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zona de desconforto.

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11
Dez17

O mundo encantado das coisas para grávidas

Antes de engravidar já sabia que o mundo dos bebés não é um mundo, é um universo. Há tralha para tudo e mais alguma coisa quando, na realidade, a criança, especialmente nos primeiros tempos, não deve precisar nem de 1/3. O que não sabia era que o mesmo se passava no mundo das grávidas.

 

As roupas

Estava preparada para, quando precisasse, ir à H&M comprar calças de grávida. Só. Mas se uma pessoa se quiser deixar afundar nesse pântano que são as roupas evolutivas tem muito para explorar.
Estão a ver todos os tipos de roupa que há na Zara? Pronto, existe um universo paralelo onde se fazem exatamente os mesmos tipo de roupa mas em mau e com as palavras "de grávida" à frente. Não é incrível? Existem vestidos de grávida, camisolas de grávida, collants de grávida, t-shirts de grávida, camisas de grávida, cuecas de grávida, sutiãs de grávida, pijamas de grávida, casacos de grávida, saias de grávida... de repente a grávida passa a ser um bicho e deixa de se conseguir vestir em lojas normais para ter de se vestir em lojas... de grávida!

A utilidade das calças parece-me bastante óbvia, chega ali uma altura em que temos de vestir qualquer coisa que nos aconchegue a barriga, mas o que é que uma parka de grávida tem que uma parka normal, um ou dois tamanhos acima, não tem? E o que são as cuecas de grávida? O que é que fazem a mais que umas cuecas normais de algodão não consigam fazer? Vêm com um doppler incorporado que permite ouvir o coração do bebé a qualquer altura do dia? Será que estas coisas vendem mesmo, será que há mesmo grávidas a comprar casacos de grávida, ou é um nicho que vai desaparecer nos próximos anos? E porque é que a roupa evolutiva é sempre tão mais cara e feia, ou demasiado básica, por comparação com as mesmas peças à venda nas lojas ditas normais? Por exemplo, no mundo das roupas de grávida nunca existem peças tendência porque é tudo básico ou às riscas horizontais. Grávida que se preze tem de ter uma camisolinha com riscas horizontais ou então a vida está, claramente, a passar-lhe ao lado. Faz parte do uniforme, tipo os bibes que as crianças usam nas creches.

Da parte que me toca comprei dois pares de calças na H&M, que espero que me sirvam até ao fim da gravidez, e dois pares de collants de grávida, da mesma marca. De resto as camisolas, que uso naturalmente largas, e os casacos que já tenho em casa devem ser suficientes para me vestir ao longo da gravidez. Quando, ou se, essas as coisas me deixarem de servir compro um número acima e siga o baile.

Ainda fui dar um olhinho às calças da Prenatal mas para além de caríssimas, lá está, são um bocadinho medonhas. As da H&M sempre têm estilos mais modernos - skinny, super skinny, boyfriend, com rasgões, sem rsgões -, parecem as calças normais que já usava antes, mas com uma faixa de tecido na barriga, e muitas não chegam a 30€. As da Salsa também se safam mas só têm um ou dois cortes diferentes e são 90€... tendo em conta que isto é coisa que se usa uns 6 meses não me parece o investimento mais inteligente, mas cada um sabe de si.

 

Os cremes

Para além das roupas existem os produtos anti-estrias, que também são um tema muito complexo. Primeiro temos de decidir se queremos começar logo de início a besuntarmo-nos com cremes ou se é melhor esperar pelo subsídio de Natal. Tal como a roupa, em que existe a normal e a "de grávida", também existem cremes gordos e depois existem os cremes gordos "anti-estrias" que são logo três vezes mais caros.
Depois de pormos de parte uma fatia do orçamento familiar para este produto especial de corrida temos de escolher a textura. Queremos um creme, um óleo ou um gel? E para além disto não quereremos também juntar um sérum intensivo para garantir que as cabras o raio das estrias não aparecem? Demasiado complexo, certo? Pelo que li, antes de me pôr a comprar o que quer que fosse, isto das estrias tem muito ver com a genética. Se a nossa mãe, ou irmã, ou avó tiverem tendência para desenvolver estrias é bem provável que nós também as cheguemos a ter por muito que nos besuntemos com cremes caríssimos. Que eu saiba o flagelo das estrias não corre na minha família mas, muito honestamente, preocupa-me mais a flacidez do corpo no pós-parto do que as estrias, e para isso é que não há cremes milagrosos. 

No início da gravidez ofereceram-me um boião da Barral de óleo de amêndoas doces e é esse que tenho estado a usar. Só o consigo pôr à noite, que aquilo é imensamente gorduroso, mas gosto bastante dele. Hidrata muitíssimo bem a pele e tem um cheiro muito agradável. Intenso, mas agradável. 
Também experimentei umas amostras do famoso Valestisa da Isdin e fiquei agradavelmente surpreendida. Tem textura de gel, o que para começo de conversa não é muito fixe porque é assim um bocado viscoso, mas espalha-se bem na pele, não tem cheiro e é absorvido quase de imediato, dá jeito para pôr de manhã depois do banho. Ponto negativo: é caro e nesta fase em que tenho de investir em tanta coisa dar 30€ por um creme e rezar para que ele faça efeito não é algo que me seduza. 
Já li, também, coisas muito elogiosas do BioOil e do clássico e acessível óleo de amêndoas doces à venda em qualquer supermercado. Por agora mantenho-me fiel ao da Barral e quando terminar logo vejo o que faço. 

 

Os essenciais das grávidas profissionais

Depois destes dois temas colossais há ainda aqueles "essenciaizinhos" que as grávidas que já só vivem dentro da Prenatal conhecem e juram que são o-bri-ga-tó-ri-os, assim com os olhos muito abertos, mas que, por aqui, vão passando pelas gotas da chuva. São o caso das cintas de gravidez, que mais não são que uma faixa que nos segura a pança, as meias de descanso para as pernas não incharem, os cintos "de grávida" - lá está... - para segurar a barriga quando estamos no carro e mais uma data de coisas para lá de importantes que, certamente, me estão a passar ao lado. Não digo que não sejam úteis, aquele cinto para o carro para grávidas com barrigas muito grandes e que passem muito tempo ao volante devem ser muito práticos mas, até ver, são coisas que não me têm feito falta e por isso não pesquisei grande coisa sobre elas. Mas, tendo em conta a história dos cremes e da roupa, já sei que se precisar de me debruçar sobre o assunto também vou descobrir que há 682 tipos de cintas e de meias de descanso que prometem mundos e fundos e depois vai ser só tudo muito desconfortável e exageradamente dispendioso.

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