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zona de desconforto.

zona de desconforto.

23
Set16

Get away | Lousã: as aldeias do xisto

Se há coisa que me move são as viagens. A possibilidade de entrar num avião e horas depois aterrar noutro país, ouvir outra língua, comer e ver coisas totalmente diferentes das que conheço ou das que me rodeiam no dia-a-dia. Mas quando não dá para sair de Portugal também não desanimo. Há imensa coisa no nosso país que não conheço e que estou pronta para explorar.

Em Janeiro já sabíamos que não ia dar para fazer uma grande viagem por isso fizemos uma lista de sítios que não conhecíamos em Portugal, ou que já conhecíamos mas não juntos, e começámos a planear. O primeiro destino foi o Porto, em Maio, e o mais recente as aldeias do xisto da zona da Lousã. O plano inicial era ir a Évora mas, depois de duas semanas de papo para o ar no Algarve, já estava tão fartinha da paisagem árida do Sul que só queria ver verde, montanhas e vales. A zona do Douro, ali para os lados de Lamego, era muito apetecível mas não queríamos ir para tão longe por isso, e depois de esmiuçado o mapa da Portugal, optámos pela Lousã. Ficava a 2h de caminho, o hotel era bom e acessível, a comida da região tinha bom ar e a cereja no topo do bolo eram as aldeias do xisto, que nenhum dos dois conhecia. Tudo isto somado fez-nos mudar os planos do Sul para o Centro, de Évora para Lousã, uns escassos dias antes de irmos. Enervante para uma control freak como eu, que gosto de estudar e planear tudo muito bem antes de ir, mas foi o melhor que fizemos e correu tudo lindamente, mesmo sem termos grande coisa planeada com excepção dos restaurantes, que já iam todos escolhidos e com reservas feitas. Se há coisa que me assusta é estar cheia de fome  e não ter sítio para comer e acabar num tasco gorduroso com comida de origem e confecção duvidosa.

Chegámos à Lousã pelas 14h, esganados, sob o calor abrasador de uns simpáticos 40ºC, e fomos direitinhos ao Casa Velha. Ainda bem que fizemos reserva. Havia uma fila assustadora à porta e o restaurante estava à pinha. Só havia uma mesinha livre. A nossa! :) Pedimos uma dose de pataniscas com arroz de feijão para os dois, que parecia ser para 4, que me soube pela vida. De estômago cheio começámos a nossa rota pelas aldeias do xisto. Em dois dias vimos três aldeias e, no regresso, ainda parámos em Tomar para comer o melhor pernil EVER!

 

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 O primeiro impacto com a Serra da Lousã: brutal! Era mesmo, mesmo isto que estava a precisar. Verde a perder de vista e silêncio.

 

 

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 O percurso para as aldeias. Curvas e contracurvas, árvores e um cheirinho maravilhoso a eucalipto

 

  

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 Candal, ali escondidinha. 

 

 

 

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Nas escadinhas da aldeia do Casal Novo. Acho que moram lá duas pessoas, a maioria das casas está ao abandono, mas fiquei maravilhada com este caminho que parecia ter saído de uma história de encantar!

 

 

 

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Gondramaz

 

 

 

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O Beco do Tintol, em Gondramaz

 

 

 

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Duas habitantes da aldeia

 

 

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  A aldeia do Talasnal no meio dos vales!

 

 

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 O meu género de turismo rural. No Talasnal.

 

 

 

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Talasnal: a aldeia mais bonita de todas. Se lá forem é OBRIGATÓRIO visitarem a casa da Ti Lena. Um restaurante típico - mais típico é impossível - que fica mesmo dentro de uma das casas, onde se come o melhor cabrito de sempre! As duas senhoras que lá trabalham são uns amores e o ambiente é muito castiço. É preciso reservar. O lugar e a comida.
A sério, escolham o cabrito.

 

 

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A vista arrebatadora do topo do Talasnal

 

 

De regresso a Lisboa aproveitámos para visitar o Convento de Cristo e Castelo Templário, em Tomar, e para almoçar no centro da cidade.

