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zona de desconforto.

zona de desconforto.

25
Fev16

Coisas que me encanitam

O WhatsApp. Acho que praticamente toda a gente que conheço tem WhatsApp. Eu também tenho, mas não uso. E não uso porque acho que é das coisas mais esgotantes que inventaram. Eu já acho que passo bastante tempo agarrada ao telemóvel no Instagram, Facebook e Pinterest e se tivesse WhatsApp está-me cá a parecer que não fazia mais nada. Mesmo! O próprio conceito da aplicação é uma coisa que me faz alguma espécie. Quem é que consegue ter conversas escritas em grupo ad eternum? Sim, que eu bem sei que há quem tenha milhentos grupos diferentes, um para cada assunto, e todos eles activos! E será que há alguém que leia tudo o que se foi escrevendo para ali na última hora? Ou a ideia é abrir a aplicação sempre que alguém escreve qualquer coisa? Provavelmente a maior parte das vezes nem se escrevem coisas que interessam. Alguém diz uma piada e os restantes 43 membros do grupo reagem com LOL’s e bonecada e lá estamos nós a receber notificações umas atrás das outras. Para quê?

Para mim o WhatsApp é a derradeira forma de escravatura dos telemóveis e irrita-me particularmente às refeições. Nunca tive o hábito de ter o telemóvel em cima da mesa enquanto como, principalmente porque morro de medo que alguém entorne qualquer coisa por cima do meu telemóvel caríssimo e lá vai ele para o galheiro – PÂNICO! – mas é surreal a quantidade de pessoas que comem com aquele apêndice logo ali ao lado do garfo e passam toda uma refeição a ler e a responder ao que é dito naquela aplicação do demónio. O meu homem no WhatsApp tem um grupo com todas as pessoas com quem trabalha, que são assim cerca de muitas, e aquilo é insuportável! Numa mísera hora o telemóvel toca e vibra um milhão de vezes. E se ele estiver uma tarde sem ligar nenhuma àquilo chega ao fim do dia com, quê? 128 mensagens por ler? Quem é que aguenta isto? Não só dá cabo da cabeça a uma pessoa como das baterias dos telemóveis, que duram cada vez menos.

Já tentei perceber o atractivo da coisa e o que a maioria das pessoas me tenta explicar é que é muito fácil para comunicar em grupo. Que é óptimo quando queremos combinar jantares com uma data de gente. Que se fala logo com todos ao mesmo tempo. E eu só pergunto uma coisa: quando é que se tornou assim tão difícil e caótico combinar um jantar/saída/copo com um grupo de pessoas ao ponto de termos de estar agarrados ao telemóvel durante HORAS a falar com toda a gente ao mesmo tempo? E mais: não foi para isso que se inventaram os eventos no Facebook?

Sinto-me velha. Toda a gente vê no WhatsApp a melhor coisa do mundo, toda a gente usa o WhatsApp e eu só acho tudo aquilo muito confuso e extremamente desnecessário. Mas também vivo muito bem com isso. Acho que dava em maluca se tivesse o telemóvel a apitar por tudo e por nada. Se já fico aborrecida quando comento a fotografia de alguém no Facebook e depois recebo 62 notificações a dizer que o X, Y e Z também comentaram/reagiram à publicação da não sei quantas. Tipo, eu não quero saber! É extremamente irritante estar constantemente a ser notificada com coisas que não me interessam. É como O Boticário, que passa a vida a enviar-me mensagens a dizer que os perfumes estão em promoção só porque lá fui comprar um pincel de maquilhagem há dois anos e tive a infeliz ideia de lá deixar o meu contacto.

Não sou nada fundamentalista nisto das novas tecnologias – a não ser com as crianças… ver miúdos a comer com iPads à frente é absurdo – adoro ir a um restaurante e publicar fotos do que estou a comer, venham as selfies e as fotografias de pezinhos descalços na areia da praia, viva o Skype, o Tumblr, o YouTube e o Snapchat, tudo tem o seu valor e a sua graça. Mas, de facto, a forma como nos deixamos absorver por estes aparelhos que quase já se transformaram na extensão das nossas mãos, não deixa de ser um bocadinho assustador. Especialmente para quem vê isto de fora.

 

 

 

 

 

25
Fev16

Coisas que me encanitam

O WhatsApp. Acho que praticamente toda a gente que conheço tem WhatsApp. Eu também tenho, mas não uso. E não uso porque acho que é das coisas mais esgotantes que inventaram. Eu já acho que passo bastante tempo agarrada ao telemóvel no Instagram, Facebook e Pinterest e se tivesse WhatsApp está-me cá a parecer que não fazia mais nada. Mesmo! O próprio conceito da aplicação é uma coisa que me faz alguma espécie. Quem é que consegue ter conversas escritas em grupo ad eternum? Sim, que eu bem sei que há quem tenha milhentos grupos diferentes, um para cada assunto, e todos eles activos! E será que há alguém que leia tudo o que se foi escrevendo para ali na última hora? Ou a ideia é abrir a aplicação sempre que alguém escreve qualquer coisa? Provavelmente a maior parte das vezes nem se escrevem coisas que interessam. Alguém diz uma piada e os restantes 43 membros do grupo reagem com LOL’s e bonecada e lá estamos nós a receber notificações umas atrás das outras. Para quê?

