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zona de desconforto.

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03
Nov15

Ter um gato também é isto #11

Não querendo parecer uma crazy cat lady, a verdade é que ter um gato consegue, muitas vezes, aproximar-se da realidade de ter um bebé em casa. A maioria das noites são calmas mas, e tinha de haver um mas, de vez em quando lá temos umas menos fáceis. A noite passada encaixa na segunda categoria.

Esteve tudo na paz do senhor até às 5h da manhã, altura em que o sr. gato achou que já tínhamos descansado o suficiente e resolveu ir fazer o que me pareceu ser uma espécie de sapateado para a caixa de areia. Raspou, raspou, raspou, raspou, raspou, saltou cá para fora só para depois voltar lá para dentro e raspar mais meia dúzia de vezes. Depois de estar tudo devidamente tapado na caixa de areia pensei que finalmente ia acabar o barulho e que ia conseguir voltar a adormecer. Estava enganada, claro. Poucos minutos depois o raio do gato foi brincar com o brinquedo mais barulhento que tem: um labirinto de plástico em forma de S, com 1.50m e uma bola lá dentro, que é a última coisa que uma pessoa quer ouvir perto das 6h da manhã de uma terça-feira. Dei-lhe 10 minutos e depois levantei-me furiosa, tirei-lhe o brinquedo, guardei-o na casa de banho, fechei a porta, encostei a porta do quarto dele e depois a nossa que eu não consigo dormir com claridade. O silêncio durou uns vinte minutos. Quando estava a cair no sono novamente comecei a ouvir um restolhar lá muito ao fundo que se começou a aproximar perigosamente da zona dos quartos. PUM. Veio a correr desenfreado da outra ponta da casa, a brincar com um ratinho, e foi de encontro à porta do quarto dele que se abriu toda para trás. No nosso quarto conseguia ouvi-lo a atirar o rato ao ar e depois a cavalgar para o ir buscar. Uma alegria. Pouco depois das 7h cansou-se, abriu a porta toda do nosso quarto, que ficou inundado da luz que vinha da janela do quarto ao lado, e foi-se deitar estrategicamente no meio da cama que é para ninguém se conseguir mexer. Ainda tentei esticar a perna, só para o testar, mas não acusou o toque. Ignorou-me completamente. Uns minutos depois senti o meu homem, que no meio disto tudo esteve quase sempre a dormir profundamente, a mexer-se e o lençol a fugir-me.
“O que é que estás a fazer?”
“Estou a fazer festinhas ao Kubrick. Ele está aqui deitado ao pé de nós todo fofinho! Tens de ver!”
Um segundo depois tocou o despertador.

 

IMG_20150927_222500.jpg

A verdade é que, faça ele o que fizer, adoro-o.

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