 

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 Os jardins encantados do Convento

 

 

 

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O TripAdvisor tinha o restaurante Taverna Antiqua como o melhor de Tomar, por isso tínhamos que lá ir. Óbvio! Ir a este espaço é toda uma experiência. Quando ali entramos, entramos na época medieval. Desde a música - que consegue ser um bocadinho irritante, confesso. Demasiadas gaitas de foles. -, às roupas dos empregados, à iluminação toda feita à luz das velas, os copos de barro, as mesas e, claro, a comida!

 

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Depois do cabrito na Ti Lena queria mesmo comer pernil, dois pratos que apetecem muitíssimo em dias de 40ºC, mas toda a gente falava no raio do pernil nas reviews e eu adoro pernil portanto, pernil it is. E que boa decisão! Como podem ver é gigante, dá à vontadinha para duas pessoas, e estava indescritivelmente bom. Se passarem por Tomar visitem o restaurante que não vão ficar nada mal servidos. 

 

Foi o final perfeito destes dois dias mágicos nas aldeias do xisto da Lousã.

30
Mai16

Get away | Porto: as cores da cidade

Pelo post anterior, cheio de comida deliciosa, seria de pensar que engordei os tais 25kg que mencionei aqui, mas não. Já me pesei e está tudo na mesma. Tudo tranquilo, tudo favorável. Acredito que este milagre se deva à quantidade gigantesca de quilómetros que andámos durante aqueles dias. 77km, para ser mais exacta, de acordo com o pedómetro do telemóvel. 77km em 4 dias! É muito quilómetro.

Ficámos no Vivacity Porto, na Baixa, ali no meio de tudo o que interessa, e isso permitiu-nos andar sempre a pé para todo o lado, mesmo que fosse necessário uma caminhada mais longa como aconteceu, por exemplo, no dia em fomos à Casa da Música - uma caminhada de 30 minutos. Peanuts. Somos jovens, temos perninhas para andar, estava bom tempo portanto para quê andarmos enfiados no metro quando é tão mais interessante palmilhar a cidade a pé? É assim que gosto de viajar. Adoro andar a pé e descobrir recantos e ruelas que nunca saberia que existiam se andasse sempre enfiada em transportes ou no carro.

Durante estas caminhadas lembrei-me muitas vezes do comentário que as pessoas, a maioria de Lisboa, fazem sobre o Porto: que é uma cidade escura e triste. Por um lado percebo a observação. Lisboa tem mais dias de sol e céu limpo, é maior, as ruas são mais amplas e nas fachadas dos prédios predominam o branco e as cores clarinhas. Por outro lado, não podia discordar mais. Claro que tem aquela melancolia das cidades à beira-rio, como Lisboa, mas acho que o Porto tem imensa vida, é muito boémio e tem muita cor. Basta ter sensibilidade e os olhos bem abertos. Sou fascinada por prédios, onde quer que vá em modo passeio estou sempre a olhar para cima – exercício que aconselho -, e foi neles que descobri muita da cor da cidade.

 

 

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30
Mai16

Get away | Porto - restaurantes: os muito bons, o assim-assim e o que tem a mania. Ah, e vinho do Porto!

Com esta ida ao Porto aprendi que, definitivamente, não se pode confiar nos meteorologistas. Ah e tal vai chover e trovejar e quase de certeza que vai ser necessário lançar um aviso amarelo, e também vai estar frio com temperaturas ali a rondar os 18°C. Tu-do mentira! Choveu no penúltimo dia de manhã, sim, com alguma intensidade, mas durante todos os outros dias esteve sol e calor e só me apetecia andar de calções e de ténis e não de calças de ganga e botins, preparadíssima para uma intempérie que nunca veio - e ainda bem, diga-se!
Com sol ou chuva, uma escapadinha à cidade invicta sabe sempre bem. Não deu para descansar muito porque andámos sempre de um lado para o outro - 77km, segundo o pedómetro do telemóvel! - , mas serviu, sobretudo, para arejar a cabeça e comer bem. E que bem que se come no Porto! Comecemos pelo início, pelo pequeno-almoço...

