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zona de desconforto.

zona de desconforto.

02
Jun16

O Kubrick ficou

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Desde que nos mudámos para Lisboa deixámos de ter quem cuidasse do Kubrick na nossa ausência. Os pais de cada um estão a meia-hora de distância o que torna incomportável passarem em nossa casa todos os dias, antes ou depois de irem trabalhar, para cuidarem do bichano. Sabíamos disso mas como nunca tínhamos ido a lado nenhum desde a mudança estávamos tranquilos. Até agora.

Queríamos ir 4 dias ao Porto e o gato não podia ficar esse tempo todo sozinho. Há quem diga que 4 dias não é nada, que eles ficam bem sozinhos, mas eu não ia conseguir ficar descansada. Pô-lo num "hotel" para gatos também estava fora de questão, que os gatos são animais territoriais e tirá-los do ambiente deles para os pôr numa box com outros animais à volta, cheiros novos e pessoas que nunca viram na vida é uma violência. Felizmente existe O Gato Fica, um projecto de catsitting que resolve todos estes dilemas que os donos de gatos conhecem tão bem. Nós vamos e eles ficam. E ficam muito bem!

Inicialmente, e apesar de ter lido todos os comentários elogiosos no site e no Facebook, fiquei apreensiva e com as dúvidas normais de quem pensa entregar a sua casa e o seu animal a alguém que não conhece. "E se elas não forem de confiança? E se ele não gostar delas? E se não tratarem bem dele? E se elas não tiverem cuidado a entrar em casa e ele se escapulir pela porta e nunca mais ninguém o vir?" Todas estas dúvidas deixaram de fazer sentido assim que conheci a Catarina. Antes de agendarmos as visitas propriamente ditas a Catarina foi a nossa casa, sem compromisso, conversar um bocadinho connosco sobre os hábitos e o comportamento do gato e conhecer o espaço e o bichano. Para além de ser uma simpatia é muito calma, muito serena e ainda me deu umas luzes sobre comportamento felino, área que lhe interessa particularmente. As catsitters d’O Gato Fica não são umas curiosas nisto de cuidar de animais domésticos. Gostam genuinamente dos animais e são formadas em Medicina Veterinária e, no caso da Catarina, em Bem-Estar e Comportamento Animal. Se isto não é o suficiente para confiar na qualidade do trabalho delas, não sei o que será. Depois da entrevista inicial fiquei muito mais calma e segura de que de facto seria a melhor solução para irmos se férias descansados.

No final de cada visita a Catarina enviou-nos um relatório, fotografias e vídeos do Kubrick. É um consolo recebermos imagens do nosso bichano e sabermos que ele está bem quando estamos longe de casa. É muito tranquilizador. Mesmo quando sabemos que o sr. Gato-com-mau feitio está a dificultar a vida à doce Catarina. No primeiro dia correu tudo sob rodas. Deixou-a entrar sem problemas, inspeccionou o trabalho dela para ver se fazia tudo como deve ser. Tudo tranquilo, tudo favorável. Mas nos outros dois foi um bocadinho diferente. A Catarina, naturalmente, trazia com ela cheiros de outros gatos, que o Kubrick não é cliente único, há muitos, muitos mais, e isso deixou-o ligeiramente aborrecido. Lá deve ter achado que não era tão especial como pensava. "Qué isso? Cheiros a outros felinos no meu território?" Conta a Catarina que assim que se aproximava da caixa de areia ele se punha à frente dela a bufar... sem maneiras nenhumas! Parecia um bully. Este gato só me faz passar vergonhas. Mas a Catarina é muito profissional e deu-lhe sempre a volta. Caixa limpa, comida e água fresca todos os dias. O que é que um gato pode querer mais? Ele não fala - embora às vezes pareça - mas tenho a certeza que a review do Kubrick também é positiva, apesar de se ter feito de difícil :)

Acredito mesmo que este projecto é um salva vidas para os donos de gatos e recomendo-o a toda a gente. Há imensos petsittings pensados para cães mas de facto para gatos a oferta era muito, muito pobre até aparecer O Gato Fica. Espero que elas queiram fazer isto para sempre porque se acabarem com este trabalho não sei o que vou fazer à minha vida. Vou, sem dúvida alguma, voltar a recorrer às catsitters d’O Gato Fica sempre que necessário.

