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zona de desconforto.

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05
Jan16

Coisas que me encanitam

Pessoas que chamam 'prima', 'avó', 'irmã/mana', 'tia' e por aí fora a pessoas que, na verdade, não são da família mas sim grandes amigos. Alguém me consegue explicar porque é que isto acontece? Tenho duas amigas que me são muito próximas e de quem gosto muito mas nunca vou dizer que elas são minhas irmãs porque... epá, porque são minhas amigas e como eu nos entretantos não tive Alzheimer ainda sei distinguir uma coisa da outra.

Em tempos trabalhei com um rapaz que estava sempre a falar do sobrinho. Que gostava muito do sobrinho, que o miúdo era um querido, das prendas que dava à criança até que um dia perguntei se o sobrinho era filho de algum irmão ou irmã dele ou se era da parte da namorada. "Não, nada disso, eu nem tenho irmãos. É o filho de uma ex-namorada minha. Nós somos tão próximos que eu a considero minha irmã, logo o miúdo é como se fosse meu sobrinho." Depois desta afirmação o meu cérebro entrou em curto-circuito. Na altura agi como se toda aquela pseudo-relação familiar fosse uma coisa perfeitamente normal mas a verdade é que não é. Tudo aquilo me soou ridículo. Desde a ex-namorada ser quase como uma irmã - whaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaat?! e mais importante que isso, whyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy?! - a ter 'adoptado' o filho dela como sobrinho dele. Eeeerrrrr, é só para mim que isto é estranho?

Confesso que não sou a pessoa mais afável do mundo, às vezes até consigo ser um bocado brutinha, não sou de andar aos beijinhos e abraços aos meus amigos, não por não gostar deles mas por essas demonstrações públicas de afecto não estarem na minha natureza - e não há mal nenhum nisso -, por isso é lógico que estas coisas me fazem confusão, mas... serei a única?  Neste meu discurso não entram, logicamente, as mães ou irmãos que são, de facto, adoptivos, ou as relações de tios e sobrinhos que, não sendo de sangue, o são porque há relações amorosas ou casamentos pelo meio que fazem com que a família de parte a parte seja 'adoptada'. Estou a referir-me àquelas pessoas que estão sempre a falar numa prima que vocês entretanto descobrem que é mesmo só uma grande amiga, ou quando alguém fala numa tia muito querida que afinal era só uma vizinha amiga dos pais que a viu crescer. Não acham isso estranho? É que eu acho. Muito, até. Porque é que as pessoas fazem isto? Será que acham que a relação de proximidade deixa de existir se tratarem a 'prima' ou a 'tia' por aquilo que elas são na realidade: amigas? "Tenho uma amiga que..." não chega? Soa a algo demasiado distante? É isso? Gostava mesmo de perceber, a sério que sim. Até porque achava que isto era uma coisa infantil que tinha ficado nos tempos idos do secundário, em que volta e meia duas amigas muito amigas se começavam a tratar por 'manas', mas se for preciso hoje em dia nem se falam, mas afinal é uma coisa muito comum em pessoas da minha idade. Aceitam-se teorias.

 

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