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zona de desconforto

zona de desconforto

Get away | New York, New York

No início da semana fiz um post com algumas fotografias da cidade de Nova Iorque que rematei com suspiros. Foi assim que passei os últimos seis meses, a suspirar.
Nova Iorque é a minha cidade de sonho desde... sempre. Desde que tenho idade para saber o que é isso de nos enfiarmos num avião e ir conhecer coisas novas. Lembro-me de uma manhã, há muitos, muitos anos, estar a fazer zapping e parar num documentário sobre a cidade. Bastou 1h para ficar enfeitiçada. Adorei tudo: os edifícios enormes, aquelas pessoas tão diferentes umas das outras a andar a passo acelerado nas ruas, os táxis amarelos, as luzes, sempre as luzes, aquele parque enorme no meio de tanto rebuliço, o pulmão da cidade, onde o tempo parecia parar... estava decidido, eu tinha de viver aquilo, tinha de estar ali um dia.
Andei quase 20 anos a sonhar com isto até que em Dezembro do ano passado achei que já era demais. Perdi a cabeça, pus o coração ao alto e parte das minhas poupanças na conta à ordem e em 15 minutos comprei 2 bilhetes para Nova Iorque. Ofereci o bilhete ao meu homem no Natal, também ele embeiçado pela cidade, que ficou felicíssimo assim que o viu, e eu... bom, eu comecei a minha sessão de suspiros ininterruptos e de crises de ansiedade. Por um lado contava os dias para chegar O dia, por outro temia tudo aquilo que fugia ao meu controlo e que nos podia impedir de viajar - a sério, tenho mesmo de ir ver isto da ansiedade -: doenças, mortes, despedimentos, greves da TAP... 
Felizmente tudo parece estar a correr pelo melhor - 3 pancadinhas na madeira, que isto nunca se sabe - e em menos de nada o dia chegou, ou melhor, está quase a chegar! Nunca seis meses passaram tão depressa. Domingo vou, finalmente, entrar no avião que me vai levar directamente à cidade que nunca dorme e isso vai implicar algum esforço da minha parte para não panicar a meio da viagem. Nunca tive medo de andar de avião, mas também nunca estive fechada num durante 8h e, como tenho ataques de ansiedade quando me sinto encurralada, está-me cá a parecer que tenho de engendrar um plano qualquer para me manter distraída durante a maior parte do tempo para não pensar muito no assunto. Oito horas! Oito! Bolas, isso é um dia de trabalho. Um dia de trabalho é muito tempo para se estar fechado num avião. Aaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

 

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