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zona de desconforto.

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04
Dez15

Digam "não" à tralha.

Encontrei a minha alma gémea no feminino! Já tinha o meu homem que, quase 4 anos depois, continuo a achar que é a minha versão no masculino, mas agora encontrei uma mulher que parece ter o mesmo grau de OCD que eu no que respeita a arrumações, e encontrei-a graças a este artigo do Observador. Não conhecia o livro e acho que o vou comprar!
Sempre fui muito arrumadinha – tirando ali um hiato na adolescência em que, simplesmente, não queria saber. Nessa altura o meu armário era todo um caos de roupa embrulhada e amontoada – e lido relativamente mal com a desorganização. Já fui pior mas o meu homem conseguiu reduzir um bocadito esse meu lado freak. Já consigo ignorar durante toda uma semana – que me parece uma eternidade - o facto de o cadeirão do nosso quarto estar permanentemente atulhado com roupa dele. Vou ignorando, ignorando mas ao fim de uma semana ele tem MESMO de fazer qualquer coisa em relação àquilo. Já comigo sou sempre muito exigente. Nunca deixo a minha roupa espalhada, ou vai para o armário ou para o cesto da roupa suja; tudo, TUDO, lá em casa tem de ter um sítio próprio e pelo menos uma vez por ano pego num saco do lixo e começo a deitar coisas fora. É aí o homem lá de casa leva as mãos à cabeça porque vai tudo a eito. Sou eu a deitar coisas fora e ele à minha frente a pôr de lado o que lhe faz mesmo muita falta.
“Onde é que está aquela embalagem de cera para o cabelo que tinha guardada no armário da casa de banho?!”
“Aquela que estava ali esquecida há meses? Foi fora. Entretanto foste comprando outras que usaste até ao fim e nunca mais tocaste na antiga, portanto não estava ali a fazer nada”
“Sim, mas ainda tinha um bocadinho e podia fazer-me falta quando deixasse acabar alguma!!!”
Isto é só um exemplo. 
A minha regra é simples: se não foi usado durante um ano é porque não faz falta. E isso aplica-se a tudo: roupa, bugigangas, produtos de beleza, utensílios de cozinha e por aí fora. Quando juntei os trapinhos com o meu homem houve uma coisa que perturbou bastante este meu lado arrumadinho: a quantidade de panos e tabuleiros que as nossas mães gentilmente nos cederam. Nós agradecemos muito porque, de facto, panos para limpar a loiça e tabuleiros dão jeito, mas com moderação. Quando demos por nós tínhamos um armário só com tabuleiros e uma gaveta só com panos e isto, para mim que penso muito nestas coisas, é só um enorme desperdício de espaço. Ninguém precisa de tanto pano e tabuleiro. Portanto, quando mudámos de casa, que ainda por cima era mais pequena, começámos a abrir tudo e a escolher o que não ia, de maneira nenhuma, para a casa nova e, imagine-se, metade dos tabuleiros e dos panos que nos tinham oferecido ficaram para trás. Não foi nada fora, acalmem-se, mas foram devolvidos à precedência. Tínhamos para aí uns 8 tabuleiros e em dois anos usámos sempre os mesmos três. Um exagero. Mudar de casa foi uma canseira mas desfazer-me de coisas que já não precisávamos foi uma alegria. Um alívio que não tem explicação. A sério, acho que ia ser óptima naquele programa do TLC sobre pessoas que têm a casa com tralha até ao tecto. Ia tudo fora e estava feita à festa. Não percebo pessoas que se agarram a coisas com unhas e dentes. “Eu não uso estes sapatos há três anos, mas são tão giros que tenho pena de os deitar fora.” Pena? Aaargh. Deite a porcaria dos sapatos fora e com o espaço livre compra outros que use todos os dias. Tough love é o que aquelas pessoas precisam. Não é de estranhar que tenha adorado esta japonesa que é da opinião que as pessoas só são felizes com menos. E é mesmo verdade! Quando começo a achar que a minha casa está demasiado cheia de tralha que tem utilidade zero só fico bem quando começo a pôr coisas de lado e a ver os armários ganharem espaço e a perderem aquele aspecto caótico. “(…) não vale a pena termos pena dos objectos que deitamos fora. Se o objectivo deles na nossa vida era ensinar-nos que não precisamos deles, então já cumpriram a sua função e podem agora ir em paz… para o lixo.” You tell’em sista!

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