Para mim o WhatsApp é a derradeira forma de escravatura dos telemóveis e irrita-me particularmente às refeições. Nunca tive o hábito de ter o telemóvel em cima da mesa enquanto como, principalmente porque morro de medo que alguém entorne qualquer coisa por cima do meu telemóvel caríssimo e lá vai ele para o galheiro – PÂNICO! – mas é surreal a quantidade de pessoas que comem com aquele apêndice logo ali ao lado do garfo e passam toda uma refeição a ler e a responder ao que é dito naquela aplicação do demónio. O meu homem no WhatsApp tem um grupo com todas as pessoas com quem trabalha, que são assim cerca de muitas, e aquilo é insuportável! Numa mísera hora o telemóvel toca e vibra um milhão de vezes. E se ele estiver uma tarde sem ligar nenhuma àquilo chega ao fim do dia com, quê? 128 mensagens por ler? Quem é que aguenta isto? Não só dá cabo da cabeça a uma pessoa como das baterias dos telemóveis, que duram cada vez menos.

Já tentei perceber o atractivo da coisa e o que a maioria das pessoas me tenta explicar é que é muito fácil para comunicar em grupo. Que é óptimo quando queremos combinar jantares com uma data de gente. Que se fala logo com todos ao mesmo tempo. E eu só pergunto uma coisa: quando é que se tornou assim tão difícil e caótico combinar um jantar/saída/copo com um grupo de pessoas ao ponto de termos de estar agarrados ao telemóvel durante HORAS a falar com toda a gente ao mesmo tempo? E mais: não foi para isso que se inventaram os eventos no Facebook?

Sinto-me velha. Toda a gente vê no WhatsApp a melhor coisa do mundo, toda a gente usa o WhatsApp e eu só acho tudo aquilo muito confuso e extremamente desnecessário. Mas também vivo muito bem com isso. Acho que dava em maluca se tivesse o telemóvel a apitar por tudo e por nada. Se já fico aborrecida quando comento a fotografia de alguém no Facebook e depois recebo 62 notificações a dizer que o X, Y e Z também comentaram/reagiram à publicação da não sei quantas. Tipo, eu não quero saber! É extremamente irritante estar constantemente a ser notificada com coisas que não me interessam. É como O Boticário, que passa a vida a enviar-me mensagens a dizer que os perfumes estão em promoção só porque lá fui comprar um pincel de maquilhagem há dois anos e tive a infeliz ideia de lá deixar o meu contacto.

Não sou nada fundamentalista nisto das novas tecnologias – a não ser com as crianças… ver miúdos a comer com iPads à frente é absurdo – adoro ir a um restaurante e publicar fotos do que estou a comer, venham as selfies e as fotografias de pezinhos descalços na areia da praia, viva o Skype, o Tumblr, o YouTube e o Snapchat, tudo tem o seu valor e a sua graça. Mas, de facto, a forma como nos deixamos absorver por estes aparelhos que quase já se transformaram na extensão das nossas mãos, não deixa de ser um bocadinho assustador. Especialmente para quem vê isto de fora.

 

 

 

 

 

16
Fev16

Coisas que me encanitam

Se calhar isto é daquelas coisas que só vou entender quando for mãe mas... tenho cá as minhas dúvidas. 

 

Porque é que há pessoas que publicam fotografias das suas crianças nas redes sociais e depois lhes tapam a cara com bonecada? Epá, porquêeeeeeeeeeeeeeeeeeeee?
Não vejo mal algum em publicar fotografias de crianças no Facebook ou no Instagram. Acho que é tão perigoso como ir ali ao jardim ou à praia com a criança e haver um tarado qualquer do outro lado da rua a tirar-lhe fotos. As crianças não são nossas, são do mundo e acho esses pruridos em relação às redes sociais um exagero. Ninguém vos vai roubar a criança por publicarem uma imagem do bebé a brincar com carrinhos no chão da sala. Não sejam paranóicos. Claro que há pormenores que temos de ter em conta como, por exemplo, desactivar o serviço de localização dos nossos aparelhos para que o local exacto onde foi tirada a fotografia não ir colado à imagem. Mas isso é uma coisa que se aplica tanto a crianças como a adultos. Eu, que sou adulta e não tenho crianças, tenho essas definições desactivadas no telemóvel e na máquina fotográfica, não por ter medo que venha alguém atrás de mim para me fazer mal, mas porque ninguém tem nada a ver com os sítios onde eu ando. Se quiser revelar onde estou eu própria o faço, manual e conscientemente. De qualquer forma a questão aqui não é essa. A questão é: se não querem que as crianças apareçam nas redes sociais - e estão no vosso direito - então porque é que publicam fotografias delas de frente para a câmara com um stiker ridículo escarrapachado na cabeça do bebé? É, no mínimo, incoerente! Ou bem que querem mostrar o rebento ou bem que não querem. Se só querem mostrar os pezinhos, as mãozinhas ou as orelhas publiquem uma fotografia só dessas partes do corpo. Se só se querem mostrar a vocês com uma criança ao colo porque acham que isso é fixe e mostra um lado cutxi-cutxi que os vossos "amigos" não conhecem... bem isso é muito narcisista e doentio. Arranjem uma vida. 

