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zona de desconforto.

zona de desconforto.

30
Set16

#onrepeat | Banks - The altar

"Have you ever read about wounded healers? It’s somebody who’s been through something where they felt hurt or traumatized. Real pain. Real pain hurts so bad. When you’ve gone through something and you’ve overcome it, you’re able to heal other people. A wounded healer, I think, is a lot more powerful than a healer that has not been wounded."

 

Depois desta entrevista à revista Time, onde a Banks despejou muito da sua essência enquanto mulher e cantora, fiquei a adorá-la ainda mais. Não imaginava que tal fosse possível.

O novo album The Altar saiu hoje e, por aqui, já está em repeat. Podem ouvi-lo no Spotify ou aqui.

 

 

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23
Set16

Get away | Lousã: as aldeias do xisto

Se há coisa que me move são as viagens. A possibilidade de entrar num avião e horas depois aterrar noutro país, ouvir outra língua, comer e ver coisas totalmente diferentes das que conheço ou das que me rodeiam no dia-a-dia. Mas quando não dá para sair de Portugal também não desanimo. Há imensa coisa no nosso país que não conheço e que estou pronta para explorar.

Em Janeiro já sabíamos que não ia dar para fazer uma grande viagem por isso fizemos uma lista de sítios que não conhecíamos em Portugal, ou que já conhecíamos mas não juntos, e começámos a planear. O primeiro destino foi o Porto, em Maio, e o mais recente as aldeias do xisto da zona da Lousã. O plano inicial era ir a Évora mas, depois de duas semanas de papo para o ar no Algarve, já estava tão fartinha da paisagem árida do Sul que só queria ver verde, montanhas e vales. A zona do Douro, ali para os lados de Lamego, era muito apetecível mas não queríamos ir para tão longe por isso, e depois de esmiuçado o mapa da Portugal, optámos pela Lousã. Ficava a 2h de caminho, o hotel era bom e acessível, a comida da região tinha bom ar e a cereja no topo do bolo eram as aldeias do xisto, que nenhum dos dois conhecia. Tudo isto somado fez-nos mudar os planos do Sul para o Centro, de Évora para Lousã, uns escassos dias antes de irmos. Enervante para uma control freak como eu, que gosto de estudar e planear tudo muito bem antes de ir, mas foi o melhor que fizemos e correu tudo lindamente, mesmo sem termos grande coisa planeada com excepção dos restaurantes, que já iam todos escolhidos e com reservas feitas. Se há coisa que me assusta é estar cheia de fome  e não ter sítio para comer e acabar num tasco gorduroso com comida de origem e confecção duvidosa.

Chegámos à Lousã pelas 14h, esganados, sob o calor abrasador de uns simpáticos 40ºC, e fomos direitinhos ao Casa Velha. Ainda bem que fizemos reserva. Havia uma fila assustadora à porta e o restaurante estava à pinha. Só havia uma mesinha livre. A nossa! :) Pedimos uma dose de pataniscas com arroz de feijão para os dois, que parecia ser para 4, que me soube pela vida. De estômago cheio começámos a nossa rota pelas aldeias do xisto. Em dois dias vimos três aldeias e, no regresso, ainda parámos em Tomar para comer o melhor pernil EVER!

 

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 O primeiro impacto com a Serra da Lousã: brutal! Era mesmo, mesmo isto que estava a precisar. Verde a perder de vista e silêncio.

 

 

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 O percurso para as aldeias. Curvas e contracurvas, árvores e um cheirinho maravilhoso a eucalipto

 

  

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 Candal, ali escondidinha. 

 

 

 

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Nas escadinhas da aldeia do Casal Novo. Acho que moram lá duas pessoas, a maioria das casas está ao abandono, mas fiquei maravilhada com este caminho que parecia ter saído de uma história de encantar!

 

 

 

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Gondramaz

 

 

 

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O Beco do Tintol, em Gondramaz

 

 

 

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Duas habitantes da aldeia

 

 

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  A aldeia do Talasnal no meio dos vales!

 

 

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 O meu género de turismo rural. No Talasnal.

 

 

 

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Talasnal: a aldeia mais bonita de todas. Se lá forem é OBRIGATÓRIO visitarem a casa da Ti Lena. Um restaurante típico - mais típico é impossível - que fica mesmo dentro de uma das casas, onde se come o melhor cabrito de sempre! As duas senhoras que lá trabalham são uns amores e o ambiente é muito castiço. É preciso reservar. O lugar e a comida.
A sério, escolham o cabrito.

 

 

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A vista arrebatadora do topo do Talasnal

 

 

De regresso a Lisboa aproveitámos para visitar o Convento de Cristo e Castelo Templário, em Tomar, e para almoçar no centro da cidade.