 

O Diplomata

Pessoal, este sítio é de paragem OBRIGATÓRIA! Estivemos quatro dias na cidade e três pequenos-almoços foram feitos aqui. Podem pedir sumos naturais, tostas, caipirinhas, até um copo de vinho mas aqui as estrelas são as panquecas! Digo, sem medos, que O Diplomata tem as melhores panquecas que já comi. Podem ser de base normal, aveia, chocolate ou mirtilo e as coberturas à escolha vão desde frutas, maple syrup, mel, geleia ou chocolate. Aqui o difícil é mesmo escolher. Comi as de base de aveia e base normal e, apesar de serem as duas muito boas, as de aveia têm um lugar especial no meu coração. São deliciosaaaaaaas! Se vos apetecer uma coisa mais fresquinha apostem na taça de açaí com fruta, iogurte e granola que também é muito boa. Para beber aconselho a infusão de chá preto, laranja e canela ou o capuccino. Se não beberem leite normal, como eu, peçam com leite de soja que eles têm :)

 

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Tascö

"Muito mais do que um restaurante." é esta a definição do restaurante, perdão, tasco, na respectiva página de Facebook. E é mesmo! Não é só a comida que é memorável, é o espaço que é lindíssimo, provavelmente o mais bonito onde já comi, são os empregados que são simpatiquíssimos e muito acessíveis, é o ambiente descontraído que convida a ficar e a beber mais um copo de vinho. As fotografias que tirei estão longe, muito longe, de fazerem jus à beleza do espaço porque, apesar de o restaurante ser lindo, a luz para tirar fotografias é péssima - pormenor irrelevante porque também não é para isso que os restaurantes servem, apesar de, por vezes, acharmos que sim. Se quiserem ter uma ideia mais aproximada visitem a página de Facebook ou a do Zomato. Melhor só mesmo irem lá e verem com os vossos próprios olhos. Para comer recomendo a fusão de alheira com grelos salteados e broa, as batatas fritas às rodelas, as pataniscas e o arroz de tomate. No fim rematem tudo com um cheesecake e um copo de vinho do Porto.

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Café Santiago

Ir ao Porto e não comer uma francesinha dá direito a prisão, certo? Chegámos mesmo em cima da hora de jantar e depois de irmos ao hotel deixar as malas demos corda às perninhas e fomos ao Santigao devorar as famosas - as verdadeiras? - francesinhas. E, se dúvidas houvesse, aqui fica mais um testemunho: são mesmo boas. O pão impecavelmente torrado e estaladiço, a carne muito tenra, o ovo estrelado no ponto, o molho delicioso... tudo a que uma pessoa com fome e cansada de uma viagem de comboio que durou cerca de 3h tem direito. O atendimento é muito simpático e descontraído e fez-me lembrar, por momentos, a casa da minha sogra. "Não quer mais molho quentinho para deitar por cima das batatas? E batatinhas fritas quer mais? Essas chegam? Pode pedir!", desconfio que o plano daquela gente é matar os clientes de ataque cardíaco. Bem, ao menos morrem felizes.

 

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Leitaria da Quinta do Paço

Ficava mesmo ao lado do nosso hotel e foi uma agradável surpresa. Tem uma esplanada muito simpática e lá dentro o espaço é amplo e muito minimalista, todo branquinho. É famosa pelos éclairs mas toda a pastelaria artesanal disponível tem muito bom ar. Provei o mini éclair de frutos vermelhos e o normal de limão e gostei bastante, especialmente do de limão. Não é o meu bolo favorito mas se tivesse uma Leitaria da Quinta do Paço perto de minha casa era bastante provável que lá passasse algum tempo a provar todos os éclairs até decidir qual o melhor. São muito leves e frescos e sente-se o amor com que são feitos a cada dentada. Não sugiro o espaço para pequenos-almoços porque na rua de baixo há O Diplomata e, enfim, acho que já disse tudo lá em cima, mas é uma óptima opção para lanches. A sandes de bacon, brie e maçã é uma delícia.

 

Miss Pavlova

Depois dos pratos principais não podem faltar as sobremesas! Por muito cheios que estejamos há sempre espaço para um docinho, certo? Vá lá, não sejam meninos. Nunca tinha provado uma pavlova mas a classificação desta Miss era tão alta e tinha reviews tão elogiosas no Zomato que tive de lá passar depois de almoço. Ia muito cheia e apetecia-me mesmo uma coisa levezinha. A simpática senhora que estava ao balcão, depois de me explicar o que era uma pavlova, aconselhou-me a de frutos vermelhos e não podia ter aconselhado melhor. É uma sobremesa muito fresquinha, leve e doce q.b.. Debaixo de olho ficou a de brownie que vai ter de ficar para uma próxima oportunidade. A Miss Pavlova fica no espaço Almada 13, uma departmant and concept store que para além da cafetaria incluí outras cinco lojas com coisas lindas desde roupa, acessórios - têm óculos muito giros da Mr. Boho - a artigos de decoração. Se passarem por lá aproveitem para dar uma voltinha neste espaço tão original.