Publicarem fotografias em que a cara da criança está tapada é só parvo e faz-me sempre lembrar aquelas pessoas que estão ao abrigo dos programas de protecção de testemunhas. É feio. É creepy. Não faz sentido. Parem com isso.

15
Fev16

Workout report - O boost da música

Uma pessoa bem quer ser saudável, ir ao ginásio e ficar toda fit mas o universo está, constantemente, a pregar-me rasteiras e a testar a minha já muito limitada paciência. Comecei no final do ano passado e ao fim de uma semana lesionei-me num braço. Estive um mês parada. Regressei e ao fim de um mês de treino regular três vezes por semana!… lesionei-me novamente a fazer uma aula de Body Attack, que é só assim a aula mais fixe de SEMPRE. Fiquei com líquido sinovial acumulado nos dois tornozelos - nos dois!! - o que fez com que a simples actividade de caminhar fosse um suplício. Tive dores horríveis durante mais de uma semana mas agora, quase três semanas depois, já consigo andar normalmente e não tenho dores nenhumas mas o líquido ainda cá está, o que significa que neste momento tenho tornozelos de grávida, super inchados. Fui ao médico e parece que isto não é normal, que o líquido já devia ter sido drenado há muito tempo, que posso ter magoado os tendões, ou então não e é mesmo só líquido, mas tenho de fazer uma ressonância magnética aos tornozelos para tirar as dúvidas. Até lá posso dizer adeus às aulas de grupo que eu estava a adorar e dedicar-me à sequinha do plano de treino que inclui um conjunto de exercícios de baixo impacto e que, portanto, não vão piorar a condição dos meus tornozelos obesos. O ortopedista disse que isto pode ter acontecido por ter feito exercício em excesso... vamos todos parar um bocadinho para reflectir sobre isto.

 

Já está?

 

Pois, eu acho isso pouco provável. Exercício em excesso? EU? Estive um mês a fazer cardio e musculação e depois comecei a frequentar aulas de localizada e body pump, que não são nada do outro mundo até porque uso sempre os pesos mais leves. Isto não me parece nada, nada excesso de exercício. Quem ouvisse o médico pensaria que eu me tinha aventurado numa maratona, mas não foi só uma aula de Body Attack… enfim. 
Como já estive todo um mês a fazer o plano de treino já sei ao que posso recorrer para fintar o aborrecimento: música! Quando se está a repetir séries na máquina de glúteos ou a tentar dar tudo na elíptica a música é a aliada perfeita. Já me esqueci do iPod uma vez e nesse dia o treino foi um martírio. É incrível como a música nos consegue dar um boost de energia tão grande. Não sei se com vocês acontece o mesmo mas as que me dão mais energia, especialmente na parte de cardio, são, em grande parte, as piorzinhas que por aí andam, ali ao nível da Rádio Cidade e Mega Hits. Não se sintam mal, não estão sozinhos. De certeza que já há um estudo qualquer que explique porque é que isto é assim.
Como sou uma nerd da organização tenho pastas para cada momento do treino: musculação, cardio e alongamentos. Deixo aqui algumas caso haja por aí alguém que esteja a precisar de um empurrãozinho para aguentar aqueles 10 minutos extra na passadeira.

Musculação
Black skinhead, Kanye West
Power, Kanye West
Turn down for what, Lil Jon
All I do is win, Ludacris
Push it, Salt-N-Pepa
Chegou a hora, 5/30
Cold hard bitch, Jet
Heavy cross, Gossip
How you like me now, The Heavy


Cardio
Outside, Ellie Goulding
Run the world, Beyoncé
Move in the right direction, Gossip
Can’t hold us, Macklemore
Sorry, Justin Bieber
Geronimo, Shepperd
Heartbeat, Neka
Up all night, Buraka Som Sistema
Banquet, Blockparty
Young blood, The Naked and The Famous
Alive, Goldfrapp
Runin’, Naughty Boy ft. Beyoncé

 

Alongamentos 
Good for you, Selena Gomez
Intro, The XX
Night call, Kavinsky & Lovefoxxx

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