 

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30
Mai16

Get away | Porto - restaurantes: os muito bons, o assim-assim e o que tem a mania. Ah, e vinho do Porto!

Com esta ida ao Porto aprendi que, definitivamente, não se pode confiar nos meteorologistas. Ah e tal vai chover e trovejar e quase de certeza que vai ser necessário lançar um aviso amarelo, e também vai estar frio com temperaturas ali a rondar os 18°C. Tu-do mentira! Choveu no penúltimo dia de manhã, sim, com alguma intensidade, mas durante todos os outros dias esteve sol e calor e só me apetecia andar de calções e de ténis e não de calças de ganga e botins, preparadíssima para uma intempérie que nunca veio - e ainda bem, diga-se!
Com sol ou chuva, uma escapadinha à cidade invicta sabe sempre bem. Não deu para descansar muito porque andámos sempre de um lado para o outro - 77km, segundo o pedómetro do telemóvel! - , mas serviu, sobretudo, para arejar a cabeça e comer bem. E que bem que se come no Porto! Comecemos pelo início, pelo pequeno-almoço...

 

O Diplomata

Pessoal, este sítio é de paragem OBRIGATÓRIA! Estivemos quatro dias na cidade e três pequenos-almoços foram feitos aqui. Podem pedir sumos naturais, tostas, caipirinhas, até um copo de vinho mas aqui as estrelas são as panquecas! Digo, sem medos, que O Diplomata tem as melhores panquecas que já comi. Podem ser de base normal, aveia, chocolate ou mirtilo e as coberturas à escolha vão desde frutas, maple syrup, mel, geleia ou chocolate. Aqui o difícil é mesmo escolher. Comi as de base de aveia e base normal e, apesar de serem as duas muito boas, as de aveia têm um lugar especial no meu coração. São deliciosaaaaaaas! Se vos apetecer uma coisa mais fresquinha apostem na taça de açaí com fruta, iogurte e granola que também é muito boa. Para beber aconselho a infusão de chá preto, laranja e canela ou o capuccino. Se não beberem leite normal, como eu, peçam com leite de soja que eles têm :)

 

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Tascö

"Muito mais do que um restaurante." é esta a definição do restaurante, perdão, tasco, na respectiva página de Facebook. E é mesmo! Não é só a comida que é memorável, é o espaço que é lindíssimo, provavelmente o mais bonito onde já comi, são os empregados que são simpatiquíssimos e muito acessíveis, é o ambiente descontraído que convida a ficar e a beber mais um copo de vinho. As fotografias que tirei estão longe, muito longe, de fazerem jus à beleza do espaço porque, apesar de o restaurante ser lindo, a luz para tirar fotografias é péssima - pormenor irrelevante porque também não é para isso que os restaurantes servem, apesar de, por vezes, acharmos que sim. Se quiserem ter uma ideia mais aproximada visitem a página de Facebook ou a do Zomato. Melhor só mesmo irem lá e verem com os vossos próprios olhos. Para comer recomendo a fusão de alheira com grelos salteados e broa, as batatas fritas às rodelas, as pataniscas e o arroz de tomate. No fim rematem tudo com um cheesecake e um copo de vinho do Porto.

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Café Santiago

Ir ao Porto e não comer uma francesinha dá direito a prisão, certo? Chegámos mesmo em cima da hora de jantar e depois de irmos ao hotel deixar as malas demos corda às perninhas e fomos ao Santigao devorar as famosas - as verdadeiras? - francesinhas. E, se dúvidas houvesse, aqui fica mais um testemunho: são mesmo boas. O pão impecavelmente torrado e estaladiço, a carne muito tenra, o ovo estrelado no ponto, o molho delicioso... tudo a que uma pessoa com fome e cansada de uma viagem de comboio que durou cerca de 3h tem direito. O atendimento é muito simpático e descontraído e fez-me lembrar, por momentos, a casa da minha sogra. "Não quer mais molho quentinho para deitar por cima das batatas? E batatinhas fritas quer mais? Essas chegam? Pode pedir!", desconfio que o plano daquela gente é matar os clientes de ataque cardíaco. Bem, ao menos morrem felizes.