 

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 Os jardins encantados do Convento

 

 

 

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O TripAdvisor tinha o restaurante Taverna Antiqua como o melhor de Tomar, por isso tínhamos que lá ir. Óbvio! Ir a este espaço é toda uma experiência. Quando ali entramos, entramos na época medieval. Desde a música - que consegue ser um bocadinho irritante, confesso. Demasiadas gaitas de foles. -, às roupas dos empregados, à iluminação toda feita à luz das velas, os copos de barro, as mesas e, claro, a comida!

 

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Depois do cabrito na Ti Lena queria mesmo comer pernil, dois pratos que apetecem muitíssimo em dias de 40ºC, mas toda a gente falava no raio do pernil nas reviews e eu adoro pernil portanto, pernil it is. E que boa decisão! Como podem ver é gigante, dá à vontadinha para duas pessoas, e estava indescritivelmente bom. Se passarem por Tomar visitem o restaurante que não vão ficar nada mal servidos. 

 

Foi o final perfeito destes dois dias mágicos nas aldeias do xisto da Lousã.

20
Set16

Um ano de ginásio!

Um ano de ginásio? What?! Já?! Quando me lembro das semanas de hesitação que antecederam a minha inscrição sinto-me ridícula. Como acontece, aliás, com todas as minhas hesitações prolongadas. Uma pessoa quando pensa muito sobre qualquer assunto começa a entrar numa espiral obsessiva até parecer que todos os cenários vão desembocar num mau desfecho. Pelo menos comigo é assim. Cheguei a um ponto em que sempre que pensava em inscrever-me no ginásio a conclusão era sempre a mesma: depois quero desistir e não posso por causa da fidelização e depois vou andar a pagar uma coisa que não uso durante um ano, ou mais!, e em vez de poupar aqueles 40€ estou a gastá-los numa coisa de que não gosto, e por aí fora até chegar àquele fatídico cenário hiper-realista em que ia estar a morar debaixo da ponte por estar cheia de dívidas por culpa dos 40€ de prestação do ginásio que eu não frequentava. O cenário nunca era: talvez corra bem e nem chegue a pensar em desistir. Nunca! Sofrer por antecipação é que muita bom. Porém, durante este ano desistir nunca foi uma opção, mesmo quando me lesionei e fiquei um mês sem lá aparecer, mesmo quando fui de férias três semanas e a última coisa a ocupar-me o pensamento ser o exercício físico, mesmo quando me lesionei outra vez, e mais outra. O facto de o ginásio ficar entre o meu trabalho e a minha casa também ajuda.

 

Só agora, ao fim de um ano, começo a ver ligeiras diferenças no meu corpo mas, a principal mudança, foi na cabeça. Encarar aquela hora que ali estou como um momento meu, em que estou a cuidar de mim, do meu corpo, da minha saúde física e mental. O objectivo vai muito além de uma barriga definida – é que já nem tento. Não tenho espírito de sacrifício para isso – e de um rabo firme que não abana com nada. Como diz a Lena Dunham, essa filósofa dos tempos modernos, “It ain't about the ass, it's about the brain”.

No passado, quando me inscrevi noutros ginásios, ao fim de três meses estava farta e desistia. Sempre detestei ginásios e qualquer espécie de exercício físico, por isso andar há um ano nisto, a ir todas as semanas, no mínimo duas vezes, idealmente três, é para cima de espectacular! Diria mesmo que é um marco na minha vida! Mas é precisamente quando penso nisto, e me sinto uma pessoa mega motivada, que oiço as minhas colegas da aula de Localizada a dizerem barbaridades do género: “Amanhã fazemos musculação e cardio e depois vamos à aula de zumba!” E dizem isto entusiasmadíssimas! Ora bem, segundo as minhas contas, isso dá, pelo menos, 2h no ginásio… DUAS HORAS! Achava eu que fazer uma aula de 55 minutos de Body Pump fazia de mim uma badass. Pffff, please.  Não passo meio-dia no ginásio, não levanto mais que 5kg e fico boquiaberta quando vejo aquela rapariga com caneleiras de 10kg quando eu me contento com 4kg. Cada pessoa tem os seus objectivos e eu estou muito contente com os meus. Mesmo.  

 

Apesar de não ser uma expert, talvez se já andasse nisto há 10 anos a minha credibilidade fosse outra mas, ainda assim, e como isto para mim é um feito!, resolvi reunir um conjunto de dicas que vos podem ajudar a não desistir do ginásio nesta rentrée. Ou melhor, a não desistir de vocês! Ãh? Depois desta estou quase uma lifecoach. Brincadeiras à parte, vejo mesmo as coisas desta forma. Se virmos uma inscrição no ginásio como um compromisso connosco próprios e não com uma empresa de crédito, é muito mais difícil desistirmos porque isso significa que estamos a desistir de nós. Da nossa saúde, do nosso bem-estar. Quem é que quer isso?