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Moustache

Fomos ao Moustache na última noite comer a sobremesa pós jantar com as expectativas elevadíssimas. À semelhança da Miss Pavlova também tinha uma classificação simpática no Zomato e as fotos dos bolos eram de babar. Como não querer ir a um sítio que vende fatias de bolo red velvet? Como? Infelizmente o Moustache desiludiu. Os bolos são bons, que são, mas não são nada de extraordinário e aquele red velvet roça assim o banalzinho. O cupcake da Tease é bem melhor. Só lá fui duas vezes e ainda hoje me lembro dele. Isso diz muito. O espaço do Moustache também precisa de um facelift urgente. Acho que a ideia é terem um estilo retro mas não modernizarem um espaço que parece que abriu nos anos 70 é só aborrecido.

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Majestic

Não sei se se come bem ou mal porque só lá fui beber um chá e bastou-me. O espaço é muito giro, é um clássico do Porto, e tudo e tudo e tudo, mas o serviço deixa muito a desejar e os preços são ridículos. Como já sabíamos ao que íamos pedimos um chá de jasmim e um café que resultou numa espectacular conta de 7€. 3€ pelo café banalíssimo e 4 pelo chá. Pensei que o chá era uma infusão de ervas servidas naquelas peneiras que se mergulham em água quente - n'O Diplomata é assim :) - mas não, no Majestic o chá é mesmo de saqueta. Ah mas é uma saqueta da TWG, é um chá gourmet e o melhor do mundo. Até pode ser, mas na Leitaria da Quinta do Paço servem o mesmo tipo de chá e custa apenas 2€. Isto é só o Majestic a ser pavão. Como se os preços não fossem suficientes para uma pessoa não voltar o atendimento é sofrível. Para além de falarem com os clientes como se fossem crianças de 5 anos - extremamente irritante!... - a resposta que um dos empregados deu a um senhor inglês que lhe pediu a password do wifi foi ridícula: não dão acesso ao wifi porque senão as pessoas ficam ali muito tempo. Não é extraordinário? Quando a filosofia de um restaurante é cobrar o máximo que pode ao cliente e pô-lo a andar o mais rapidamente possível, está tudo dito. 

 

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Para terminar num tom bem disposto e positivo vou aproveitar para falar da visita que fizemos às caves de vinho do Porto. Escolhemos a da Ferreira porque era a mais afastada da ponte D. Luís I, portanto com menos probabilidade de ter uma enchente, e porque a da Graham's era demasiado longe e já era tarde. Não estava à espera de gostar tanto mas gostei muitíssimo. Aprendi imensas coisas sobre a marca e sobre o vinho do Porto propriamente dito. Sabiam que um vinho com 10 anos não esteve mesmo dentro das barricas durante todo esse tempo? O que eles fazem é misturar um vinho de 6 anos com um de 14 para, assim, fazer um cuja média de idade ronda os 10 anos. Não é interessante? Eu achei. No fim da visita tivemos direito a uma prova de dois vinhos do Porto, branco e twany, que me deixaram com uma azia terrível e levemente embriaga, a sentir tudo a andar à roda quando eu só queria andar em frente. Nada que um passeio à beira-rio não tivesse resolvido. Já a azia, infelizmente, só passou no outro dia de manhã. Nota mental: não beber dois copos de vinho altamente alcoólico ao fim do dia quando a digestão do almoço já foi feita há uma eternidade.

 

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25
Mai16

Get away | Porto

O Porto é sempre uma boa ideia e é por isso que vou lá passar os próximos dias. Seria uma muito melhor ideia se estivesse sol e calor, como esteve no final da semana passada em Lisboa, mas enfim. As previsões são de frio e chuva mas na vida uma pessoa tem de se adaptar a estas adversidades. A cidade também terá o seu encanto com trovoada e valentes cargas de água...
Para alegrar a coisa já acrescentei aos meus favoritos do Zomato uma data de restaurantes de muito bom ar na cidade Invicta. Portanto, para além de tempo cinzentão prevê-se, também, que ganhe cerca de 25kg. Pode ser que as corridas que, certamente, terei de fazer para me abrigar da chuva ajudem a abater uma ou outra caloria.