 

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Leitaria da Quinta do Paço

Ficava mesmo ao lado do nosso hotel e foi uma agradável surpresa. Tem uma esplanada muito simpática e lá dentro o espaço é amplo e muito minimalista, todo branquinho. É famosa pelos éclairs mas toda a pastelaria artesanal disponível tem muito bom ar. Provei o mini éclair de frutos vermelhos e o normal de limão e gostei bastante, especialmente do de limão. Não é o meu bolo favorito mas se tivesse uma Leitaria da Quinta do Paço perto de minha casa era bastante provável que lá passasse algum tempo a provar todos os éclairs até decidir qual o melhor. São muito leves e frescos e sente-se o amor com que são feitos a cada dentada. Não sugiro o espaço para pequenos-almoços porque na rua de baixo há O Diplomata e, enfim, acho que já disse tudo lá em cima, mas é uma óptima opção para lanches. A sandes de bacon, brie e maçã é uma delícia.

 

Miss Pavlova

Depois dos pratos principais não podem faltar as sobremesas! Por muito cheios que estejamos há sempre espaço para um docinho, certo? Vá lá, não sejam meninos. Nunca tinha provado uma pavlova mas a classificação desta Miss era tão alta e tinha reviews tão elogiosas no Zomato que tive de lá passar depois de almoço. Ia muito cheia e apetecia-me mesmo uma coisa levezinha. A simpática senhora que estava ao balcão, depois de me explicar o que era uma pavlova, aconselhou-me a de frutos vermelhos e não podia ter aconselhado melhor. É uma sobremesa muito fresquinha, leve e doce q.b.. Debaixo de olho ficou a de brownie que vai ter de ficar para uma próxima oportunidade. A Miss Pavlova fica no espaço Almada 13, uma departmant and concept store que para além da cafetaria incluí outras cinco lojas com coisas lindas desde roupa, acessórios - têm óculos muito giros da Mr. Boho - a artigos de decoração. Se passarem por lá aproveitem para dar uma voltinha neste espaço tão original.

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Moustache

Fomos ao Moustache na última noite comer a sobremesa pós jantar com as expectativas elevadíssimas. À semelhança da Miss Pavlova também tinha uma classificação simpática no Zomato e as fotos dos bolos eram de babar. Como não querer ir a um sítio que vende fatias de bolo red velvet? Como? Infelizmente o Moustache desiludiu. Os bolos são bons, que são, mas não são nada de extraordinário e aquele red velvet roça assim o banalzinho. O cupcake da Tease é bem melhor. Só lá fui duas vezes e ainda hoje me lembro dele. Isso diz muito. O espaço do Moustache também precisa de um facelift urgente. Acho que a ideia é terem um estilo retro mas não modernizarem um espaço que parece que abriu nos anos 70 é só aborrecido.

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Majestic

Não sei se se come bem ou mal porque só lá fui beber um chá e bastou-me. O espaço é muito giro, é um clássico do Porto, e tudo e tudo e tudo, mas o serviço deixa muito a desejar e os preços são ridículos. Como já sabíamos ao que íamos pedimos um chá de jasmim e um café que resultou numa espectacular conta de 7€. 3€ pelo café banalíssimo e 4 pelo chá. Pensei que o chá era uma infusão de ervas servidas naquelas peneiras que se mergulham em água quente - n'O Diplomata é assim :) - mas não, no Majestic o chá é mesmo de saqueta. Ah mas é uma saqueta da TWG, é um chá gourmet e o melhor do mundo. Até pode ser, mas na Leitaria da Quinta do Paço servem o mesmo tipo de chá e custa apenas 2€. Isto é só o Majestic a ser pavão. Como se os preços não fossem suficientes para uma pessoa não voltar o atendimento é sofrível. Para além de falarem com os clientes como se fossem crianças de 5 anos - extremamente irritante!... - a resposta que um dos empregados deu a um senhor inglês que lhe pediu a password do wifi foi ridícula: não dão acesso ao wifi porque senão as pessoas ficam ali muito tempo. Não é extraordinário? Quando a filosofia de um restaurante é cobrar o máximo que pode ao cliente e pô-lo a andar o mais rapidamente possível, está tudo dito. 

