armado em esperto com três molas na mão. Pois que o meu Kubrick detesta modernices e passou-se completamente com a porcaria das molas. Primeiro ficou muito rasteirinho na mesa e depois deu um salto enorme e as molas saíram-lhe disparadas do cachaço. Menos uma que lhe ficou ali pendurada de lado que tive de ser eu a tirar, coitadinho. A partir daí foi sempre a piorar. Mas nunca nada foi tão mau como no passado fim-de-semana.

Como mudámos de casa fomos a um hospital veterinário novo, coisa que eu achava que ia mudar tudo. Era um começar do zero. Não foi. Assim que entrámos na sala de espera espreitei para dentro da transportadora e lá estava a linguagem corporal que já conhecemos tão bem: todo encolhido a um canto, olhos pretos, orelhas ligeiramente inclinadas para trás e bigodes para a frente. Assim que o médico tirou a parte de cima da transportadora começou a bufar, a rosnar e, com os olhos muito arregalados, a olhar lentamente para todos os cantos do consultório, como quem diz "Onde é que é a saída de emergência deste inferno???"

Esperámos dez minutos e depois entrou em cena o plano B: a assistente com duas toalhas turcas. "Vou tapá-lo. Pode ser que ele se acalme estando às escuras." Não disse nada mas pensei para com os meus botões "Eeeeeer, isso não me parece uma grande ideia...". Não foi. Ela tapou-o, ele deu um grito ensurdecedor que me assustou imenso, parecia que o estavam a magoar, e deu um salto gigante até ao tecto. Juro, por tudo, que não estou a exagerar. Estava montado o carnaval. Depois disto virou animal selvagem autêntico. Bufou, gritou, rosnou, trepou pelas quatro paredes do consultório, numa dessas escaladas caiu desamparado em cima do computador do médico que foi parar ao chão todo desconjuntado... um filme de terror autêntico. O médico entretanto mandou-nos para a sala de espera enquanto eles o tentavam pôr novamente na transportadora. Lá fora ouvia o gato aos gritos e a ir contra as coisas e de repente, para ajudar, começou um cão a ganir descontroladamente num dos consultórios. Senti-me a arder por dentro. "Não há ninguém que cale raio do cão?! Isto ainda o vai enervar mais!" Cinco minutos depois, que me pareceram toda uma eternidade, a assistente veio chamar-nos com a mão enrolada em papel, porque entretanto o Kubrick tinha-lhe dado uma valente dentada... Quando entrámos lá estava a ferinha enfiada na transportadora, todo rasteirinho e ofegante. Custou-me imenso vê-lo assim. Fui falar com ele baixinho e ele respondeu-me na mesma moeda: rosnou-me baixinho de olhos pregados no veterinário... lovely.

Quando chegámos a casa ficou inquieto durante mais de uma hora, andou de um lado para outro muito devagar e percorreu todas as divisões da casa umas quinze vezes. Deixei-o estar. Ao fim de quase uma hora e meia veio ter comigo ao sofá da sala, enrolou-se no meu colo, escondeu o focinho no meu braço, respirou fundo e adormeceu. Demorou dois dias a voltar ao estado normal: feliz, confiante e brincalhão.

Esta experiência foi traumática para todos: para o gato, para nós e, provavelmente, para o veterinário que se fartou de dizer que o gato não era mau, estava era muito assustado e só queria fugir. No fim da consulta aconselhou-nos a dar-lhe um comprimido calmante meia-hora antes da próxima ida ao veterinário mas eu estou é a pensar seriamente em não o voltar a levar às vacinas. Conheço quem tenha gatos há mais de 10 anos que nunca levaram vacinas e eles estão óptimos. Ainda por cima sei o quão sensíveis os gatos são ao stress e a última coisa que quero é levar o gato saudável às vacinas e regressar com um gato com uma infecção urinária devido ao stress. E sim, isto acontece. Li na Proteste deste mês e levo muito a sério tudo aquilo que a Deco diz. 

 

A modos que estamos assim: mais calmos e cheios de mimo

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 "Espero que o meu comportamento absolutamente vergonhoso no veterinário tenha deixado este assunto arrumado: acabaram-se as m%$das das vacinas!"

 

 

e a pensar seriamente se a vacina de 2017 é assim tãaaaao importante.

05
Jan16

Coisas que me encanitam

Pessoas que chamam 'prima', 'avó', 'irmã/mana', 'tia' e por aí fora a pessoas que, na verdade, não são da família mas sim grandes amigos. Alguém me consegue explicar porque é que isto acontece? Tenho duas amigas que me são muito próximas e de quem gosto muito mas nunca vou dizer que elas são minhas irmãs porque... epá, porque são minhas amigas e como eu nos entretantos não tive Alzheimer ainda sei distinguir uma coisa da outra.