 

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12
Jan16

Workout report - Aulas de grupo

2015 foi um óptimo ano: mudei de casa, saí dos subúrbios para morar na cidade e ganhei toda uma nova qualidade de vida; li muito, coisa que já não conseguia há anos - shame on me -; fiz a minha viagem de sonho da qual me lembro com saudade praticamente todos os dias mas com uma certeza: quero MUITO voltar; e, decidida a deixar de ser tão preguiçosa inscrevi-me no ginásio... again, mas desta vez não foi só porque sim, houve fortes motivos por detrás desta vontade súbita de mexer o rabo por isso estou confiante que desta vez vá ser diferente! E é aqui que entra o meu objectivo para 2016 no que ao exercício diz respeito: não desistir - nuncaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - e evoluir. E a meu ver não há nada melhor para evoluir que frequentar as aulas de grupo do ginásio.

Inscrevi-me em Outubro, lesionei-me uma semana depois e só voltei em Dezembro, decidida a cumprir o meu plano de treino 3 vezes por semana, no matter what, para ganhar força e resistência para depois sim começar a fazer aulas de grupo já com alguma preparação física. Cumpri o primeiro objectivo: ginásio 3 vezes por semana, mas a meio do mês comecei a achar que as coisas estavam a ficar um bocado aborrecidas por isso aumentei 2.5kg em alguns exercícios e o número de repetições em todos. Ao fim de um mês, já em Janeiro, achei que estava com força e resistência qb para começar a ir às aulas de grupo. A primeira foi uma aula de Localizada, "uma coisa assim mais soft para não entrar a abrir como aconteceu com o TRX". Pronto, podem-se rir. Não foi nada soft.

Como fiquei traumatizada com a lesão ia determinada a fazer a aula com poucos pesos - 1 ou 2 kg's - e ao meu ritmo. O problema é que nas aulas de grupo uma pessoa sente-se competitiva e não quer ser a lesma lá atrás que está sempre atrasada e a queixar-se por isso, mesmo com poucos pesos, aquilo esteve longe de ser um passeio no parque.

As dificuldades começaram logo no aquecimento com saltinhos, primeiro devagar, depois mais depressa, ora leva o joelho esquerdo ao peito, ora leva o direito, agora a mesma coisa mais rápido, agora a mesma coisa mais rápido 8 vezes. Só me apetecia matar a professora que tinha uns pernões de fazer inveja, 'raisparta. Aliás, era precisamente para os pernões que eu olhava sempre que me apetecia pegar nas minhas coisas e abandonar a aula de fininho. Muito agachamento fiz eu em 45 minutos! Achava que o meu calcanhar de Aquiles eram os abdominais mas afinal são, também, a porra dos agachamentos. "5, 4, 3, 2, 1 e aguenta lá em baixo 15 segundos!" Senti-me muitas vezes uma das meninas do vídeo Call On Me mas em mau: nada sexy e com muita, muita dor e desconforto. E pensava eu que me estava a esforçar imenso a cumprir o plano de treino. Suei em bica na aula de Localizada e quando terminou fiquei na dúvida se as minhas pernas tinham vindo comigo para o balneário ou se tinham ficado no estúdio.

Realmente treinar com pressões externas é completamente diferente que fazer as coisas ao nosso ritmo. Por isso, e apesar de não ser dada a resoluções de ano novo, estou determinada a participar em mais aulas de grupo em 2016, porque é ali, nas aulas, que vou ao meu limite, não é a puxar pesos nas máquinas.

Já sei como são as aulas de Localizada, e vou continuar a ir, mas também quero experimentar Body Combat e Body Attack, ambos com o selo de qualidade Les Mills. Por enquanto o Body Pump vai ficar fora dos meus planos porque me assusta um bocadinho. É com pesos e as imagens que vejo na net é de pessoal a fazer agachamentos com barras pesadíssimas às costas que me lembram logo do meu rico braço que ficou esfrangalhado ao fim do que parecia uma inofensiva aula de TRX, onde só se usa o peso do corpo. Mas pronto, quero sair da minha chata zona de conforto e experimentar coisas novas, senão o ginásio torna-se aborrecido e é precisamente isso que eu não quero.