 

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Para terminar num tom bem disposto e positivo vou aproveitar para falar da visita que fizemos às caves de vinho do Porto. Escolhemos a da Ferreira porque era a mais afastada da ponte D. Luís I, portanto com menos probabilidade de ter uma enchente, e porque a da Graham's era demasiado longe e já era tarde. Não estava à espera de gostar tanto mas gostei muitíssimo. Aprendi imensas coisas sobre a marca e sobre o vinho do Porto propriamente dito. Sabiam que um vinho com 10 anos não esteve mesmo dentro das barricas durante todo esse tempo? O que eles fazem é misturar um vinho de 6 anos com um de 14 para, assim, fazer um cuja média de idade ronda os 10 anos. Não é interessante? Eu achei. No fim da visita tivemos direito a uma prova de dois vinhos do Porto, branco e twany, que me deixaram com uma azia terrível e levemente embriaga, a sentir tudo a andar à roda quando eu só queria andar em frente. Nada que um passeio à beira-rio não tivesse resolvido. Já a azia, infelizmente, só passou no outro dia de manhã. Nota mental: não beber dois copos de vinho altamente alcoólico ao fim do dia quando a digestão do almoço já foi feita há uma eternidade.

 

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15
Out15

Go get it! | Elnett spray protector de calor + volume

Como tenho o cabelo fino e sem volume ando sempre à procura da next best thing no que a produtos para dar volume diz respeito. Por este cabelinho já passou tudo: desde champôs caros de cabeleireiro a uns mais baratos de supermercado, espumas, sprays e champôs secos. Uns são bons mas a maioria é mázinha. É por isso que sempre que encontro uma coisa que resulta apetece-me gritar aos sete ventos para a divulgar, que eu sei que há mais pessoas com problemas capilares semelhantes.

Sempre associei a Elnett às lacas da avó e nunca dei muita atenção aos produtos da marca, mas há uns dias estava à deriva na zona de produtos de styling do Continente, à procura de cera para o cabelo do meu homem, quando me deparei com toda uma linha de produtos de Elnett que nem sabia que existia. Sim, estavam lá as lacas da avó, mas também sprays protectores de calor anti-frizz e para dar volume. Agarrei-me logo à do volume, como é bom de ver. No frasquinho dizia que o volume durava três dias e que protegia o cabelo do calor do secador, o que é sempre bom especialmente para quem tem cabelo pintado ou com madeixas. Fiquei convencida e trouxe-o logo comigo. Sou uma fácil. A primeira vez que o usei foi numa noite depois de ir ao ginásio e assim que vi o efeito no cabelo depois de seco arrependi-me logo de o ter usado naquela altura. O cabelo estava com tanto volume e as raízes estavam tão levantadas que pensei que ir-me deitar passadas 4h era um desperdício e que no dia seguinte o cabelo já não ia ter graça nenhuma. De facto o volume nas raízes caiu um bocadinho, também não se podem esperar milagres, mas o cabelo continuava com muito volume – em comparação com os dias em que não uso nenhum produto do género - e estava muito macio e brilhante, cheio de vida. Apesar de ser no primeiro dia que os resultados impressionam mais, o volume e brilho mantêm-se visíveis durante os 2 dias seguintes.

Estou fã deste produtinho e tão depressa não volto às espumas, que tendem a deixar o cabelo um bocado pesado, rígido, seco e sem brilho graças às carradas de álcool. Se estiverem à procura de um produto de styling para dar volume aos vossos cabelos sem graça experimentem este spray. Pode ser que resulte com vocês também!