 

Bom, estas são as dicas que, até agora, têm resultado comigo:

  1. Agendar todas as sessões de treino no telemóvel. O meu mantra é: se estiver na agenda é porque é real. Portanto, se olhar para o meu calendário e vir agendada para todas as segundas-feiras do mês uma aula de Body Pump às 19h isso para mim é uma realidade, é uma coisa que eu tenho mesmo de fazer.

  2. Não pensar no assunto. Se ao fim do dia me puser a reflectir se me apetece mesmo ir ao ginásio, ou se prefiro atirar-me para o sofá e fazer zapping até me dar a fome, é provável que a resposta penda para a segunda hipótese. Por isso o segredo é não pensar nisso. É ir e pronto, como se não houvesse outra opção. Mais ou menos como quando nos levantamos para ir trabalhar. Se pensarmos, a uma segunda-feira de manhã, “será que quero mesmo ir trabalhar?” provavelmente a reacção seria calar o despertador, virarmo-nos para o outro lado e só acordar quando o corpo estivesse dorido da cama. Mas não dá. Temos mesmo de ir, é a vidinha. O espírito com que encaro o ginásio é o mesmo.

  3. Se naquele dia em que tiverem uma sessão de treino agendada não vos apetecer mesmo nada, nada, nada ir... vão! É nesses dias que mais precisamos de ir. Se não formos hoje porque não nos apetece deixamos uma porta aberta para um sem fim de faltas ao ginásio. Esse "hoje não quero, vou amanhã" rapidamente se transforma num mês sem lá pôr os pézinhos. Acreditem que nesses dias, quando o treino terminar, se vão sentir muitíssimo satisfeitos convosco próprios por terem contrariado a preguiça.

  4. Levar o saco do ginásio para o trabalho. Como é apenas uma agradável caminhada de 10 minutos que separa a minha casa do meu trabalho, nos dias em que tenho programado ir ao ginásio podia simplesmente ir a casa ao final do dia equipar-me e poupar as minhas ricas costas a andar com o saco do ginásio de um lado para o outro. ERRO. Levo sempre o saco comigo logo de manhã. Assim durante o dia estou sempre com ele ali ao lado, a olhar para mim, e isso funciona como um reforço. Uma espécie de reality check. Sim, hoje é MESMO dia de ginásio. Mesmo que depois até consiga sair cedo e dê tempo para ir a casa equipar-me e comer qualquer coisinha antes do treino. O saco do ginásio vai SEMPRE comigo de manhã.

  5. Escolher boa música. Se têm espírito de sacrifício suficiente para estarem 1h a fazer o vosso plano de treino… boa! Eu pensava que tinha, que era na elíptica e na máquina de aductores que ia ver a luz, só que não. É uma pasmaceira e uma morte lenta para mim. Porém, na altura em que me queria dedicar de corpo e alma ao plano de treino, a música era o meu principal boost. Era o que me dava pica para continuar só mais 5 minutos. Só mais uma série de dez. Portanto, apostem na música! Encham o vosso iPod, telemóvel, o que for, com as músicas que mais gostarem e façam por actualizar a playlist com frequência. Quando fazia download de uma música nova isso dava-me logo outra vontade de ir treinar, por saber que o ia fazer a ouvir aquela música. Pode parecer pateta, mas comigo resultou. Até certo ponto.

  6. Se, como eu, a vossa onda forem as aulas de grupo, óptimo. Têm todo um calendário por onde escolher. O que não falta nos ginásios são aulas de grupo. Escolham as que mais gostarem e agarrem-se a elas como se a vossa vida dependesse disso. E se as aulas forem dadas por professores de quem gostam, melhor ainda! Pessoalmente gosto infinitamente mais de aulas dadas por mulheres do que por homens. Os homens ou são umas bestas ou são uns nhonhós que só estão ali a cumprir horário e não motivam ninguém. Já as mulheres têm muito mais garra, são mais duras, porém sensíveis. Pelo menos as do meu ginásio. Isso para mim é logo uma motivação extra. Mesmo que não me apeteça muito ir, só de saber que vou ter aula com aquela professora super divertida e que puxa imenso pela turma fico logo com outra motivação. Para além disso são uma fonte de inspiração tremenda: eu quero ter aquelas pernas torneadas! Quero ter os braços definidos como os delas! Quando já estou muito cansada é a isso que me agarro. E resulta!

  7. Por último: é só 1h do vosso dia! Ou, no limite, 30 minutos, que agora há aquelas aulas de alta intensidade, rapidinhas, que passam num instante. 1h para cuidarmos de nós não é assim tanto tempo nem tão difícil de encaixar no nosso dia. No excuses.

 

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