 

 

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08
Jan16

Sugestão de fim-de-semana | Arco da Rua Augusta

Aproveitei as férias que tinha para os primeiros dias de Janeiro para descansar, claro!, e vestir a pele de turista na minha cidade. Queria descobrir sítios por onde passo com muita frequência mas que nunca tinha explorado convenientemente. O Arco da Rua Augusta é exemplo disso. Quantas vezes passaram lá por baixo, em direcção à Praça do Comércio, sem sequer se lembrarem que podiam subir e ver Lisboa em todo o seu esplendor lá de cima? Foi precisamente isso que fiz. Aproveitei as tréguas dadas pela chuva, que parece ter vindo para ficar, para espreitar a cidade do topo do Arco e valeu muito a pena! Localizado numa das mais movimentadas ruas de Lisboa, oferece uma vista de 360º sobre a cidade: Terreiro do Paço, Baixa, Sé, rio Tejo e Castelo de São Jorge - também ele um incrível miradouro de visita o-bri-ga-tó-ri-a!

Para chegar ao topo precisam subir dois lances de escadas em caracol, que conseguem ser algo claustrofóbicos - mas para quem já subiu os apertados 287 degraus da Catedral de St. Vitus, em Praga, são peanuts - e a meio do percurso podem visitar a Sala do Relógio e conhecer a história do Arco, desde o início da construção, após o terramoto de 1755, até à sua conclusão em 1875. Infelizmente o Arco da Rua Augusta não está adaptado a pessoas de mobilidade reduzida, o que não só é uma pena como uma vergonha. Espero que seja uma aresta que esteja a ser limada e que em breve este fantástico miradouro possa estar acessível a toda a gente.

 

 

Ficam algumas fotografias da maravilhosa vista:

 

 

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A entrada custa 2.50€ mas se comprarem um bilhete combinado, que inclui a subida ao Arco e a visita ao Lisbon Story Center - um museu muito, muito interessante sobre a história da cidade e que constitui um óptimo programa para estes dias de chuva - têm um desconto de 15% sob o valor total.

13
Jul15

Fériaaas!

Ainda ontem estava regressar de Nova Iorque e já estou de férias outra vez. Há vidas piores.


 


Este ano tínhamos pensado tirar uns dias lá mais para o fim de Agosto/início de Setembro mas a verdade é que depois de uma semana em viagem a andar, andar, andar, estávamos mesmo a precisar de férias a sério, daquelas para não fazer nada. NA-DA. Senti-me brutalmente cansada e sem energia neste mês e pouco que se seguiu à semana em NYC, por isso os planos para estes 15 dias vão variar entre dormir, alapar o rabo na toalha e absorver toda a vitamina D que conseguir – sempre barrada com não menos que SPF 50 – e deliciar-me com as iguarias do costume: bolas de Berlim sem creme, venham elas!, peixe grelhado acabadinho de pescar – amoooo aqueles restaurantes dos pescadores montados no areal -, tupperwares cheios de melancia e melão, bolacha americana e gelados. O que é que uma pessoa pode pedir mais?


Geralmente a ideia de duas semanas de praia parece-me muito boa antes de ir mas ao fim do quarto dia começo a ficar com bicho carpinteiro e a precisar de fazer algo mais para além de estar esticada ao sol. É a pensar nisto que todos os anos guardamos tempo para passear e visitar as capelinhas de sempre: Cacela Velha, Ayamonte, Tavira, Vila Real de Sto. António. Tudo com muita calma e bem diluído ao longo dos 15 dias. 


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O meu Kubrick com o ar mais chateado do mundo dentro da transportadora, já no carro. Miou o miar mais sofredor que conseguiu e depois resignou-se e adormeceu.  


 


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Tralha do primeiro dia de praia.


Óculos - Stradivarius (saldos)


Saco - Stradivarius (saldos)


Chapéu - Primark


Protectores - Nívea para o corpo, La Roche-Posay para o rosto e o spray Solar Defense da L'oreal para o cabelo


O livro da Paula Hawkins é viciante! Recomendo.