 

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03
Set15

#onrepeat | MØ

MØ. É assim que a cantora dinamarquesa Karen Marie Ørsted quer ser tratada. Descobri-a no início do ano, quando ainda andava entretida com o novíssimo 1989 da Taylor Swift – por falar nisso, viram a colaboração da Phoebe Buffay num dos últimos concertos da nova menina bonita da pop? É a colaboração mais aleatória mas também mais fixe de sempre! Se forem fãs da série Friends, como eu, vão adorar – dizia eu que descobri a MØ no início do ano e primeiro estranhei para só depois entranhar. Acho que é daquele tipo de música que vai crescendo em nós. A música que ela faz é assim um electro-punk-pop-moderno… será que existe? Nos tempos que correm fica cada vez mais difícil definir com clareza um estilo musical, já que parece que os artistas vão beber inspiração um pouco a todo o lado. E isso é bom. Gosto disso. Por isso, à falta de melhor descrição, fica assim: MØ = electro-punk-pop-moderno. Gosto da sonoridade, das letras atrevidas e acho graça ao estilo com que se apresenta, muito bad girl lá do bairro nos anos 90 que faz dela uma estrela pop improvável.
O álbum, No Mythologies to Follow, tem duas ou três músicas mais upbeat, mais animadas, mas é o lado mais negro, que ocupa grande parte deste trabalho, que lhe fica melhor. Porém, sinto que tem ali uma certa melancolia à la Lana del Rey que já me começa a irritar… também sentem isso? Os primeiros dois álbuns – Born to Die e Paradise – foram muito muito bons, fantásticos mesmo, e tudo o que se seguiu parece inundado por uma depressão crónica que não se aguenta. É sempre tudo um grande enfado para aquela rapariga. O facto de a MØ ter ali uns quase imperceptíveis traços de Lana faz-me temer pela nossa relação cantora-ouvinte. Acho a música dela muito original e, por isso, espero que se mantenha no mesmo registo e não siga os paços da diva Lana.
Ficam algumas músicas.

 

 

 

 

 

31
Ago15

Rota dos restaurantes | Mercantina do Chiado

A fasquia estava elevada desde que vi que o risotto fazia parte da ementa. Não são muitos os restaurantes italianos que servem esse prato, infelizmente a maioria fica-se pelas pizzas e pastas, por isso tinha muita curiosidade em experimentar este na Mercantina. Não conheço o espaço de Alvalade mas o do Chiado é fantástico. Enorme, com muita luz, muitíssimo bem decorado e o serviço muito cuidado e atencioso.
De entrada pedimos uma foccacia de azeite, alho e tomate semi seco e os pratos escolhidos foram uma pizza da casa e um risotto de farinheira. Esta tudo irrepreensível! A pizza é deliciosa, feita com ingredientes frescos, e como tem uma massa fina acaba por não ser enjoativa. Já o risotto estava uma verdadeira delícia, com o arroz cozinhado no ponto e um original croquete de farinheira com queijo. Recomendo!


De sobremesa pedimos um mil folhas e um cheesecake. O mil folhas não me satisfez e só me impressionou pelo aspecto artístico do empratamento. Já o cheesecake estava fabuloso. Muito leve e doce q.b.
A verdade é que ao longo de todo o jantar não conseguimos evitar cobiçar os pratos das outras pessoas, todos com muitíssimo bom aspecto. Por isso este restaurante é sem dúvida para voltar. Muitas vezes.


 


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13
Ago15

Nossa!

Sabes que estás a usar a máscara de pestanas certa quando a senhora que te faz a depilação às sobrancelhas exclama:
- Nossa, que pestanão! É máscara? Nossa! Faz um pestanão bem intenso, hein!



Já a tinha elogiado aqui mas volto a fazê-lo: a Volume Million Lashes da L'Oreal é, para mim, das melhores máscaras de pestanas do mercado e foi a perfeita substituta da Bad Gal Lash da Benefit. Não transfere nada - um deal breaker neste tipo de produtos -, a cor é muito intensa, não deixa grumos e é irrepreensível no que toca a alongar e dar volume.