Em tempos trabalhei com um rapaz que estava sempre a falar do sobrinho. Que gostava muito do sobrinho, que o miúdo era um querido, das prendas que dava à criança até que um dia perguntei se o sobrinho era filho de algum irmão ou irmã dele ou se era da parte da namorada. "Não, nada disso, eu nem tenho irmãos. É o filho de uma ex-namorada minha. Nós somos tão próximos que eu a considero minha irmã, logo o miúdo é como se fosse meu sobrinho." Depois desta afirmação o meu cérebro entrou em curto-circuito. Na altura agi como se toda aquela pseudo-relação familiar fosse uma coisa perfeitamente normal mas a verdade é que não é. Tudo aquilo me soou ridículo. Desde a ex-namorada ser quase como uma irmã - whaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaat?! e mais importante que isso, whyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy?! - a ter 'adoptado' o filho dela como sobrinho dele. Eeeerrrrr, é só para mim que isto é estranho?

Confesso que não sou a pessoa mais afável do mundo, às vezes até consigo ser um bocado brutinha, não sou de andar aos beijinhos e abraços aos meus amigos, não por não gostar deles mas por essas demonstrações públicas de afecto não estarem na minha natureza - e não há mal nenhum nisso -, por isso é lógico que estas coisas me fazem confusão, mas... serei a única?  Neste meu discurso não entram, logicamente, as mães ou irmãos que são, de facto, adoptivos, ou as relações de tios e sobrinhos que, não sendo de sangue, o são porque há relações amorosas ou casamentos pelo meio que fazem com que a família de parte a parte seja 'adoptada'. Estou a referir-me àquelas pessoas que estão sempre a falar numa prima que vocês entretanto descobrem que é mesmo só uma grande amiga, ou quando alguém fala numa tia muito querida que afinal era só uma vizinha amiga dos pais que a viu crescer. Não acham isso estranho? É que eu acho. Muito, até. Porque é que as pessoas fazem isto? Será que acham que a relação de proximidade deixa de existir se tratarem a 'prima' ou a 'tia' por aquilo que elas são na realidade: amigas? "Tenho uma amiga que..." não chega? Soa a algo demasiado distante? É isso? Gostava mesmo de perceber, a sério que sim. Até porque achava que isto era uma coisa infantil que tinha ficado nos tempos idos do secundário, em que volta e meia duas amigas muito amigas se começavam a tratar por 'manas', mas se for preciso hoje em dia nem se falam, mas afinal é uma coisa muito comum em pessoas da minha idade. Aceitam-se teorias.

 

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04
Jan16

Como gastar pouco nos saldos?

Simples: olhar para as duas etiquetas e fazer as contas.

Acho que no mês de Dezembro as pessoas ensandeceram. Tive a impressão de ver muito mais gente a fazer compras de Natal, o Chiado no fim-de-semana anterior ao das festas estava instransitável, e agora nos saldos foi um histerismo idêntico. Tinha guardado umas peças no carrinho virtual no site da Zara e dia 29 80% das coisas tinham esgotado! Tentei ir às lojas mas foi impossível, tudo cheio de gente, parecia Natal outra vez, filas até à porta para pagar, tudo desarrumado e gente, sempre muita gente. Entrei em algumas lojas do Colombo a um dia de semana pelas 23h e continuavam cheias! Ainda assim dei por lá uma voltinha e não só não vi nada de jeito - será que desapareceu tudo nos primeiros dois dias ou os saldos estão mesmo cada vez piores? Estou inclinada para a segunda hipótese - como os descontos são ri-dí-cu-los. A Zara ainda escapa com quase 50% de desconto em algumas peças mas nas Stradivarius desta vida as diferenças de preços chegam a ser de 3/4€. Tanta correria para isto? A Mango é a única loja que nunca desilude. As peças que iniciaram a coleção de inverno vão mesmo para saldos, não é como na Zara onde as peças mais vendidas continuam como nova coleção apesar de já estarem à venda desde Setembro, e tem descontos como deve ser. Este ano vou optar novamente pelas compras online, que não há paciência para a confusão das lojas, mas vou esperar pelos saldos a sério. Quando vejo uma coisa que antes custava 19.99€ e agora está a 17.99€ fico sem vontade nenhuma de a comprar. Por isso, se quiserem poupar uns trocos já sabem: vejam bem as etiquetas e se o desconto, de facto, compensa. Não se deixem arruinar por uma etiqueta vermelha.

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