 


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O meu primeiro pôr-do-sol na praia do ano. @Monte Gordo


 

08
Jun15

Get away | Nova Iorque: o que aprendi em 7 dias

Nos sete dias que passei em Nova Iorque consegui perceber que:

 

 

 

- Os nova-iorquinos são muito mais simpáticos e expansivos que os portugueses. Têm sempre um sorriso na cara, quando entramos numa loja ou restaurante dizem sempre bom dia ou boa tarde e perguntam se estamos bem. Quando saímos dizem sempre adeus e desejam-nos um resto de bom dia. How refreshing!

 


- A hora das refeições é tudo menos sagrada. Vimos pessoas a comer sopas ou pratos com massa ou arroz, coisas que fazem, naturalmente, mais chiqueiro, enquanto caminhavam apressadamente na rua, a comer em pé, em escadas de museus ou lojas e as que comiam nos restaurantes faziam-no em 15 minutos. Há sempre qualquer coisa mais importante para fazer que perder uma hora sentado a comer. 

 


- As refeições podem não ser sagradas mas o copo ao fim do dia é. As pessoas começam a sair do trabalho por volta das 17h e é a essa hora que os jardins e as esplanadas se enchem de pessoal engravatado a conviver. Achei fantástico! É aquela altura do dia em que abrandam um bocadinho o ritmo.

 


- Não estou a par das leis do ruído na América mas não devem ser grande coisa. Em Portugal penso que a partir das 20h ou 21h já não se pode buzinar. Aqui buzina-se a qualquer hora do dia, seja oito da manhã ou dez da noite, é uma alegria. Uma noite acordei de madrugada com alguém a buzinar furiosamente do outro lado da rua. Não há sossego.

 


- Muitos museus têm suggested admission, ou seja, cada pessoa tem a liberdade para pagar o que pode. Há uns que o aceitam sempre e outros só o aceitam a determinados dias da semana. É uma forma muito interessante de ter a cultura acessível para toda a gente. Talvez se devesse pensar fazer o mesmo em Portugal.

 


- A Time Out é gratuita todas as quartas-feiras!

 


- O tempo é terrível! Extremamente húmido e algo bipolar. Ora está sol e calor, ora fica frio e começa a chover durante horas. Ainda por cima nos meses, supostamente, mais quentes é quando chove mais! Nesta semana as manhãs foram sempre frescas e chuvosas e as tardes quentes e cheias de sol. Uma pessoa nunca sabe com o que pode contar. Meu querido clima de Lisboa...

 


- As estações de metro têm quase todas um ar um bocado assustador, tudo muito velho e decrépito, mas são muito seguras. Passei por várias e nunca me senti insegura. Nos comboios a maior parte das pessoas vai a mexer nos iphones, ipads e computadores portáteis e nenhuma delas me pareceu receosa por estar a expor assim as suas coisas. 

 


- Apesar deste clima de segurança generalizado ouvem-se constantemente, tanto no interior dos comboios como nas estações, mensagens da polícia de Nova Iorque a pedir às pessoas para terem sempre os pertences debaixo de olho e se virem alguma coisa suspeita para o comunicarem imediatamente à polícia ou aos funcionários do metro. As mensagens terminam sempre com um "Stay aware and have a safe day!" =)

 


- Há roulottes de comida espalhadas por toda a cidade. Não há esquina em que não haja alguém a vender qualquer coisa. E não são apenas pizzas e coisas cheias de molhos e gordura. Sim, há muitas dessas, mas também há imensas roulottes que vendem fruta, sopas e sumos naturais feitos na hora. E o mesmo se passa com os tradicionais restaurantes. Há muita porcaria mas também há muita coisa saudável. É 50/50. Em Nova Iorque só come mal quem quer e nós conseguimos nunca fazer refeições em cadeias de fast-food! A nossa alimentação fez-se à base de fruta, saladas, carnes brancas, sopas. Fomos imensas vezes ao Pret a Manger, um restaurante só com comida biológica e feita na hora. Tem sopas, sandes/wraps, saladas e bolachas maravilhosas e sente-se mesmo que é tudo fresco e não é nada processado. Todas as noites o staff do restaurante distribui a comida que sobrou pelos sem-abrigo e pela sopa dos pobres lá do sítio, em vez de a congelar e servir no dia seguinte aos clientes. Precisamos urgentemente de um restaurante destes em Lisboa!!! Fomos também a dois restaurantes italianos, um restaurante de marisco, o Luke's Lobster, onde comemos uma deliciosa sandes de lagosta e a uma das roulottes mais conhecidas da cidade, a The Halal Guys, que serve uma mistura de carne de frango e de cordeiro com arroz, salada e pão pita.