 


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11
Ago15

Go get it! | Tangle Teezer

Isto não é, de todo, uma novidade no mercado, mas é, sem dúvida, uma novidade cá em casa. Estou rendida à Tangle Teezer! Já tinha reparado que os cabeleireiros as usavam, e que não me magoavam nada quando me penteavam o cabelo molhado, e até já tinha uma “em espera” na wishlist deste site há meses!, mas só agora pude pôr as minhas mãozinhas numa.
Depois do primeiro banho na casa nova dei por mim feita barata tonta a revirar tudo à procura do meu pente comprado no Jumbo – deve ter custado uns 4€ - e nada. Tinha ficado para trás no meio da confusão das mudanças. Desespero! “E agora o que é que eu faço? Penteio o cabelo com os dedos? – tarefa impossível, by the way - Uso um garfo?” a solução foi um pente velho que o meu homem tinha nas coisas dele e que deu para desenrascar, mas precisava urgentemente de comprar uma escova para me pentear convenientemente. Ora bem, não é tarde nem é cedo. Foi a desculpa perfeita para ir a correr à Sephora comprar uma Tangle Teezer. Em dourado! Que se é para gastar 16.55€ numa escova é para ser em bom. E, minhas amigas, só estou arrependida de não o ter feito mais cedo. Escovar o meu cabelo molhado, que como é fininho fica cheio de nós e próximo de um ninho de ratos, com um pente ranhoso de dentes largos e com a Tangle Teezer é assim como a noite e o dia. Não tem nada a ver! Antes demorava uma eternidade até desfazer os nós todos, demorava quase tanto tempo a pentear-me como a secar o cabelo, o que para quem tem cabelo fino é só ridículo. Faço ideia o que seria se tivesse uma juba volumosa. Agora em 1 minuto/minuto e meio, e juro por todos os santinhos que não estou a exagerar, tenho o cabelo todo penteadinho, sem nós e sem dor! Estou mesmo rendida, a sério. É fantástico não demorar 10 minutos a pentear-me depois do banho.
A escova tem sido descrita na imprensa por esse mundo fora como lifechanging, mágica e um must-have. E é. E é! É tão boa que até já ganhou uma data de prémios. Não sei quantas marcas de escovas se podem gabar do mesmo, mas acredito que muito poucas. Portanto pessoas, se também sofrem com a escovagem do cabelo pós-banho esta é a solução. Believe me. Não é barata, que não é, mas compensa tanto! Se não quiserem dar os 16€ que pedem na Sephora podem sempre encomendar pela Maquillalia, que era o que eu também devia ter feito há muito tempo, mas enfim. Sempre poupam 3€ e em 2 dias têm a escova em casa.


 


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15
Mai15

Not a fan | Active Dermato da Boticário

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Fico sempre desconfiada quando alguém me conta maravilhas dos produtos da Boticário. Já lá comprei algumas coisas e o resultado fica sempre aquém do esperado. Mas eu insisto!, na esperança que um dia tenha sorte e entenda o que tanta gente adora na marca. Mas, até agora, não tive sorte nenhuma.
Há umas semanas decidi que estava na altura de começar a proteger a minha pele do sol diariamente, em vez de o fazer apenas quando estou na praia. Queria um produto para o rosto com um factor de protecção muito alto e se pudesse fazer as vezes da maquilhagem melhor ainda. Na minha procura pelo produto perfeito descobri o Active Dermato da Boticário, um bb cream com FPS 50. Achei que era a solução para os meus problemas. Errado. Não era. Que choque. 
Não se deixem enganar pelas letrinhas "bb", isto NÃO é um bb cream. Sim, tem cor, mas a cor deste creme é tão importante como a cor branca dos cremes normais. Desaparece completamente assim que se esfrega na pele. Tem cobertura zero. Na embalagem diz que a textura é leve e não oleosa mas isso não é completamente verdade. Apesar de ser, eventualmente, absorvido pela pele, nos primeiros 40 minutos a 1 hora a pele fica peganhenta e com bastante brilho. Completamente desadequado para peles oleosas. E por fim tem uma coisa que eu não gosto nos produtos que coloco no rosto: perfume. Não tenho pele sensível nem costumo fazer alergia a estas coisas, mas prefiro usar produtos sem álcool, perfume ou parabenos porque acabam por ser muito mais confortáveis de usar. São mais leves e não sentimos a pele a repuxar nem entupida de produtos. Foram os 24€ mais mal gastos da minha vida. Depois disto optei por comprar um protector solar clássico, sem cor, sem rocócós, apenas um creme que cumpra a função de me proteger do sol. Desta vez escolhi o Anthelios XL SPF 50+, da La Roche-Posay. Não é oleoso, não tem perfume nem parabenos e é absorvido pela pele num ápice. Estou a usá-lo hoje por baixo da maquilhagem e... so far so good. Comprei-o na Well's e custou-me 18€. Bye-bye Boticário.


