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zona de desconforto

zona de desconforto

O Kubrick ficou

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Desde que nos mudámos para Lisboa deixámos de ter quem cuidasse do Kubrick na nossa ausência. Os pais de cada um estão a meia-hora de distância o que torna incomportável passarem em nossa casa todos os dias, antes ou depois de irem trabalhar, para cuidarem do bichano. Sabíamos disso mas como nunca tínhamos ido a lado nenhum desde a mudança estávamos tranquilos. Até agora.

Queríamos ir 4 dias ao Porto e o gato não podia ficar esse tempo todo sozinho. Há quem diga que 4 dias não é nada, que eles ficam bem sozinhos, mas eu não ia conseguir ficar descansada. Pô-lo num "hotel" para gatos também estava fora de questão, que os gatos são animais territoriais e tirá-los do ambiente deles para os pôr numa box com outros animais à volta, cheiros novos e pessoas que nunca viram na vida é uma violência. Felizmente existe O Gato Fica, um projecto de catsitting que resolve todos estes dilemas que os donos de gatos conhecem tão bem. Nós vamos e eles ficam. E ficam muito bem!

Inicialmente, e apesar de ter lido todos os comentários elogiosos no site e no Facebook, fiquei apreensiva e com as dúvidas normais de quem pensa entregar a sua casa e o seu animal a alguém que não conhece. "E se elas não forem de confiança? E se ele não gostar delas? E se não tratarem bem dele? E se elas não tiverem cuidado a entrar em casa e ele se escapulir pela porta e nunca mais ninguém o vir?" Todas estas dúvidas deixaram de fazer sentido assim que conheci a Catarina. Antes de agendarmos as visitas propriamente ditas a Catarina foi a nossa casa, sem compromisso, conversar um bocadinho connosco sobre os hábitos e o comportamento do gato e conhecer o espaço e o bichano. Para além de ser uma simpatia é muito calma, muito serena e ainda me deu umas luzes sobre comportamento felino, área que lhe interessa particularmente. As catsitters d’O Gato Fica não são umas curiosas nisto de cuidar de animais domésticos. Gostam genuinamente dos animais e são formadas em Medicina Veterinária e, no caso da Catarina, em Bem-Estar e Comportamento Animal. Se isto não é o suficiente para confiar na qualidade do trabalho delas, não sei o que será. Depois da entrevista inicial fiquei muito mais calma e segura de que de facto seria a melhor solução para irmos se férias descansados.

No final de cada visita a Catarina enviou-nos um relatório, fotografias e vídeos do Kubrick. É um consolo recebermos imagens do nosso bichano e sabermos que ele está bem quando estamos longe de casa. É muito tranquilizador. Mesmo quando sabemos que o sr. Gato-com-mau feitio está a dificultar a vida à doce Catarina. No primeiro dia correu tudo sob rodas. Deixou-a entrar sem problemas, inspeccionou o trabalho dela para ver se fazia tudo como deve ser. Tudo tranquilo, tudo favorável. Mas nos outros dois foi um bocadinho diferente. A Catarina, naturalmente, trazia com ela cheiros de outros gatos, que o Kubrick não é cliente único, há muitos, muitos mais, e isso deixou-o ligeiramente aborrecido. Lá deve ter achado que não era tão especial como pensava. "Qué isso? Cheiros a outros felinos no meu território?" Conta a Catarina que assim que se aproximava da caixa de areia ele se punha à frente dela a bufar... sem maneiras nenhumas! Parecia um bully. Este gato só me faz passar vergonhas. Mas a Catarina é muito profissional e deu-lhe sempre a volta. Caixa limpa, comida e água fresca todos os dias. O que é que um gato pode querer mais? Ele não fala - embora às vezes pareça - mas tenho a certeza que a review do Kubrick também é positiva, apesar de se ter feito de difícil :)

Acredito mesmo que este projecto é um salva vidas para os donos de gatos e recomendo-o a toda a gente. Há imensos petsittings pensados para cães mas de facto para gatos a oferta era muito, muito pobre até aparecer O Gato Fica. Espero que elas queiram fazer isto para sempre porque se acabarem com este trabalho não sei o que vou fazer à minha vida. Vou, sem dúvida alguma, voltar a recorrer às catsitters d’O Gato Fica sempre que necessário.

 

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