 

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A sandes de lagosta!

 

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O meu primeiro almoço em Nova Iorque... às 10h30 da manhã, 15h30 em Portugal, foi na Academia Barilla. A salada é de massa, manjericão e tomate cherry e a sandes de frango grelhado, espinafres, tomate e queijo.

 

 

 

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 A filosofia do Pret A Manger.

 

 

 

 

 

- As coisas são todas mais caras que em Portugal. A roupa é muito mais cara e a comida é um bocadinho mais cara, tipo 3€ ou 4€ a mais. Isto nos supermercados. Nos restaurantes é como cá: há coisas muito acessíveis e outras caríssimas.

 


- Aos fins-de-semana a cidade, apesar de continuar cheia de gente, abranda o ritmo. As pessoas passeiam em vez de correrem a cidade.

 


- Por último, percebi também que, apesar de termos conseguido ver tudo o que estava na nossa lista, todas as highlights, uma semana não me foi suficiente. Se pudesse voltava já hoje mas, desta vez, por mais tempo e para poder viver a cidade como um local e não como turista.

 

 

 

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Até breve.

 

 

 

 

 

 

07
Jun15

Ter um gato também é isto #7

Ter um gato, ou um cão. Na verdade, qualquer animal de estimação. É estarmos a viver a nossa viagem de sonho, e a adorar cada minuto, mas volta e meia lembrarmo-nos do nosso amigo de quatro patas tão longe e ficarmos com o coração apertadinho. Tem ido todos os dias uma pessoa tratar dele, mas não consigo evitar pensar se ele estará bem, se terá saudades nossas, se anda a beber água suficiente, se ainda tem os ratinhos favoritos para brincar  ou se já os enfiou todos debaixo do móvel da sala, de onde eu os tirei antes de me ir embora. Sei que quem não tem animais não entende isto, mas eles são parte da nossa família e é impossível não lhes sentir a falta. Tenho imensas saudades do meu Kubrick, sinto falta do festival de festas que lhe faço todas as manhãs e das maluquices dele, a correr a casa toda e chegar ao pé de nós com um dos ratinhos favoritos na boca, a pedir brincadeira. Ter um gato, ou um cão, ou qualquer animal de estimação, é das melhores coisas.


 


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07
Jun15

Get away | Nova Iorque

Dia 6

E pronto, seis dias e 74km nas pernas depois chegámos ao fim da viagem. Estamos os dois brutalmente cansados mas estupidamente felizes e saímos daqui com uma certeza: queremos voltar. 
Como conseguimos ver tudo o que queríamos até sexta ontem, sábado, fizemos uma espécie de best off. Usámos o último dia livre para revisitar os locais que mais gostámos e o S. Pedro, ou deverei dizer St. Peter?, ajudou bastante. O dia começou feio, como sempre, nublado e a ameaçar chover, mas à tarde esteve sol e imenso calor, cerca de 30ºC. Tão bom!
Começámos o dia na zona ribeirinha de Brooklyn, em Brooklyn Heights, onde vimos a sempre fantástica skyline de Manhttan, depois voltámos ao Central Park, fomos a Times Square, à 6th Avenue e a Union Square e pelo caminho fomos fazendo algum gift shopping. A ideia era comprar só ímans para o frigorífico e canecas mas depois entrei na Barnes&Noble - uma livraria gigante que também tem algumas coisas para a casa - e perdi-me de amores com todas as velas aromáticas que lá havia. Não só cheiram bem como são todas lindíssimas! No fim portei-me bem e trouxe só duas.

 

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 Brooklyn Heights Promenade

 

 

 

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Sempre a tirar fotografias a tudo!

 

 

 

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 Central Park

 

 

 

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6th Avenue

 

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Um dos vários arranha-céus a perder de vista na 6th Avenue

 

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 Times Square

 

 

 

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 Union Square 

 

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Vou ter tantas saudades...tantas, tantas. 

 

 

 

 

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