 

14
Mai15

#onrepeat | Girls OST

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Comecei a acompanhar a série Girls assim que estreou, em 2012, mas, ainda não percebi muito bem porquê, fiquei-me só pela primeira temporada. Porém, três anos depois tudo mudou. Quando vi o livro da Lena Dunham à venda em Portugal fui a correr comprá-lo e acabei por (re)descobrir uma coisa da qual já me tinha esquecido: esta miúda é mesmo brilhante. Mesmo! E assim, num ápice, tornou-se no meu novo girl crush - o último foi a Taylor Swift. Não me julguem, ok? Ela é gira e tem imensa pinta e já ninguém se lembra do quão azeiteira era nos primeiros álbuns.
O livro reencaminhou-me para a série que, nas últimas semanas, tem sido o meu vício. Todas as noites vejo, pelo menos, um episódio e tenho de me controlar para não ficar ali até de madrugada. Já vou na 4.ª temporada e estou a contar os dias para a estreia da 5.ª. Não há como não gostar disto! A história é muito divertida, adoro o ritmo dos episódios e a forma brilhante como está escrita, e é talvez das séries mais inteligentes que vi nos últimos tempos. É fresca e audaz e a criadora/produtora/protagonista, Lena Dunham, é uma das pessoas mais criativas e ground breaking da cultura pop americana do século XXI. Está a fazer um trabalho magnífico, e magnânimo, para mudar os padrões da beleza feminina, a forma como as mulheres se vêem a elas próprias e quão confortáveis se podem sentir na sua própria pele. 
Bom, tudo isto para dizer que, para além de estar viciada na série, estou também a ouvir em loop a banda sonora. Oh. Meu. Deus. que fonte tão boa de novas músicas! É raro não parar os episódios uma ou duas vezes para descobrir que música é que se está a ouvir em pano de fundo.
Estas são algumas das que me têm feito companhia nos últimos dias:


 



 




 


 



 


 



 


 


 

16
Mar15

O problema das expectativas | Brunch no Olivier Avenida

Há uma frase do comediante Louis CK que eu gosto muito e que reza assim: "I have a lot of beliefs, and I live by none of them" que em tradução livre é qualquer coisa do género: "Tenho muitas crenças mas não me rejo por nenhuma". Às vezes sinto-me um bocadinho assim. Há dias de em que simplesmente me apetece fazer o oposto daquilo que defendo. "Eu sei que temos de nos levantar sempre que o despertador toca, e faço sempre isso! Mas hoje... deixem-me que estou cansada." Ou: "Temos de manter sempre as nossas expectativas o mais baixinhas possível. Assim se as coisas correrem mal já não nos custa tanto aceitar a triste realidade" e isto é mesmo verdade. Por norma as minhas expectativas estão sempre ali muito rasteirinhas mas depois... há aquelas coisas que me entusiasmam tanto, tanto que fazem com que seja praticamente impossível ter baixas expectativas em relação a elas. É aqui que entram os restaurantes.
Gosto muito de descobrir espaços novos, trendy, com boa comida e bom ambiente. Sempre que vou a um restaurante novo fico entusiasmadíssima, especialmente se já estiver na minha whislist há muito tempo. E se tiver boas reviews então... meu Deus, de certeza que é soberbo. O problema é quando não é. Foi isso que me aconteceu a semana passada quando resolvi finalmente ir experimentar o brunch do Olivier Avenida. Andava há meses para lá ir e sempre que lia mais uma review mais me apetecia experimentar. Os comentários eram sempre os mesmos: "que é um dos melhores da cidade, que a comida é muito muito boa, que tem imenso por onde escolher, e ai os pães com chouriço que são daqui, e o sushi também é uma coisa do outro mundo, é um bocadinho caro mas vale muito a pena, a qualidade é muito superior à dos mais baratinhos". Bom... isto se calhar até é tudo verdade, se calhar eu é que lá fui num dia mau, mas a verdade, a minha verdade, é que... não é mau, que não é, mas já comi bem melhor. 
O espaço é muito giro, talvez um bocadinho pretensioso, mas eu também lido bem com isso; os funcionários são muito prestáveis e simpáticos e, de facto, há muito por onde escolher. Este brunch tem um buffet à disposição - que não é o meu estilo de brunch favorito, ter de me estar sempre a levantar para ir buscar comida chateia-me - e em comparação com outros, como o Pão de Canela por exemplo, - outro balde de água fria. Toda a gente diz maravilhas deste brunch e eu saí de lá desoladíssima. Não era nada do que estava à espera. - tem de facto mais oferta. A qualidade é que, infelizmente, deixa muito a desejar.

