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zona de desconforto

zona de desconforto

Analisar os 20's à luz dos quase 30

Estas são as minhas últimas semanas nos vintes! Está quaseeeeeee. Estou quase a transformar-me numa trintona. Sempre idealizei os 30 como uma fase muito bonita  e interessante da vida de uma mulher, provavelmente fruto das milhares de vezes que (re)vi os episódios do Sexo e a Cidade: se ter 30 é aquilo então que venham os 30! Mas sem as neuras e psicosses relacionadas com o sexo oposto, que sempre me pareceram muito cansativas. O problema é que afinal aos 30 a vida não está assim tão bem resolvida, as inseguranças não fazem parte do passado e o nosso ordenado não chega para pagar a renda da casa no centro da cidade, comprar roupa cara, ir comer fora todos os dias com as amigas e ainda sobrar para passar um fim-de-semana nos Hamptons. Uma chatice. Parece-me que os 30, ou a vida adulta assim no geral, seja qual for a idade a que se atinja tal estatuto, resume-se a procurar respostas no Google. Ou seja, na verdade continuamos sem respostas para um milhão de coisas, mas lá nos vamos desenrascando à espera da tal idade em que, finalmente, vejamos a luz e tudo seja claro nas nossas cabecinhas. Se alguma vez essa idade chega é uma coisa que ainda está para ser provada. E, já que estamos nisto, acho que a vida assim tem muito mais piada. Learning as we go

 

Mas como dizia ali em cima, os 30 para mim são oh such a big deal. São um marco! É uma mudança de década caraças! e isso é sempre importante. Quando penso nisto recordo-me do formigueiro que sentia na barriga uns dias antes de fazer 18 anos, "Isto a partir daqui é mesmo a sério! Mesmo a sério!" só para depois perceber que, afinal, a partir dali continuou tudo na mesma. Grande desilusão. Se calhar aos 30 vai ser a mesma coisa. Mas não interessa. Estou entusiasmada, coisa que não sucedeu com os 28 nem os 29, senti até uma ligeira depressão ou melancolia excessiva por ver o tempo passar, por isso o facto de estar entusiasmada com o grande 3-0 é motivo de comemoração! Como sou mega organizada e listas é comigo, aqui fica uma lista de coisas - não, não são 30. Cliché mas não tanto - que fui aprendendo até aqui:

 

 

  1.  Aquela lengalenga de que o nosso metabolismo muda com a idade é mesmo verdade. E muda para pior! Longe vão os tempos em que podia comer um sacalhão de pipocas no cinema e no dia seguinte estar como se nada fosse. Agora fico inchada que nem um leitãozinho pelo menos durante 3 dias. Oh mundo cruel!

  2. Não perder tempo com pessoas que não me tratam bem. Quando era miúda tinha uma necessidade ridícula de agradar a tudo e todos. Hoje, simplesmente, não quero saber. Nós somos o que permitimos e eu não permito que façam de mim gato sapato. Não há nada de bom que resulte de tolerarmos comportamentos e pessoas tóxicas.

  3. Não podes ter tudo nem ganhar todas as batalhas. Deal with it.

  4. Não ter - muito - medo de arriscar. As mudanças para mim continuam a ser o maior bicho papão. Sou muito feliz na rotina. Preciso dela. Mas com o passar dos anos aprendi que não há mal nenhum em, de vez em quando, sair da zona de conforto e arriscar. O drama da mudança de casa é um perfeito exemplo disso. 

  5. Nunca ninguém sabe o que está a fazer. Mesmo que pareça. Ninguém sabe. Toda a gente anda cá nas mesmas circunstâncias: aprender por tentativa e erro. A tal metáfora de pesquisar no Google, lembram-se?

  6. As pessoas não pensam tanto em nós nem reparam tanto nos nossos defeitos como nós achamos e isso leva-me ao ponto 7.

  7. Não querer saber o que os outros pensam. Claro que o que os outros pensam é importante e, às vezes, até consegue ser útil, mas há muito que deixei de permitir que isso condicionasse a minha vida. A vida é minha, eu é que tenho de viver com as decisões que tomo e isso já é pressão suficiente, o que seria se, nesta equação, ainda tivesse de incluir o que pensa meio mundo. Obrigado, mas não obrigado.

  8.  O perfeccionismo pode facilmente descambar e fazer-te sentir miserável e prisioneira dentro da tua própria cabeça. Let. It Go. Não sejas tão dura contigo.

  9. Aquele velho conceito muito adolescente da integração é um mito. Não há nada melhor que sentirmos que temos valor por nós próprios, por aquilo que nos separa dos restantes, ao invés de sentirmos que só importamos por estarmos fundidos com o resto da paisagem. A autenticidade é a chave.

  10.  Nós somos mesmo o que comemos. As borbulhas que tenho na cara por causa das toneladas de chocolate que comi na Páscoa que o digam.

  11.  As mulheres não são todas umas cabras. Sim, isto é mesmo verdade. Aprender a ser simpática para as outras mulheres em vez de pôr logo as garras de fora faz de nós mulheres melhores. 

  12. A tua intuição está quase sempre certa. Na dúvida segue o teu instinto.

  13. Segue o teu coração mas não te esqueças de levar o cérebro na viagem. 

  14. Aquela frase que diz que os amigos são para sempre é mentira. Vais perder amizades pelo caminho, é normal e não há mal nenhum nisso. As pessoas mudam, os interesses deixam de ser os mesmos, os caminhos são outros. Amizades longas e cheias de significância são raras e difíceis de manter. 

  15. Só porque é barato ou está em saldos não quer dizer que valha a pena.

  16. Entraste nos 20 com um sentido de estilo pavoroso mas, se tudo correr bem, vais entrar nos 30 fabulosa. 

  17. Não te queixes. Ou mudas a situação ou aprendes a lidar com isso. Às vezes uma simples mudança de perspectiva muda tudo. Queixumes ad eternum não mudam nada. Nunca.

  18. Relativizar. Relativizar. Relativizar. É esta a chave da felicidade.

  19. Poupar dinheiro é difícil. A independência traz responsabilidades, dores de cabeça e contas para pagar, mas vale cada cêntimo.

  20. O bom trabalho nem sempre é reconhecido mas isso não pode ser uma desculpa para te tornares preguiçosa e desinteressada. 

  21. Vai sempre haver alguém melhor que tu. Mais bonita, mais inteligente, com mais dinheiro. Aceitares-te como és, flaws and all, é meio caminho andado para que essa realidade não te esmague a auto-estima.

  22.  "Self-love is a good thing but self-awareness is more important", o Louis CK tem sempre razão!

  23. "Everyone has the right to believe in anything they want. And everyone else has the right to find it fucking ridiculous" e o Ricky Gervais também.

  24. Na dúvida leva casaco. Não há nada pior que passar frio.

  25. A pontualidade é tudo e os "estudos" que dizem que as pessoas que chegam atrasadas são mais optimistas simplesmente não fazem sentido. Chegar atrasado por princípio é só uma enorme falta de respeito pela pessoa que está à espera e pelo tempo dela.

  26. Digam o que disserem, planear torna tudo mais fácil.

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