Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

zona de desconforto

zona de desconforto

Get away | Lousã: as aldeias do xisto

Se há coisa que me move são as viagens. A possibilidade de entrar num avião e horas depois aterrar noutro país, ouvir outra língua, comer e ver coisas totalmente diferentes das que conheço ou das que me rodeiam no dia-a-dia. Mas quando não dá para sair de Portugal também não desanimo. Há imensa coisa no nosso país que não conheço e que estou pronta para explorar.

Em Janeiro já sabíamos que não ia dar para fazer uma grande viagem por isso fizemos uma lista de sítios que não conhecíamos em Portugal, ou que já conhecíamos mas não juntos, e começámos a planear. O primeiro destino foi o Porto, em Maio, e o mais recente as aldeias do xisto da zona da Lousã. O plano inicial era ir a Évora mas, depois de duas semanas de papo para o ar no Algarve, já estava tão fartinha da paisagem árida do Sul que só queria ver verde, montanhas e vales. A zona do Douro, ali para os lados de Lamego, era muito apetecível mas não queríamos ir para tão longe por isso, e depois de esmiuçado o mapa da Portugal, optámos pela Lousã. Ficava a 2h de caminho, o hotel era bom e acessível, a comida da região tinha bom ar e a cereja no topo do bolo eram as aldeias do xisto, que nenhum dos dois conhecia. Tudo isto somado fez-nos mudar os planos do Sul para o Centro, de Évora para Lousã, uns escassos dias antes de irmos. Enervante para uma control freak como eu, que gosto de estudar e planear tudo muito bem antes de ir, mas foi o melhor que fizemos e correu tudo lindamente, mesmo sem termos grande coisa planeada com excepção dos restaurantes, que já iam todos escolhidos e com reservas feitas. Se há coisa que me assusta é estar cheia de fome  e não ter sítio para comer e acabar num tasco gorduroso com comida de origem e confecção duvidosa.

Chegámos à Lousã pelas 14h, esganados, sob o calor abrasador de uns simpáticos 40ºC, e fomos direitinhos ao Casa Velha. Ainda bem que fizemos reserva. Havia uma fila assustadora à porta e o restaurante estava à pinha. Só havia uma mesinha livre. A nossa! :) Pedimos uma dose de pataniscas com arroz de feijão para os dois, que parecia ser para 4, que me soube pela vida. De estômago cheio começámos a nossa rota pelas aldeias do xisto. Em dois dias vimos três aldeias e, no regresso, ainda parámos em Tomar para comer o melhor pernil EVER!

 

2016-09-05 02.07.41 1.jpg

 O primeiro impacto com a Serra da Lousã: brutal! Era mesmo, mesmo isto que estava a precisar. Verde a perder de vista e silêncio.

 

 

14222270_10210107253816399_4806565688088590455_n.j

 O percurso para as aldeias. Curvas e contracurvas, árvores e um cheirinho maravilhoso a eucalipto

 

  

2016-09-07 06.40.27 1.jpg

 Candal, ali escondidinha. 

 

 

 

14192625_10210115299977548_6227781476083266562_n.j

 

 

 

14238126_10210095948453772_3292004575485212541_n.j

Nas escadinhas da aldeia do Casal Novo. Acho que moram lá duas pessoas, a maioria das casas está ao abandono, mas fiquei maravilhada com este caminho que parecia ter saído de uma história de encantar!

 

 

 

14225582_10210105109922803_3432214376402915840_n.j

Gondramaz

 

 

 

2016-09-23 12.56.05 1.jpg

O Beco do Tintol, em Gondramaz

 

 

 

2016-09-23 12.56.58 1.jpg

Duas habitantes da aldeia

 

 

2016-09-07 07.43.52 1.jpg

  A aldeia do Talasnal no meio dos vales!

 

 

2016-09-06 03.56.57 1.jpg

 O meu género de turismo rural. No Talasnal.

 

 

 

2016-09-06 04.02.41 1.jpg

Talasnal: a aldeia mais bonita de todas. Se lá forem é OBRIGATÓRIO visitarem a casa da Ti Lena. Um restaurante típico - mais típico é impossível - que fica mesmo dentro de uma das casas, onde se come o melhor cabrito de sempre! As duas senhoras que lá trabalham são uns amores e o ambiente é muito castiço. É preciso reservar. O lugar e a comida.
A sério, escolham o cabrito.

 

 

2016-09-23 01.02.33 1.jpg

 

 

2016-09-06 03.36.54 1.jpg

 

 

2016-09-06 04.01.12 1.jpg

 

 

2016-09-07 06.29.42 1.jpg

 

 

 

14192566_10210104692912378_4501323145536449910_n.j

A vista arrebatadora do topo do Talasnal

 

 

De regresso a Lisboa aproveitámos para visitar o Convento de Cristo e Castelo Templário, em Tomar, e para almoçar no centro da cidade.

 

2016-09-07 06.31.00 1.jpg

 Os jardins encantados do Convento

 

 

 

2016-09-07 06.35.21 1.jpg

 

 

2016-09-07 06.34.25 1.jpg

 

 

 

2016-09-07 06.37.46 1.jpg

 

 

 

2016-09-07 06.36.20 1.jpg

 

 

 

O TripAdvisor tinha o restaurante Taverna Antiqua como o melhor de Tomar, por isso tínhamos que lá ir. Óbvio! Ir a este espaço é toda uma experiência. Quando ali entramos, entramos na época medieval. Desde a música - que consegue ser um bocadinho irritante, confesso. Demasiadas gaitas de foles. -, às roupas dos empregados, à iluminação toda feita à luz das velas, os copos de barro, as mesas e, claro, a comida!

 

14192720_10210113603295132_2255991198131319575_n.j

Depois do cabrito na Ti Lena queria mesmo comer pernil, dois pratos que apetecem muitíssimo em dias de 40ºC, mas toda a gente falava no raio do pernil nas reviews e eu adoro pernil portanto, pernil it is. E que boa decisão! Como podem ver é gigante, dá à vontadinha para duas pessoas, e estava indescritivelmente bom. Se passarem por Tomar visitem o restaurante que não vão ficar nada mal servidos. 

 

Foi o final perfeito destes dois dias mágicos nas aldeias do xisto da Lousã.

6 comentários

Comentar post