Como sou muito gulosa os meus brunchs começam sempre com coisas doces, por isso assim que vi as panquecas atirei-me logo a elas. Levei também pães, um scone, manteiga, geleia e sumo de laranja com cenoura. Foi uma primeira leva muito composta. Assim que me sentei e dei um gole no sumo fiquei com o brunch estragado. O sumo não era natural, era concentrado. Isto irrita-me tanto como ir a um restaurante e porem-me batatas fritas congeladas à frente. Tenham dó. O mínimo que se espera de um brunch que custa 25€ e que é considerado "dos melhores da cidade" é que tenham, pelo menos, sumo de laranja natural. Não tinham. 
A seguir provei o scone com a manteiga. Outra desilusão. Como no fim-de-semana anterior tinha ido ao Choupana Caffe - review aqui -, e duas das coisas que mais tinha gostado tinham sido precisamente a manteiga e o scone, fiquei tristíssima ao comprovar que as mesmas coisas neste brunch todo xpto eram más. Mesmo más. A manteiga era daquelas individuais que nos servem nos restaurantes, nada de extraordinário, e o scone era simplesmente uma vergonha. Insosso, duro e a esfarelar-se todo. Tentei partir um pedaço que se desfez imediatamente na minha mão e me encheu o prato de migalhas. Foi o pior scone que comi na vida. Se quiserem comer scones como deve ser vão ao Café Saudade, em Sintra, ou ao Choupana Caffe, em Lisboa. 
As panquecas também ficaram muito aquém. Não duvido que sejam feitas por eles mas fizeram-me lembrar aquelas mini-panquecas que se vendem nos supermercados para dar aos miúdos ao pequeno-almoço. São muito altas e esponjosas. E o chocolate que tinham à disposição para pôr por cima também não me encheu as medidas, mas aí eu sei que o mal é meu. O creme era feito com chocolate preto, precisamente o tipo de chocolate que menos aprecio.

A seguir passei aos salgados: ovos mexidos e sushi. Sim, só. Eu sou mais doces. Os ovos estavam deliciosos. Húmidos e muito saborosos, muito bem temperados. Recomendo! Já o sushi... era bom mas muito pouco variado. Quando me disseram que este brunch tinha sushi pensei que ia ter uma grande variedade de peças. Mentira. Só havia rolinhos de salmão e sashimi, também de salmão. Só!!! Lá está, o raio das expectativas. Ninguém me disse que havia uma mesa inteira só de sushi. Eu é que parti do princípio que como logo ali ao lado têm o Yakuza, também do Olivier, que o sushi do brunch foi um tease para o que se pudesse encontrar no outro espaço. Não é. Não há tease nenhum. Há rolinhos de salmão iguais aos que se comem no Noori. 

Resumindo: pelo preço e pelo buzz, estava à espera de um brunch do outro mundo mas o que tive ficou muito aquém das expectativas. O do Kaffeehaus e o do Choupana - os meus favoritos - podem não ser tão glamorosos mas, por menos dinheiro, ficam muito melhor servidos. Ah, e os sumos são naturais.

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