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zona de desconforto.

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02
Jan18

Público ou privado?

Ainda antes de engravidar o assunto parto no público vs privado já era coisa que me ocupava os pensamentos. Sou uma pessoa que gosta de planear, o que é que querem?
Há já alguns anos, graças ao seguro oferecido pela empresa, que não punha os pés num centro de saúde ou num hospital público, vou a todas as consultas no privado e gosto muito, mas, por alguma razão, fazer um parto no privado nunca me falou ao coração. Ter bebés num hospital público sempre me pareceu o mais lógico a fazer. É gratuito, são sítios que recebem mais pessoas, logo mais casos diferentes, que o privado, as equipas também são muito experientes, se houver algum problema também têm capacidade de resposta para o resolver... a questão para mim sempre foi "porque não fazer um parto no público?".
É verdade que os hospitais públicos são velhos e não têm aquele aspeto de hotel característico de um privado mas, caramba, estamos a falar de um parto, de fazer nascer um ser humano, e não de uma escapadinha romântica. Quão mau pode ser partilhar um quarto com três pessoas que acabaram de passar pelo mesmo que eu durante 48h? Na verdade o que realmente me importa é que ela nasça num sítio seguro, com pessoas experientes, que saibam o que estão a fazer e que cuidem de nós o melhor possível e isso eu sei que posso encontrar tanto num sítio como noutro. Tudo o resto, o quarto privado, o ter o pai da criança a dormir ao lado da minha cama por duas noites, a liberdade de poder escolher como e quando é que ela nasce - que até é uma coisa que não quero ser eu a decidir - é secundário. Para mim.

 

Ainda assim, quando começámos a pensar em engravidar, o assunto voltou a ser posto em cima da mesa. Como o meu seguro não cobre partos ainda pensei fazer um só para isso, para poder ter o conforto desse plano B mas, a verdade, é que sempre tive sentimentos muito ambivalentes em relação a isso. Por um lado, a ideia de fazer o parto com o médico que me segue desde o início da gravidez, ter um quarto só para mim para passar aqueles dois dias do pós-parto e poder dar-me ao luxo de optar por uma cesariana se perto da hora H me acagaçasse toda parecia-me ótimo. Por outro, achava um preciosismo desembolsar 40 ou 50 euros todos os meses que me iriam fazer imensa falta durante, no mínimo, um ano, porque estas coisas têm sempre períodos de carência enormes, por uma coisa que o nosso santo SNS me disponibiliza gratuitamente. Para além disso não sabia se ia ser fácil ou difícil engravidar, mas sabia que se ao fim de um ano, por exemplo, a coisa ainda não se tivesse dado e eu ainda estivesse a pagar todos os meses um montante simpático para poder fazer um parto num sítio tipo hotel quando ainda nem sequer estava grávida isso só me iria causar tristeza e pôr ainda mais pressão numa situação já de si delicada. Esta questão foi, sem dúvida, o deal breaker. Problema resolvido em três tempos: o parto será num hospital público e não se fala mais nisso. É à confiança!


Porém, isto da gravidez é um assunto muito complexo e tem muito que se lhe diga. Se optar pelo parto no público até foi uma decisão bastante fácil de tomar o mesmo não posso dizer em relação à escolha do médico para me seguir nas consultas de rotina. Mas isso fica para outro post.

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